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Por incêndios, Chevrolet suspende entregas do Onix Plus

Leo Alves

06/11/2019 | 17:48


A Chevrolet decidiu suspender as entregas do Onix Plus por conta de alguns casos de incêndio. Segundo algumas concessionárias do Grande ABC, que foram consultadas pela reportagem do Garagem360, as retiradas programadas para esta semana serão atrasadas para que os carros passem por um recall.

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Entregas Onix Plus

De acordo com os lojistas, será necessário realizar uma atualização do software de gerenciamento do motor, para evitar que novos incêndios aconteçam. Apesar deste cenário, as vendas do modelo continuam normalmente.

A seguir, confira o posicionamento oficial da General Motors do Brasil.

A General Motors tem como prioridade a segurança dos seus clientes. Por isso, informa que está prontamente convocando os proprietários do Onix Plus modelo 2020 entregues até então para atualização do software de gerenciamento do motor.

Em condições muito especificas e combinadas de pressão atmosférica, temperatura ambiente, umidade relativa do ar e composição do combustível o software de gerenciamento do motor pode, eventualmente, apresentar falha, com risco de danos ao motor e potencial incêndio, como no caso ocorrido na região Nordeste. Esta condição é precedida de um alerta visual no painel de instrumentos – a luz indicadora de funcionamento incorreto, referente ao motor, acende.

Os proprietários dos modelos envolvidos serão chamados a comparecer a uma concessionária Chevrolet para realizar de forma gratuita o serviço.

Destacamos que o incidente anterior, ocorrido no pátio da fábrica de Gravataí em setembro, foi um caso isolado provocado por um fator que não tinha relação com o projeto do veículo.

Onix Plus

Lançado em setembro, o sedã inaugurou a segunda geração do Onix no Brasil. Ele é vendido com os motores 1.0 de aspiração natural e 1.0 turbo. As transmissões manual e automática têm sempre seis marchas.

Recalls bizarros

Na galeria, relembre alguns dos recalls mais bizarros que já foram feitos pelas montadoras.

Fiat Tipo: depois que algumas unidades pegaram fogo sozinhas, a Fiat convocou um recall para substituir o tubo convergedor de ar quente do motor. Mesmo com a manutenção, alguns veículos continuaram pegando fogo, e foi preciso fazer um segundo chamado para consertar vazamentos de fluido da direção hidráulica, já que o líquido vazava pelo escapamento e provocava os incêndios

Foto: Divulgação

Fiat Tipo

Foto: 2000Scooby via VisualHunt.com / CC BY-NC-ND

Ford Pinto: o veículo, que foi barrado no Brasil por conta do nome sugestivo, protagonizou um recall polêmico nos Estados Unidos. Se o carro sofresse uma colisão traseira, o tanque de gasolina podia quebrar e causar uma explosão. Antes de colocar o modelo no mercado, a Ford já sabia do problema, mas fez as contas e percebeu que indenizar possíveis mortes e casos de queimaduras sairia bem mais barato do que regularizar a linha de produção. No final, depois de mortes e ferimentos graves, a montadora convocou as unidades para recall e teve que pagar milhões em indenizações

Foto: France1978 via Visualhunt.com / CC BY-SA

Ford Pinto

Foto: RL GNZLZ via VisualHunt / CC BY-SA

Citroën C3 Picasso: em 2011, 22 unidades da Inglaterra foram chamadas para recall por conta de um motivo um tanto o quanto exótico: quando o passageiro da frente pisava com força no assoalho do carro, era possível acionar o sistema de frenagem sem querer. Isso acontecia porque as versões inglesas tinham os volantes e pedais migrados para o lado direito da cabine, mas o mecanismo continuava passando por baixo do forro do assoalho da parte esquerda (do passageiro). A solução foi reforçar o isolamento dos fios

Foto: RL GNZLZ via VisualHunt.com / CC BY-SA

Citroën C3 Picasso

Foto: Carlos Octavio Uranga via Visualhunt.com / CC BY-NC-ND

Mercedes-Benz Classe A: durante seu lançamento mundial em 1997, o modelo capotou quando participava do “teste do desvio do alce". Para evitar que a situação se repetisse, a montadora implantou um sistema eletrônico de estabilidade e fez mudanças na suspensão sem alterar o valor final do carro

Foto: Carlos Octavio Uranga via Visual hunt / CC BY-NC-ND

Mercedes-Benz Classe A

Foto: Divulgação

Airbags mortais: Ao menos 16 pessoas morreram por conta das bolsas infláveis defeituosas da empresa japonesa Takata. Os itens projetaram fragmentos contra os ocupantes. O escândalo foi revelado em 2014 e já atingiu grandes montadoras, como Honda, Toyota, BMW e General Motors, que precisaram realizar convocações para recall de seus carros

Foto: Divulgação

Honda foi uma das atingidas pelos Itens defeituosos da Takata

Foto: Divulgação

Toyota Corolla: a má fixação do tapete do carro fazia o item deslizar e travar o pedal de aceleração do veículo. Algumas unidades aceleraram sozinhas e causaram acidentes graves. A Toyota convocou mais de 100 mil unidades brasileiras para fazer manutenções no sistema de fixação dos tapetes e explicar a forma ideal de posicioná-los

Foto: Divulgação

Toyota Corolla

Foto: Divulgação

Ford F-150: em 2015, a Ford chamou mais de 12 mil unidades para recall por conta de um problema no sistema de direção. A falha podia provocar a perda de controle da caminhonete e causar acidentes graves

Foto: Divulgação

Ford F-150

Foto: Divulgação

Chevrolet Sonic: logo após o lançamento do modelo nos Estados Unidos, a GM percebeu que mais de quatro mil unidades saíram de fábrica sem as pastilhas de freio. A falha afetava o desempenho do carro e virou motivo de recall

Foto: Divulgação

Chevrolet Sonic

Foto: Divulgação

Volkswagen Fox: mais de 500 mil unidades vendidas no Brasil contavam com um defeito que decepava a ponta dos dedos das pessoas que tentavam rebater os bancos do carro. Isso porque o sistema era um pouco “arisco” e funcionava como uma guilhotina. A montadora convocou o recall, modificou o sistema e incluiu avisos indicando a maneira correta de posicionar as mãos e os dedos durante a ação

Foto: Divulgação

Volkswagen Fox

Foto: Divulgação

Chevrolet Saturn Ion, Pontiac Pursuit, Pontiac G5, Cobalt, Saturn Ion, HHRs, Pontiac Solstice e Saturn Sky: outro caso polêmic é o recall de mais de um milhão de unidades da GM nos Estados Unidos. A montadora demorou mais de 10 anos para divulgar que os veículos tinham um defeito na ignição. A falha está relacionada a cerca de 13 mortes acidentais e rendeu uma multa de US$ 35 milhões à empresa norte-americana

Foto: Divulgação

Chevrolet Cobalt

Foto: Divulgação

Fiat Stilo: algumas unidades fabricadas entre 2004 e 2010 tinham um defeito que podia causar a soltura das rodas traseiras durante a condução. Depois do registro de acidentes, a Fiat convocou um recall imediato para substituir o conjunto do cubo da roda. A montadora ainda teve que pagar uma multa de R$ 3 milhões por colocar um produto com defeito de fabricação no mercado

Foto: Divulgação

Fiat Stilo

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