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Viva o nosso Vera Cruz, 70 anos


Do Diário do Grande ABC

04/11/2019 | 14:14


Artigo

O extraordinário mundo do cinema e do entretenimento poderia hoje, 4 de novembro de 2019, em script de roteiro original/adaptado proporcionar ao rincão da sociedade a história magnífica do Estúdio e Pavilhão Vera Cruz, localizado na Avenida Lucas Nogueira Garcez, 856, Centro, há exatos 70 anos. Sim, em 4 de novembro de 1949, foi criada, por Franco Zampari e Ciccilo Matarazzo, em antiga granja, a Vera Cruz, terceira companhia cinematográfica a ser implantada em território brasileiro, sendo sua atuação responsável pela elevação dos níveis técnico e profissional do cinema nacional, o que lhe conferiu projeções nacional e internacional. Orgulho a nós, são-bernardenses.

História que começou avassaladora e revolucionária, à época, rendendo 22 montagens, entre curtas e longas-metragens, que chegaram a prêmios no Festival de Cannes: O Cangaceiro, e os curtas Painel e Santuário. A maioria destas produções estrelada pelo ícone saudoso Amácio Mazzaropi (1912-1981). Infelizmente, aos longos dos anos que se passaram, o espaço foi perdendo sua referência. Faltaram planejamento e olhar especial dos gestores municipais para o aproveitamento de todo o local.

De maneira desastrosa, o mais crítico ocorreu em 2015, quando a gestão do PT, de Luiz Marinho, vendeu a concessão a uma empresa particular, justamente com a promessa de recuperar a histórica cinematográfica. Além de nada ser produzido, quase que o nome Vera Cruz foi perdido, por conta de direito autoral. Em 2017, na condição de prefeito, cancelamos, por meio da Procuradoria-Geral do Município, este contrato nocivo, trouxemos de volta ao município o Pavilhão Vera Cruz e trabalhamos sua reestruturação.

E, hoje, o que podemos dizer? Bom, a agenda está lotada até abril de 2020 para as melhores produções da TV. A produtora holandesa Endemol, que, por meio da Record TV, direcionou as temporadas dos realities Canta Comigo e The Four Brasil ao local, além do quadro The Wall, da Globo. Passaram por aqui, Luciano Huck, Gisele Bündchen, o craque Neymar Jr, Xuxa, entre outros nomes. Tudo com preço justo e com retorno ao município. São R$ 2,8 milhões arrecadados ao longo desta gestão, que estão ajudando os cofres de São Bernardo.

Outra conquista: assinamos para a chegada da inédita unidade do Sesc em São Bernardo. Sim, começou a ser construída em anexo do Vera Cruz e será entregue em 2022.
E, assim, vamos seguir trabalhando com respeito à história e ao futuro de São Bernardo. Viva ao Estúdio e Pavilhão Vera Cruz, seus idealizadores. Graças aos nossos esforços, podemos comemorar 70 anos de vida e, o mais importante, podemos projetar o futuro.

Orlando Morando é prefeito de São Bernardo. 

Palavra do Leitor

Reformas
Parabenizo o leitor Paulo Cesar Teixeira Ruas pela excelente colocação (Marionete, dia 28). E acrescento: falava-se tanto na reforma da Previdência, de diminuição de benefícios, que já são, na verdade, esmolas que o governo acha que nos dá, mas que, na verdade, são nosso direito depois de décadas de trabalho árduo e desgastante; mas não se fala em reforma nos três poderes, onde há todo tipo de falcatruas, mantidas com nosso dinheiro. Lá, sim, há astronômicos ganhos, que deveriam ser taxados, cortados, diminuídos e que poderiam impactar muito mais na economia do País. Nós, o povo, fomos, somos e sempre seremos o lado mais fraco da corda. Enquanto não nos unirmos contra a classe política, ela continuará pisando na população, tirando nossos direitos, nossa alegria, nossa saúde.
Samir Godoy Haddade
Diadema

Vigilantes
Relato, por minha conta e risco, que os vigilantes patrimoniais da Prefeitura de São Bernardo só vão aos postos de trabalho para dormir, chegam a hora que querem e saem a hora que desejam. Eles fazem a ronda do jeito que querem, e ainda dizem que ganham pouco. O prefeito Orlando Morando e o secretário de Segurança Urbana precisam buscar soluções para sanar esses problemas.
Wagner dos Santos
São Bernardo

