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Produção de veículos reage após 14 meses

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Volume para os dez primeiros meses do ano atinge o melhor resultado desde 2014


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

07/11/2019 | 07:16


Mesmo com a crise na Argentina e a consequente queda nas exportações, a indústria automotiva registrou, em outubro, o melhor resultado para a produção de veículos nos últimos 14 meses, com 288,5 mil unidades. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, foram fabricados 2,5 milhões de veículos, o melhor índice para o período desde 2014 (quando saíram das fábricas 2,6 milhões de exemplares).

Os dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) foram divulgados ontem e incluem automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. A produção de outubro teve alta de 16,6% em relação a setembro (247,4 mil unidades) e de 9,6% comparada a outubro do ano passado, quando foram confeccionados 263,1 mil exemplares.

De acordo com o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, os resultados indicam “que a produção vai terminar o ano de forma positiva e que a nossa previsão vai se confirmar com crescimento em mais de 2% em relação ao ano de 2018 (foram 2,7 milhões de veículos produzidos)”, afirmou.

Os números da fabricação do último mês foram impulsionados pela aceleração no planejamento das empresas por causa das férias coletivas no fim do ano, além de serem impactadas por lançamentos.

Na região, a Volkswagen anunciou o New Urban Coupé – nome provisório – em agosto, que deve chegar às concessionárias em maio do ano que vem, e é resultado de R$ 2,3 bilhões de investimento na unidade da Anchieta. Mais recentemente, em setembro, a GM (General Motors) anunciou a fabricação de quinto modelo em São Caetano, o Joy Plus, versão nova do Prisma, que anteriormente era feito em Gravataí, no Rio Grande do Sul.

ARGENTINA

Mesmo com a perspectiva positiva do mercado interno, devido a inflação controlada e redução na taxa de juros, a Argentina, principal parceiro comercial do setor, continua derrubando o número de exportações. As vendas para os outros países (30 mil unidades em outubro) tiveram queda de 18,2% em relação a setembro e 22,6% ante igual período do ano passado. No acumulado do ano, são 367,5 mil veículos, tombo de 34,7% comparado com o mesmo intervalo em 2018.

Moraes assinalou que o setor automobilístico vem sofrendo com a crise no país vizinho desde maio do ano passado. Em 2018, aliás, os hermanos representavam 75% das exportações de automóveis e comerciais leves. Atualmente, este percentual é de 51%, sendo que em setembro era de 53%.

“Nós como indústria automobilística olhamos a Argentina como parceiro, porque quem está aqui, está lá. Nossas empresas estão dos dois lados, há uma ou outra exceção, mas todas as empresas daqui têm planta lá, então vemos a unidade América Latina com um olhar só”, disse.

No fim do último mês, a Argentina passou por eleição presidencial com a vitória do candidato da esquerda Alberto Fernández, rival do atual chefe de Estado Maurício Macri. O presidente Jair Bolsonaro (PSL), que já afirmou que não irá à posse, também fez declarações contrárias à decisão.

“Entendemos que os governos brasileiro e argentino têm que encontrar um caminho de consenso, sem ideologias, para tratar de negócios”, afirmou o presidente da Anfavea. “O governo brasileiro não pode atrapalhar e deve deixar a Argentina resolver seus problemas. A democracia é isso. O povo argentino escolheu o presidente Fernández e ele tem desafio enorme, com a inflação acima de 50%, a taxa de juros quase 60%, além de um índice de pobreza muito alto e a situação com o FMI (Fundo Monetário Internacional)”, disse.

“Estamos olhando com otimismo e esperamos que o novo governo encontre o caminho”, destacou Moraes, mesmo frisando que o setor não pode depender somente da Argentina.


Fabricação de caminhões cresce 12,1% no ano

A produção de caminhões chegou à marca de 98,7 mil unidades no acumulado deste ano, crescimento de 12,1% em relação ao mesmo período de 2018. Somente em outubro foram 11,2 mil pesados, o que significa aumento de 16,6% comparado com setembro e 9,6% em relação a outubro de 2018.

A Anfavea também apresentou dados que mostram que a quantidade de pesados emplacados chega a 83,6 mil neste ano. O número é 37,9% superior ao período dos dez primeiros meses de 2018.

O presidente da associação, Luiz Carlos Moraes, afirmou que a perspectiva para o mercado de pesados é positiva. Além da redução da taxa de juros, a perspectiva de retomada do mercado imobiliário e também dos investimentos em infraestrutura deve aquecer ainda mais a produção e comercialização.

“O mercado de caminhões está vindo muito bem, emplacando acima de 9.000 unidades por mês. A nossa expectativa para este ano é fechar com mais de 100 mil exemplares emplacados, que representa crescimento de 34,35% em relação ao ano passado, lembrando que a base era baixa”, destacou. “Mas o mais importante é a retomada. E se o mercado de caminhões está vindo bem, isso significa que temos indicadores de que a economia está reagindo em outros setores. Isso porque o mercado de caminhões é transporte de bens”, afirmou.

A entidade também apresentou os resultados da Fenatran, evento equivalente ao Salão do Automóvel para o segmento de veículos pesados, realizado no último mês. O público de 62 mil visitantes foi recorde e representou um acréscimo de 24% em relação a 2017, além das 450 marcas presentes, aumento de 28% em relação ao mesmo período.
 



