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Atleta do Água Santa sofre convulsão e morre durante treino

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Renan dos Santos, de apenas 16 anos, era zagueiro; clube diz que exames o liberavam para praticar esporte


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

08/11/2019 | 07:00


Quinze anos depois que o zagueiro Serginho caiu desfalecido no gramado do Morumbi em partida do São Caetano contra o São Paulo, pelo Brasileirão, e chocou o mundo do futebol, um garoto em Diadema foi vítima de tragédia parecida. Renan Henrique dos Santos, de apenas 16 anos, convulsionou ao sofrer mal súbito, ontem, em treino da equipe sub-17 do Água Santa, no Campo Distrital Piraporinha, e faleceu antes mesmo de ser conduzido ao Hospital Municipal, que fica no mesmo bairro.

O fato ocorreu pela manhã. Segundo o médico do Netuno, Diego Matheus, o treino ocorria dentro da normalidade, quando o atleta convulsionou. “Não houve nenhum choque nem nada. Ele convulsionou, chamaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que tentou reanimá-lo no campo, mas não foi possível”, explicou o médico, que aguarda o SVO (Serviço de Verificação de Óbito), que será feito pelo IML (Instituto Médico-Legal) da cidade para entender o real motivo da morte, apesar de suspeitar de aneurisma (dilatação anormal de vaso sanguíneo presente no cérebro).

Renan, que era zagueiro, estava no Água Santa desde março de 2018. Segundo Diego e o clube, o jogador estava com todos os exames regulares e o histórico clínico atestava sua capacidade para a prática de atividade física. “Fazemos anualmente todos os exames nos atletas e os acompanhamos durante a temporada. Mas, se for mesmo constatado um aneurisma, isso não é algo que os exames cardiológicos pudessem apontar. É algo muito específico, não havia queixas de dor de cabeça, por exemplo”, esclareceu o médico.

Diego explicou que o Água Santa mantém equipe médica de plantão no Estádio do Inamar, mas não havia nenhum doutor no Campo do Piraporinha, que é da Prefeitura e cedido ao clube para os treinamentos. Mesmo assim, o médico garante foi dado todo o suporte ao atleta. Segundo a Prefeitura, o Samu foi acionado às 11h50 e chegou ao local sete minutos depois. “O atleta estava em parada cardíaca e foi removido do campo em reanimação cardiopulmonar. Foram realizadas tentativas de reanimação durante 25 minutos, no interior da ambulância e durante o trajeto ao Hospital Municipal de Diadema. O garoto deu entrada no HM às 12h30. Ainda no hospital, foram realizadas tentativas de reanimação, sem sucesso, por mais dez minutos e o óbito foi constatado”, informou o Paço, em nota.

Amigos de Renan relatam que era companheiro, humilde e alegre. “Conheço ele desde pequeno. Sempre estávamos juntos jogando. Ele era muito humilde, divertido e alegre. Desde pequenos sonhávamos em nos tornar jogador de futebol e dar alegria para nossa família e nossa comunidade”, conta Mateus Santos, que não seguiu a carreira. “Ele era muito parceiro, me ajudou a superar muitas coisas. Era divertido e sincero, gente boa de verdade”, acrescenta Kethelyn.

O enterro e o velório de Renan serão em Itaquaquecetuba, cidade da Grande São Paulo, onde ele morava com a família. Os horários não foram informados. 



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Atleta do Água Santa sofre convulsão e morre durante treino

Renan dos Santos, de apenas 16 anos, era zagueiro; clube diz que exames o liberavam para praticar esporte

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

08/11/2019 | 07:00


Quinze anos depois que o zagueiro Serginho caiu desfalecido no gramado do Morumbi em partida do São Caetano contra o São Paulo, pelo Brasileirão, e chocou o mundo do futebol, um garoto em Diadema foi vítima de tragédia parecida. Renan Henrique dos Santos, de apenas 16 anos, convulsionou ao sofrer mal súbito, ontem, em treino da equipe sub-17 do Água Santa, no Campo Distrital Piraporinha, e faleceu antes mesmo de ser conduzido ao Hospital Municipal, que fica no mesmo bairro.

O fato ocorreu pela manhã. Segundo o médico do Netuno, Diego Matheus, o treino ocorria dentro da normalidade, quando o atleta convulsionou. “Não houve nenhum choque nem nada. Ele convulsionou, chamaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que tentou reanimá-lo no campo, mas não foi possível”, explicou o médico, que aguarda o SVO (Serviço de Verificação de Óbito), que será feito pelo IML (Instituto Médico-Legal) da cidade para entender o real motivo da morte, apesar de suspeitar de aneurisma (dilatação anormal de vaso sanguíneo presente no cérebro).

Renan, que era zagueiro, estava no Água Santa desde março de 2018. Segundo Diego e o clube, o jogador estava com todos os exames regulares e o histórico clínico atestava sua capacidade para a prática de atividade física. “Fazemos anualmente todos os exames nos atletas e os acompanhamos durante a temporada. Mas, se for mesmo constatado um aneurisma, isso não é algo que os exames cardiológicos pudessem apontar. É algo muito específico, não havia queixas de dor de cabeça, por exemplo”, esclareceu o médico.

Diego explicou que o Água Santa mantém equipe médica de plantão no Estádio do Inamar, mas não havia nenhum doutor no Campo do Piraporinha, que é da Prefeitura e cedido ao clube para os treinamentos. Mesmo assim, o médico garante foi dado todo o suporte ao atleta. Segundo a Prefeitura, o Samu foi acionado às 11h50 e chegou ao local sete minutos depois. “O atleta estava em parada cardíaca e foi removido do campo em reanimação cardiopulmonar. Foram realizadas tentativas de reanimação durante 25 minutos, no interior da ambulância e durante o trajeto ao Hospital Municipal de Diadema. O garoto deu entrada no HM às 12h30. Ainda no hospital, foram realizadas tentativas de reanimação, sem sucesso, por mais dez minutos e o óbito foi constatado”, informou o Paço, em nota.

Amigos de Renan relatam que era companheiro, humilde e alegre. “Conheço ele desde pequeno. Sempre estávamos juntos jogando. Ele era muito humilde, divertido e alegre. Desde pequenos sonhávamos em nos tornar jogador de futebol e dar alegria para nossa família e nossa comunidade”, conta Mateus Santos, que não seguiu a carreira. “Ele era muito parceiro, me ajudou a superar muitas coisas. Era divertido e sincero, gente boa de verdade”, acrescenta Kethelyn.

O enterro e o velório de Renan serão em Itaquaquecetuba, cidade da Grande São Paulo, onde ele morava com a família. Os horários não foram informados. 

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