Citação
Mais uma vez o nome do presidente da República aparece em caso nebuloso. Desta feita com a informação de que um dos suspeitos de envolvimento na morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco entrou no Condomínio Vivendas da Barra, onde mora o presidente, no dia do assassinato dela, dizendo que iria ao apartamento de então deputado Jair Bolsonaro <CF51>(Política, dia 30)</CF>. E o fato de ele ter postado vídeo no Legislativo no mesmo dia do crime levanta ainda mais suspeita, porque passa a ideia de algo orquestrado. Já era estranho o fato de o principal suspeito da morte, Ronnie Lessa, morar no local. Como a Justiça no Brasil é falha e o procurador-geral da República, Augusto Aras, já havia arquivado essa informação da citação, com certeza Bolsonaro irá ‘mexer os pauzinhos’ e o único culpado e punido nessa história toda será o porteiro do condomínio. Isso se não tivermos de investigar sua morte.
Osiel Tibério Gualdabem
Rio Grande da Serra

Coveiros
Lendo a reportagem ‘Equilíbrio é marca de coveiros’ , da repórter Flávia Kurotori, sobre a profissão de coveiro (Setecidades, dia 2), notei falha, a meu ver, imperdoável: não menciona que o Cemitério Municipal da Vila Baeta Neves foi o único do Grande ABC a ter seis mulheres como coveiras e isso já se passaram quase três décadas. Da equipe que prestou concurso público ainda resta a coveira Maria de Lourdes Gomes da Silva, em plena atividade. Suas outras cinco colegas já se aposentaram. Hoje esse serviço foi terceirizado. Outra informação é que os coveiros estão ficando velhos e se aposentando e a Prefeitura não tem promovido mais concurso público para essa função, optando pela terceirização. No caso das seis coveiras, elas diziam que, na época em que foram fazer inscrição para o concurso, chegaram atrasadas e a funcionária lhes informara que só havia inscrição para coveiros. Fizeram e foram aprovadas. No cemitério, todas diziam com orgulho que eram coveiras e complementavam: ‘Somos as únicas do Brasil’.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Ford
A Ford anunciou em fevereiro que deixaria de produzir na planta de São Bernardo. Desde então, a Caoa, do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, disse que iria comprar a fábrica. Disse também que emprestaria dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que teria dificultado o acordo. O banco, entretanto, informou que não houve ‘formalização de nenhuma proposta’ (Economia, dia 31). O governador João Doria diz que as negociações continuam. E o prefeito de São Bernardo se calou. Onde está o governo federal? Até quando Doria e a Caoa vão ficar nessa ladainha de compra não compra? Por que a Prefeitura não dá o incentivo necessário para a instalação da Caoa? Enquanto esses atores brincam, 650 pessoas foram postas na rua, sem emprego, muitas delas pais de família. Como vão fazer de agora em diante? Como sustentarão suas famílias? Governantes sem alma! População abandonada! País sem esperanças! É o fim do mundo!
Ivete Romão Fuentes
Santo André

AI-5
O deputado federal Eduardo, filho de Jair Bolsonaro, e líder de seu partido na Câmara, disse que ‘se a esquerda radicalizar’ no Brasil, a resposta do governo do pai dele pode ser um ‘novo AI-5’, isso em resposta às manifestações que acontecem no Chile e em outros países e que ele teme que cheguem ao Brasil (Política, dia 1º). Depois pediu desculpas, mas já era tarde. Para quem não sabe, AI-5 é o Ato Institucional número 5, baixado no dia 13 de dezembro de 1968, no governo Artur da Costa e Silva. É um dos mais bárbaros, pois usava de represálias violentas durante a ditadura militar, que teve como resultados perde de mandatos de parlamentares contrários aos militares, suspensão de garantias constitucionais e intervenções mandadas pelo presidente, o que resultou na institucionalização da tortura. Quem votou em Bolsonaro sabia que também estaria colocando no poder seus três filhos acéfalos? Era isso que esperavam? Pelé tinha razão quando disse que brasileiro não sabe votar.
João Arcanjo de Lima
São Caetano