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Produção de veículos reage após 14 meses

Volume para os dez primeiros meses do ano atinge o melhor resultado desde 2014

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

07/11/2019 | 07:16


Mesmo com a crise na Argentina e a consequente queda nas exportações, a indústria automotiva registrou, em outubro, o melhor resultado para a produção de veículos nos últimos 14 meses, com 288,5 mil unidades. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, foram fabricados 2,5 milhões de veículos, o melhor índice para o período desde 2014 (quando saíram das fábricas 2,6 milhões de exemplares).

Os dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) foram divulgados ontem e incluem automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. A produção de outubro teve alta de 16,6% em relação a setembro (247,4 mil unidades) e de 9,6% comparada a outubro do ano passado, quando foram confeccionados 263,1 mil exemplares.

De acordo com o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, os resultados indicam “que a produção vai terminar o ano de forma positiva e que a nossa previsão vai se confirmar com crescimento em mais de 2% em relação ao ano de 2018 (foram 2,7 milhões de veículos produzidos)”, afirmou.

Os números da fabricação do último mês foram impulsionados pela aceleração no planejamento das empresas por causa das férias coletivas no fim do ano, além de serem impactadas por lançamentos.

Na região, a Volkswagen anunciou o New Urban Coupé – nome provisório – em agosto, que deve chegar às concessionárias em maio do ano que vem, e é resultado de R$ 2,3 bilhões de investimento na unidade da Anchieta. Mais recentemente, em setembro, a GM (General Motors) anunciou a fabricação de quinto modelo em São Caetano, o Joy Plus, versão nova do Prisma, que anteriormente era feito em Gravataí, no Rio Grande do Sul.

ARGENTINA

Mesmo com a perspectiva positiva do mercado interno, devido a inflação controlada e redução na taxa de juros, a Argentina, principal parceiro comercial do setor, continua derrubando o número de exportações. As vendas para os outros países (30 mil unidades em outubro) tiveram queda de 18,2% em relação a setembro e 22,6% ante igual período do ano passado. No acumulado do ano, são 367,5 mil veículos, tombo de 34,7% comparado com o mesmo intervalo em 2018.

Moraes assinalou que o setor automobilístico vem sofrendo com a crise no país vizinho desde maio do ano passado. Em 2018, aliás, os hermanos representavam 75% das exportações de automóveis e comerciais leves. Atualmente, este percentual é de 51%, sendo que em setembro era de 53%.

“Nós como indústria automobilística olhamos a Argentina como parceiro, porque quem está aqui, está lá. Nossas empresas estão dos dois lados, há uma ou outra exceção, mas todas as empresas daqui têm planta lá, então vemos a unidade América Latina com um olhar só”, disse.

No fim do último mês, a Argentina passou por eleição presidencial com a vitória do candidato da esquerda Alberto Fernández, rival do atual chefe de Estado Maurício Macri. O presidente Jair Bolsonaro (PSL), que já afirmou que não irá à posse, também fez declarações contrárias à decisão.

“Entendemos que os governos brasileiro e argentino têm que encontrar um caminho de consenso, sem ideologias, para tratar de negócios”, afirmou o presidente da Anfavea. “O governo brasileiro não pode atrapalhar e deve deixar a Argentina resolver seus problemas. A democracia é isso. O povo argentino escolheu o presidente Fernández e ele tem desafio enorme, com a inflação acima de 50%, a taxa de juros quase 60%, além de um índice de pobreza muito alto e a situação com o FMI (Fundo Monetário Internacional)”, disse.

“Estamos olhando com otimismo e esperamos que o novo governo encontre o caminho”, destacou Moraes, mesmo frisando que o setor não pode depender somente da Argentina.


Fabricação de caminhões cresce 12,1% no ano

A produção de caminhões chegou à marca de 98,7 mil unidades no acumulado deste ano, crescimento de 12,1% em relação ao mesmo período de 2018. Somente em outubro foram 11,2 mil pesados, o que significa aumento de 16,6% comparado com setembro e 9,6% em relação a outubro de 2018.

A Anfavea também apresentou dados que mostram que a quantidade de pesados emplacados chega a 83,6 mil neste ano. O número é 37,9% superior ao período dos dez primeiros meses de 2018.

O presidente da associação, Luiz Carlos Moraes, afirmou que a perspectiva para o mercado de pesados é positiva. Além da redução da taxa de juros, a perspectiva de retomada do mercado imobiliário e também dos investimentos em infraestrutura deve aquecer ainda mais a produção e comercialização.

“O mercado de caminhões está vindo muito bem, emplacando acima de 9.000 unidades por mês. A nossa expectativa para este ano é fechar com mais de 100 mil exemplares emplacados, que representa crescimento de 34,35% em relação ao ano passado, lembrando que a base era baixa”, destacou. “Mas o mais importante é a retomada. E se o mercado de caminhões está vindo bem, isso significa que temos indicadores de que a economia está reagindo em outros setores. Isso porque o mercado de caminhões é transporte de bens”, afirmou.

A entidade também apresentou os resultados da Fenatran, evento equivalente ao Salão do Automóvel para o segmento de veículos pesados, realizado no último mês. O público de 62 mil visitantes foi recorde e representou um acréscimo de 24% em relação a 2017, além das 450 marcas presentes, aumento de 28% em relação ao mesmo período.
 

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