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Rampas de acesso viram desafio para deficientes

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Buracos e piso escorregadio são algumas das falhas na Avenida Dom José Gaspar, em Mauá


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

08/11/2019 | 07:00


Moradores de bairros próximos à Avenida Dom José Gaspar, em Mauá, denunciam problemas com rampas de acesso localizadas ao longo da via. Em toda a avenida, existem pelo menos 20, porém, eles apontam que apenas quatro estão acessíveis para deficientes, idosos e gestantes.

Morador há 25 anos da Vila Assis Brasil, Donisete Souza Dias, 57 anos, tem mobilidade reduzida devido a uma dermatomiosite (doença inflamatória crônica que afeta a musculatura), e, desde 2002, precisa do auxílio da cadeira de rodas. Donisete observa que, há 20 dias, uma rampa foi consertada pela Prefeitura, mas reclamaque é necessário muito mais. “Às vezes, precisamos andar pela rua, pois não conseguimos subir ou descer da calçada”, lamenta.

O munícipe ainda observa que já presenciou idosas e gestantes caírem por causa das más condições de rampas. “Principalmente em dias de chuva, o piso das rampas fica escorregadio”, comenta. Há dois anos, Donisete e a mulher, a dona de casa Simone Gonçalves Dias, 52, buscam ajuda para manutenção das rampas. “A cadeira do Donisete é elétrica, o que facilita em muitos casos, mas quem utiliza a cadeira manual precisa de ajuda em dobro”, relata ela.

Outra moradora do bairro, há pelo menos oito anos, a aposentada Iracy Pereira, 74, retrata que a dificuldade piora a cada dia. “Eu mesma já escorreguei e também já auxiliei muitos deficientes que não conseguiam atravessar a avenida”, avalia.

Iracy sempre cruza a via para chegar a pontos de ônibus e comenta que é normal os moradores reclamarem das rampas. “Quando chove parece um sabão, além de também estarem cheias de buracos”, critica.

Especialista em turismo adaptado, Ricardo Shimofakai observa que a avenida apresenta problemas no piso, que acaba sendo escorregadio, ou até na inclinação das rampas. “Precisa ter uma continuação ideal para o deficiente, ou seja, da calçada até a travessia é fundamental que o piso seja nivelado e receba as manutenções adequadas”, relata. Ricardo ainda pontua que a rampa, como qualquer superfície com inclinação, deve ser igual ou superior a 5%.

Em nota, a Prefeitura de Mauá informa que abriu ordens de serviço para vistoria, a fim de avaliar o que precisa ser feito em relação à manutenção. “A possível deterioração da rampa pode ser o material antiderrapante, que foi instalado em todas. Com a incidência de altas temperaturas, chuvas e utilização, o material desgasta.” Afirma ainda que, se necessário, fará as devidas trocas.



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Rampas de acesso viram desafio para deficientes

Buracos e piso escorregadio são algumas das falhas na Avenida Dom José Gaspar, em Mauá

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

08/11/2019 | 07:00


Moradores de bairros próximos à Avenida Dom José Gaspar, em Mauá, denunciam problemas com rampas de acesso localizadas ao longo da via. Em toda a avenida, existem pelo menos 20, porém, eles apontam que apenas quatro estão acessíveis para deficientes, idosos e gestantes.

Morador há 25 anos da Vila Assis Brasil, Donisete Souza Dias, 57 anos, tem mobilidade reduzida devido a uma dermatomiosite (doença inflamatória crônica que afeta a musculatura), e, desde 2002, precisa do auxílio da cadeira de rodas. Donisete observa que, há 20 dias, uma rampa foi consertada pela Prefeitura, mas reclamaque é necessário muito mais. “Às vezes, precisamos andar pela rua, pois não conseguimos subir ou descer da calçada”, lamenta.

O munícipe ainda observa que já presenciou idosas e gestantes caírem por causa das más condições de rampas. “Principalmente em dias de chuva, o piso das rampas fica escorregadio”, comenta. Há dois anos, Donisete e a mulher, a dona de casa Simone Gonçalves Dias, 52, buscam ajuda para manutenção das rampas. “A cadeira do Donisete é elétrica, o que facilita em muitos casos, mas quem utiliza a cadeira manual precisa de ajuda em dobro”, relata ela.

Outra moradora do bairro, há pelo menos oito anos, a aposentada Iracy Pereira, 74, retrata que a dificuldade piora a cada dia. “Eu mesma já escorreguei e também já auxiliei muitos deficientes que não conseguiam atravessar a avenida”, avalia.

Iracy sempre cruza a via para chegar a pontos de ônibus e comenta que é normal os moradores reclamarem das rampas. “Quando chove parece um sabão, além de também estarem cheias de buracos”, critica.

Especialista em turismo adaptado, Ricardo Shimofakai observa que a avenida apresenta problemas no piso, que acaba sendo escorregadio, ou até na inclinação das rampas. “Precisa ter uma continuação ideal para o deficiente, ou seja, da calçada até a travessia é fundamental que o piso seja nivelado e receba as manutenções adequadas”, relata. Ricardo ainda pontua que a rampa, como qualquer superfície com inclinação, deve ser igual ou superior a 5%.

Em nota, a Prefeitura de Mauá informa que abriu ordens de serviço para vistoria, a fim de avaliar o que precisa ser feito em relação à manutenção. “A possível deterioração da rampa pode ser o material antiderrapante, que foi instalado em todas. Com a incidência de altas temperaturas, chuvas e utilização, o material desgasta.” Afirma ainda que, se necessário, fará as devidas trocas.

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