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Viva o nosso Vera Cruz, 70 anos

Do Diário do Grande ABC

04/11/2019 | 14:14


Artigo

O extraordinário mundo do cinema e do entretenimento poderia hoje, 4 de novembro de 2019, em script de roteiro original/adaptado proporcionar ao rincão da sociedade a história magnífica do Estúdio e Pavilhão Vera Cruz, localizado na Avenida Lucas Nogueira Garcez, 856, Centro, há exatos 70 anos. Sim, em 4 de novembro de 1949, foi criada, por Franco Zampari e Ciccilo Matarazzo, em antiga granja, a Vera Cruz, terceira companhia cinematográfica a ser implantada em território brasileiro, sendo sua atuação responsável pela elevação dos níveis técnico e profissional do cinema nacional, o que lhe conferiu projeções nacional e internacional. Orgulho a nós, são-bernardenses.

História que começou avassaladora e revolucionária, à época, rendendo 22 montagens, entre curtas e longas-metragens, que chegaram a prêmios no Festival de Cannes: O Cangaceiro, e os curtas Painel e Santuário. A maioria destas produções estrelada pelo ícone saudoso Amácio Mazzaropi (1912-1981). Infelizmente, aos longos dos anos que se passaram, o espaço foi perdendo sua referência. Faltaram planejamento e olhar especial dos gestores municipais para o aproveitamento de todo o local.

De maneira desastrosa, o mais crítico ocorreu em 2015, quando a gestão do PT, de Luiz Marinho, vendeu a concessão a uma empresa particular, justamente com a promessa de recuperar a histórica cinematográfica. Além de nada ser produzido, quase que o nome Vera Cruz foi perdido, por conta de direito autoral. Em 2017, na condição de prefeito, cancelamos, por meio da Procuradoria-Geral do Município, este contrato nocivo, trouxemos de volta ao município o Pavilhão Vera Cruz e trabalhamos sua reestruturação.

E, hoje, o que podemos dizer? Bom, a agenda está lotada até abril de 2020 para as melhores produções da TV. A produtora holandesa Endemol, que, por meio da Record TV, direcionou as temporadas dos realities Canta Comigo e The Four Brasil ao local, além do quadro The Wall, da Globo. Passaram por aqui, Luciano Huck, Gisele Bündchen, o craque Neymar Jr, Xuxa, entre outros nomes. Tudo com preço justo e com retorno ao município. São R$ 2,8 milhões arrecadados ao longo desta gestão, que estão ajudando os cofres de São Bernardo.

Outra conquista: assinamos para a chegada da inédita unidade do Sesc em São Bernardo. Sim, começou a ser construída em anexo do Vera Cruz e será entregue em 2022.
E, assim, vamos seguir trabalhando com respeito à história e ao futuro de São Bernardo. Viva ao Estúdio e Pavilhão Vera Cruz, seus idealizadores. Graças aos nossos esforços, podemos comemorar 70 anos de vida e, o mais importante, podemos projetar o futuro.

Orlando Morando é prefeito de São Bernardo. 

Palavra do Leitor

Reformas
Parabenizo o leitor Paulo Cesar Teixeira Ruas pela excelente colocação (Marionete, dia 28). E acrescento: falava-se tanto na reforma da Previdência, de diminuição de benefícios, que já são, na verdade, esmolas que o governo acha que nos dá, mas que, na verdade, são nosso direito depois de décadas de trabalho árduo e desgastante; mas não se fala em reforma nos três poderes, onde há todo tipo de falcatruas, mantidas com nosso dinheiro. Lá, sim, há astronômicos ganhos, que deveriam ser taxados, cortados, diminuídos e que poderiam impactar muito mais na economia do País. Nós, o povo, fomos, somos e sempre seremos o lado mais fraco da corda. Enquanto não nos unirmos contra a classe política, ela continuará pisando na população, tirando nossos direitos, nossa alegria, nossa saúde.
Samir Godoy Haddade
Diadema

Vigilantes
Relato, por minha conta e risco, que os vigilantes patrimoniais da Prefeitura de São Bernardo só vão aos postos de trabalho para dormir, chegam a hora que querem e saem a hora que desejam. Eles fazem a ronda do jeito que querem, e ainda dizem que ganham pouco. O prefeito Orlando Morando e o secretário de Segurança Urbana precisam buscar soluções para sanar esses problemas.
Wagner dos Santos
São Bernardo

