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Caso Celso Daniel: caseiro não viu documentos


Andrea Catão Maziero
e Mário César de Mauro
Do Diário do Grande ABC

24/01/2002 | 00:59


O caseiro José Carlos de Souza, 40 anos, a primeira pessoa a se deparar com o corpo do prefeito de Santo André na beira da estrada do Carmo, em Juquitiba, região metropolitana de São Paulo, afirmou nesta quarta-feira que não observou em volta do corpo os documentos pessoais de Celso Daniel, no último domingo. Uma outra testemunha que esteve na estrada e conversou com os primeiros policiais militares que preservavam o local confirmou a versão do caseiro. A Polícia Civil divulgou no domingo que encontrou documentos que confirmaram a identidade do prefeito.

Segundo Souza, Celso estava parcialmente virado de bruços, vestido com calça e blusa jeans azul claro de diferentes tonalidades, sapatos pretos, e apresentava marcas de sangue no rosto e, por cima da camisa, nas costas. Em volta do corpo, Souza não percebeu qualquer tipo de objeto pessoal do prefeito.

"O corpo estava com o tronco de bruços e as pernas de lado. Usava calça e camisa de manga comprida jeans azul claro, de diferentes tonalidades, mas muito parecidas. Percebi marcas de sangue no rosto, que estava meio desfigurado, próximo da boca e mais sangue por cima da camisa, no lado esquerdo das costas. Aparentemente não percebi marcas de tiros no corpo nem buracos provocados por disparos na roupa. Em volta não havia nada, nenhum tipo de documento", disse.

A falta de documentos também é a versão de um homem que conversou com os primeiros policiais militares que chegaram ao local. "Perguntei se tinham certeza de que se tratava do corpo do prefeito de Santo André. Eles informaram que fizeram a comparação pelas fotografias de jornais e que era bem provável. Mesmo porque não encontraram documentos nos bolsos da calça e da camisa bem como próximo ao local", afirmou.

Ele também afirmou que os mesmos policiais disseram que no chão foram encontradas entre 18 e 19 cápsulas deflagradas, mas que a impressão que tinham era de que a execução não havia sido feita naquela estrada. É que lhes chamou a atenção a ausência de sangue no local.

Souza também não reconheceu Celso Daniel como sendo o corpo por ele encontrado às 7h15 do último domingo na via de terra. Soube que se tratava do prefeito de Santo André após a divulgação do caso na televisão.

Souza estava a pé, saiu do sítio onde trabalha há dois anos, cerca de 15 minutos antes, rumo a compras de materiais de construção no Centro do município, cujo acesso é pelo Km 326 da mesma rodovia. "Depois de avisar sobre o corpo, segui para o Centro de Juquitiba. Quando a polícia chegou na estrada, já não estava mais lá. Na volta para o sítio é que vi os cordões de isolamento", afirmou.

Em função da interdição da via pela polícia, o caseiro teve de acessar de táxi uma outra entrada, pouco mais adiante do Km 329 no mesmo sentido da rodovia federal para chegar à mesma estrada do Carmo. A saída alternativa pode ter sido usada pelos assassinos do prefeito, caso tivessem retornado pelo mesmo acesso do Km 328,5, supostamente por onde entraram, após matar o prefeito.



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