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Novo telescópio da ESA estuda fenômenos violentos


Do Diário do Grande ABC

08/12/1999 | 12:43


A Agência Espacial Européia (ESA) vai dispor de um novo instrumento de grande precisao destinado a estudar os fenômenos violentos do universo: o telescópio XMM (X-ray Multimirror Mission), que será colocado em órbita na próxima sexta-feira (10) pelo foguete Ariane.

Apesar dos raios X do Sol já terem sido detectados em 1948, a chamada astronomia X surgiu de verdade em 1970 com o lançamento do satélite norte-americano Uhuru (ou Liberdade, no dialeto africano suaíle). A mesma diz respeito aos raios mais energéticos, emitidos, às vezes, em associaçao com os raios gama: os da matéria a temperaturas de milhoes e até a milhares de milhoes de graus.

Segundo elemento essencial do programa científico Horizonte 2000 da ESA, construído pelo Dornier Satellitensysteme (grupo DaimlerChrysler Aerospace/DASA), o XMM é um observatório de 3,8 toneladas ao ser lançado, composto por três telescópios X (de 58 lentes cada um), de 0,70 m de largura, cada um dos quais tem em seu foco um dispositivo de transferência de carga (DTC). Dois destes telescópios também estao equipado com um espectômetro para a análise dos elementos químicos dos raios. No foco principal do conjunto, há um espectômetro de massa.

Além disso, um telescópio extra permitirá um estudo simultâneo dos mesmos objetos na gama visível, assim como na ultravioleta e infravemelha.

Com seus três telescópios, o XMM tem uma superfície coletora de 120 m2, superior à de seu colega Chandra, lançado em 23 de julho pela nave norte-amricana Colúmbia.

``Sua sensibilidade será cinco vezes superior à do Chandra e sua resoluçao angular entre cinco e dez vezes maior'', indicou Didier Barret, do Centro de Estudos Espaciais e de Radiaçoes (CESR, que participa neste programa).

De sua órbita bem excêntrica, 114.000 km de apogeu e 7.000 de perigeu, que será completada em 48 horas, o XMM poderá observar fenômenos como os buracos negros de massa compreendida entre um milhao e um bilhao da do Sol.

O observatório, ao obter o espectro X dos núcleos ativos das galáxias, poderá fornecer novos dados sobre esses núcleos de atividade violenta, alguns dos quais albergam buracos negros. E ao estudar as distintas galáxias e o meio interestelar, fornecerá informaçoes sobr a evoluçao das galáxias.

O XMM estudará também os restos das supernovas e, em seu programa, figuram também os cometas, os pulsares (analisará as emissoes de partículas destes), e as emissoes X produzidas por radiaçoes gama. Tudo isso durante um período de dois a dez anos.



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Novo telescópio da ESA estuda fenômenos violentos

Do Diário do Grande ABC

08/12/1999 | 12:43


A Agência Espacial Européia (ESA) vai dispor de um novo instrumento de grande precisao destinado a estudar os fenômenos violentos do universo: o telescópio XMM (X-ray Multimirror Mission), que será colocado em órbita na próxima sexta-feira (10) pelo foguete Ariane.

Apesar dos raios X do Sol já terem sido detectados em 1948, a chamada astronomia X surgiu de verdade em 1970 com o lançamento do satélite norte-americano Uhuru (ou Liberdade, no dialeto africano suaíle). A mesma diz respeito aos raios mais energéticos, emitidos, às vezes, em associaçao com os raios gama: os da matéria a temperaturas de milhoes e até a milhares de milhoes de graus.

Segundo elemento essencial do programa científico Horizonte 2000 da ESA, construído pelo Dornier Satellitensysteme (grupo DaimlerChrysler Aerospace/DASA), o XMM é um observatório de 3,8 toneladas ao ser lançado, composto por três telescópios X (de 58 lentes cada um), de 0,70 m de largura, cada um dos quais tem em seu foco um dispositivo de transferência de carga (DTC). Dois destes telescópios também estao equipado com um espectômetro para a análise dos elementos químicos dos raios. No foco principal do conjunto, há um espectômetro de massa.

Além disso, um telescópio extra permitirá um estudo simultâneo dos mesmos objetos na gama visível, assim como na ultravioleta e infravemelha.

Com seus três telescópios, o XMM tem uma superfície coletora de 120 m2, superior à de seu colega Chandra, lançado em 23 de julho pela nave norte-amricana Colúmbia.

``Sua sensibilidade será cinco vezes superior à do Chandra e sua resoluçao angular entre cinco e dez vezes maior'', indicou Didier Barret, do Centro de Estudos Espaciais e de Radiaçoes (CESR, que participa neste programa).

De sua órbita bem excêntrica, 114.000 km de apogeu e 7.000 de perigeu, que será completada em 48 horas, o XMM poderá observar fenômenos como os buracos negros de massa compreendida entre um milhao e um bilhao da do Sol.

O observatório, ao obter o espectro X dos núcleos ativos das galáxias, poderá fornecer novos dados sobre esses núcleos de atividade violenta, alguns dos quais albergam buracos negros. E ao estudar as distintas galáxias e o meio interestelar, fornecerá informaçoes sobr a evoluçao das galáxias.

O XMM estudará também os restos das supernovas e, em seu programa, figuram também os cometas, os pulsares (analisará as emissoes de partículas destes), e as emissoes X produzidas por radiaçoes gama. Tudo isso durante um período de dois a dez anos.

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