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Ford faz contraproposta de venda para a Caoa

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Representantes das empresas se reúnem novamente hoje; sindicato pede agenda com BNDES


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

05/11/2019 | 07:05


As conversas entre a Caoa e a Ford para a compra da fábrica em São Bernardo continuam, mas ainda sem uma conclusão. Após proposta do grupo brasileiro, enviada na sexta-feira e discutida no fim de semana, a montadora norte-americana fez uma contraproposta e as empresas devem se reunir novamente hoje.

Segundo o prefeito da cidade, Orlando Morando (PSDB), que conversa diariamente por telefone com o presidente do conselho de administração do Grupo Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, as negociações ainda não foram finalizadas. “Houve uma contraproposta e amanhã (hoje) haverá outra reunião com o Lyle Watters (presidente da Ford América do Sul)”, informou.

Questionado se esta já é uma resposta ao que a Caoa propôs no fim da última semana, o prefeito afirmou que “não há um detalhamento”. “As empresas são muito cuidadosas porque qualquer notícia equivocada pode ser prejudicial”, disse Morando, ao completar que não sabe se a contraproposta envolve valores, mas que “a Ford tem outra proposta, ou seja, tem um ponto discordante. Mas as negociações continuam.”

As tratativas avançam, portanto, mesmo sem uma conclusão em relação ao empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Ontem, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC solicitou oficialmente agenda com a instituição federal.

O presidente do TID Brasil (Instituto Trabalho, Indústria e Desenvolvimento) e ex-presidente do SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), Rafael Marques, informou que o intuito é esclarecer dúvidas que ficaram a respeito de um posicionamento do BNDES. “A nota que o banco divulgou passa a impressão de que a Caoa não formalizou o pedido de empréstimo. Queremos esclarecer essa dúvida”, disse.

Na última semana, a instituição informou ao Diário, ao ser questionada sobre as negociações, que “se reuniu com a Caoa, como faz com qualquer potencial cliente”. “No entanto, não houve formalização de nenhuma proposta de financiamento e a empresa não possui operação com o banco”, disse em nota. A Caoa assumiu publicamente o interesse na compra da planta fabril da região em setembro, mas as negociações teriam esfriado após entrave no pedido de empréstimo ao BNDES. A tratativa direta com a Ford, portanto, seria espécie de plano B.

Marques afirmou que não cabe ao sindicato entrar na negociação entre as duas empresas privadas, mas que a entidade é parte importante por causa da representação dos trabalhadores.

“Queremos entender se a compra da fábrica de uma empresa multinacional por empresa brasileira está nas prioridades e diretrizes do banco. Isso é algo bom para a consolidação de uma montadora de capital brasileiro, podendo virar uma potencial exportadora no Grande ABC, então queremos dialogar com o banco”, afirmou Marques, reiterando que a compra da fábrica pela Caoa minimizaria os impactos no Grande ABC, cujas demissões podem atingir 9.250 pessoas em toda a cadeia automotiva regional. O BNDES confirmou o pedido de agenda, porém, destacou que a reunião ainda não foi marcada. Em relação às negociações, afirmou que não havia novidades.

A previsão é a de que a Caoa absorva 850 trabalhadores para a produção de caminhões, porém, como a expectativa é a de que a montadora também fabrique dois modelos de automóveis, essa demanda por profissionais pode ser elevada. A fila para o futuro processo seletivo por ex-funcionários da Ford é de 1.300 pessoas.

Em relação aos questionamentos sobre a venda da planta, a Ford respondeu que não iria se pronunciar. A Caoa disse que ainda não tem novidades sobre o assunto. 



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Ford faz contraproposta de venda para a Caoa

Representantes das empresas se reúnem novamente hoje; sindicato pede agenda com BNDES

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

05/11/2019 | 07:05


As conversas entre a Caoa e a Ford para a compra da fábrica em São Bernardo continuam, mas ainda sem uma conclusão. Após proposta do grupo brasileiro, enviada na sexta-feira e discutida no fim de semana, a montadora norte-americana fez uma contraproposta e as empresas devem se reunir novamente hoje.

Segundo o prefeito da cidade, Orlando Morando (PSDB), que conversa diariamente por telefone com o presidente do conselho de administração do Grupo Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, as negociações ainda não foram finalizadas. “Houve uma contraproposta e amanhã (hoje) haverá outra reunião com o Lyle Watters (presidente da Ford América do Sul)”, informou.

Questionado se esta já é uma resposta ao que a Caoa propôs no fim da última semana, o prefeito afirmou que “não há um detalhamento”. “As empresas são muito cuidadosas porque qualquer notícia equivocada pode ser prejudicial”, disse Morando, ao completar que não sabe se a contraproposta envolve valores, mas que “a Ford tem outra proposta, ou seja, tem um ponto discordante. Mas as negociações continuam.”

As tratativas avançam, portanto, mesmo sem uma conclusão em relação ao empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Ontem, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC solicitou oficialmente agenda com a instituição federal.

O presidente do TID Brasil (Instituto Trabalho, Indústria e Desenvolvimento) e ex-presidente do SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), Rafael Marques, informou que o intuito é esclarecer dúvidas que ficaram a respeito de um posicionamento do BNDES. “A nota que o banco divulgou passa a impressão de que a Caoa não formalizou o pedido de empréstimo. Queremos esclarecer essa dúvida”, disse.

Na última semana, a instituição informou ao Diário, ao ser questionada sobre as negociações, que “se reuniu com a Caoa, como faz com qualquer potencial cliente”. “No entanto, não houve formalização de nenhuma proposta de financiamento e a empresa não possui operação com o banco”, disse em nota. A Caoa assumiu publicamente o interesse na compra da planta fabril da região em setembro, mas as negociações teriam esfriado após entrave no pedido de empréstimo ao BNDES. A tratativa direta com a Ford, portanto, seria espécie de plano B.

Marques afirmou que não cabe ao sindicato entrar na negociação entre as duas empresas privadas, mas que a entidade é parte importante por causa da representação dos trabalhadores.

“Queremos entender se a compra da fábrica de uma empresa multinacional por empresa brasileira está nas prioridades e diretrizes do banco. Isso é algo bom para a consolidação de uma montadora de capital brasileiro, podendo virar uma potencial exportadora no Grande ABC, então queremos dialogar com o banco”, afirmou Marques, reiterando que a compra da fábrica pela Caoa minimizaria os impactos no Grande ABC, cujas demissões podem atingir 9.250 pessoas em toda a cadeia automotiva regional. O BNDES confirmou o pedido de agenda, porém, destacou que a reunião ainda não foi marcada. Em relação às negociações, afirmou que não havia novidades.

A previsão é a de que a Caoa absorva 850 trabalhadores para a produção de caminhões, porém, como a expectativa é a de que a montadora também fabrique dois modelos de automóveis, essa demanda por profissionais pode ser elevada. A fila para o futuro processo seletivo por ex-funcionários da Ford é de 1.300 pessoas.

Em relação aos questionamentos sobre a venda da planta, a Ford respondeu que não iria se pronunciar. A Caoa disse que ainda não tem novidades sobre o assunto. 

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