Citação
Mais uma vez o nome do presidente da República aparece em caso nebuloso. Desta feita com a informação de que um dos suspeitos de envolvimento na morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco entrou no Condomínio Vivendas da Barra, onde mora o presidente, no dia do assassinato dela, dizendo que iria ao apartamento de então deputado Jair Bolsonaro <CF51>(Política, dia 30)</CF>. E o fato de ele ter postado vídeo no Legislativo no mesmo dia do crime levanta ainda mais suspeita, porque passa a ideia de algo orquestrado. Já era estranho o fato de o principal suspeito da morte, Ronnie Lessa, morar no local. Como a Justiça no Brasil é falha e o procurador-geral da República, Augusto Aras, já havia arquivado essa informação da citação, com certeza Bolsonaro irá ‘mexer os pauzinhos’ e o único culpado e punido nessa história toda será o porteiro do condomínio. Isso se não tivermos de investigar sua morte.
Osiel Tibério Gualdabem
Rio Grande da Serra

Coveiros
Lendo a reportagem ‘Equilíbrio é marca de coveiros’ , da repórter Flávia Kurotori, sobre a profissão de coveiro (Setecidades, dia 2), notei falha, a meu ver, imperdoável: não menciona que o Cemitério Municipal da Vila Baeta Neves foi o único do Grande ABC a ter seis mulheres como coveiras e isso já se passaram quase três décadas. Da equipe que prestou concurso público ainda resta a coveira Maria de Lourdes Gomes da Silva, em plena atividade. Suas outras cinco colegas já se aposentaram. Hoje esse serviço foi terceirizado. Outra informação é que os coveiros estão ficando velhos e se aposentando e a Prefeitura não tem promovido mais concurso público para essa função, optando pela terceirização. No caso das seis coveiras, elas diziam que, na época em que foram fazer inscrição para o concurso, chegaram atrasadas e a funcionária lhes informara que só havia inscrição para coveiros. Fizeram e foram aprovadas. No cemitério, todas diziam com orgulho que eram coveiras e complementavam: ‘Somos as únicas do Brasil’.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Ford
A Ford anunciou em fevereiro que deixaria de produzir na planta de São Bernardo. Desde então, a Caoa, do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, disse que iria comprar a fábrica. Disse também que emprestaria dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que teria dificultado o acordo. O banco, entretanto, informou que não houve ‘formalização de nenhuma proposta’ (Economia, dia 31). O governador João Doria diz que as negociações continuam. E o prefeito de São Bernardo se calou. Onde está o governo federal? Até quando Doria e a Caoa vão ficar nessa ladainha de compra não compra? Por que a Prefeitura não dá o incentivo necessário para a instalação da Caoa? Enquanto esses atores brincam, 650 pessoas foram postas na rua, sem emprego, muitas delas pais de família. Como vão fazer de agora em diante? Como sustentarão suas famílias? Governantes sem alma! População abandonada! País sem esperanças! É o fim do mundo!
Ivete Romão Fuentes
Santo André

AI-5
O deputado federal Eduardo, filho de Jair Bolsonaro, e líder de seu partido na Câmara, disse que ‘se a esquerda radicalizar’ no Brasil, a resposta do governo do pai dele pode ser um ‘novo AI-5’, isso em resposta às manifestações que acontecem no Chile e em outros países e que ele teme que cheguem ao Brasil (Política, dia 1º). Depois pediu desculpas, mas já era tarde. Para quem não sabe, AI-5 é o Ato Institucional número 5, baixado no dia 13 de dezembro de 1968, no governo Artur da Costa e Silva. É um dos mais bárbaros, pois usava de represálias violentas durante a ditadura militar, que teve como resultados perde de mandatos de parlamentares contrários aos militares, suspensão de garantias constitucionais e intervenções mandadas pelo presidente, o que resultou na institucionalização da tortura. Quem votou em Bolsonaro sabia que também estaria colocando no poder seus três filhos acéfalos? Era isso que esperavam? Pelé tinha razão quando disse que brasileiro não sabe votar.
João Arcanjo de Lima
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