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Construção civil aposta na retomada em 2020

Arquivo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Expectativa é calcada na queda de juros e mudanças na legislação em Mauá e São Bernardo


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

01/11/2019 | 07:15


O ano de 2020 deve ser marcado pela retomada do setor da construção civil no Grande ABC. Com o cenário econômico, que traz a queda dos juros imobiliários e da taxa Selic (que está em 5% ao ano, menor patamar da história), somado a mudanças na legislação, a expectativa é a de que o mercado seja destravado e o crescimento de lançamentos e vendas se consolide.

No primeiro semestre deste ano, foram anunciados 1.062 apartamentos novos, o dobro do mesmo período em 2018 e o primeiro crescimento após dois anos de queda. Os dados são da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradores do Grande ABC), que realizou ontem a sétima edição do Congresso Imobiliário da Região, em São Bernardo, destinado a profissionais do setor.

“No segundo semestre, mesmo sem os dados consolidados, a gente já percebe um número grande de lançamentos com venda efetiva em velocidade muito interessante, o que não víamos há muito tempo. Isso já é um sinal muito claro de que a tendência é de retomada forte, e a gente imagina que isso ocorra a partir de 2020”, analisou o presidente da Acigabc, Marcus Santaguita.

“Os juros estão caindo cada vez mais e, sempre que isso acontece, mais consumidores vêm para o nosso mercado. Acho que o ambiente é extremamente positivo e muito favorável”, afirmou. Além da Selic, a Caixa anunciou nesta semana a redução da taxa máxima de crédito imobiliário para novos contratos (a partir de quarta-feira) de 9,5% para 8,5% ao ano. A mínima sai de 7,5% para 6,75% ao ano.

O volume de lançamentos deve ser maior em Santo André, que tem sido a ‘queridinha’ para novos empreendimentos por conta da localização e oferta de serviços, e Diadema, impulsionada pelos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida. Juntas, as duas cidades concentraram todos os lançamentos do primeiro semestre deste ano na região (908 unidades na primeira e 154 na segunda).

Mauá deve despontar como destino para empreendimentos populares. Em agosto, ainda sob gestão da então prefeita Alaíde Damo (MDB), que é atualmente vice, houve mudança na cobrança da TCU (Termo de Compensação Urbanística) na Lei de Uso, Ocupação e Urbanização do Solo, pleito antigo do setor. Anteriormente, era cobrada taxa de 10% para novos empreendimentos. “Era uma taxa absurda. Antes, a mais cara era a de Santo André, de 2,5%. O valor do metro quadrado de venda de imóvel de Mauá é o menor da região, então não fazia sentido você tributar 10% sobre o custo da construção. Isso significa um aumento real de 5% no preço de venda”, disse Santaguita. “Agora, acabou sendo estabelecido percentual mais atrativo. Não é o ideal, mas já começa a permitir que se viabilizem novos empreendimentos. A alíquota está em torno de 3,5% e é um avanço importante. Por isso, a tendência é que os lançamentos em Mauá comecem a se intensificar nos próximos meses”, destacou.

Santaguita também aposta na revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo em São Bernardo para fomentar o setor na cidade. A Prefeitura informou que, atualmente, existe grupo técnico realizando estudos para a questão. “A meta é, dentro dos próximos meses, flexibilizar os limites de construção de infra e superestrutura no município, para que possam suportar o adensamento tanto para uso empresarial como residencial, objetivando a geração de emprego e renda”, disse o presidente da Acigabc.


Lei do Distrato fornece segurança jurídica

Sancionada em dezembro do ano passado, a Lei do Distrato, que regulamentou a desistência do imóvel novo pelo proprietário, também ajuda no aumento de lançamentos na região. A avaliação é que a medida traz maior segurança jurídica às incorporadoras.

De acordo com o presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradores do Grande ABC), Marcus Santaguita, atualmente o índice de distratos na região fica em torno de 5%. “Até porque temos uma situação econômica melhor (o que reduz o número de pessoas que não conseguem arcar com o financiamento na planta). Mas chegamos a 40% no pico da crise.”

Segundo ele, as empresas passam a ter maior segurança para investir após a regulamentação da questão. “Agora você tem as regras do jogo claras para todos. Muitas empresas não lançavam nada porque era uma insegurança jurídica absurda. Você vende 100 unidades e na hora em que fica pronto cai para 40. É insustentável. Muitas quebraram por isso. Agora temos instrumento jurídico eficaz e acreditamos que este problema foi superado”, disse Santaguita.

O presidente do Ibradim (Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário), Olivar Vitale, afirmou que a legislação traz a possibilidade de arrependimento no período de sete dias após a assinatura do contrato na incorporadora. “E é a exceção que confirma a regra. Passado este período, o contrato é irretratável.” Antes, não havia prazo regulamentado para a desistência do imóvel.  



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Construção civil aposta na retomada em 2020

Expectativa é calcada na queda de juros e mudanças na legislação em Mauá e São Bernardo

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

01/11/2019 | 07:15


O ano de 2020 deve ser marcado pela retomada do setor da construção civil no Grande ABC. Com o cenário econômico, que traz a queda dos juros imobiliários e da taxa Selic (que está em 5% ao ano, menor patamar da história), somado a mudanças na legislação, a expectativa é a de que o mercado seja destravado e o crescimento de lançamentos e vendas se consolide.

No primeiro semestre deste ano, foram anunciados 1.062 apartamentos novos, o dobro do mesmo período em 2018 e o primeiro crescimento após dois anos de queda. Os dados são da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradores do Grande ABC), que realizou ontem a sétima edição do Congresso Imobiliário da Região, em São Bernardo, destinado a profissionais do setor.

“No segundo semestre, mesmo sem os dados consolidados, a gente já percebe um número grande de lançamentos com venda efetiva em velocidade muito interessante, o que não víamos há muito tempo. Isso já é um sinal muito claro de que a tendência é de retomada forte, e a gente imagina que isso ocorra a partir de 2020”, analisou o presidente da Acigabc, Marcus Santaguita.

“Os juros estão caindo cada vez mais e, sempre que isso acontece, mais consumidores vêm para o nosso mercado. Acho que o ambiente é extremamente positivo e muito favorável”, afirmou. Além da Selic, a Caixa anunciou nesta semana a redução da taxa máxima de crédito imobiliário para novos contratos (a partir de quarta-feira) de 9,5% para 8,5% ao ano. A mínima sai de 7,5% para 6,75% ao ano.

O volume de lançamentos deve ser maior em Santo André, que tem sido a ‘queridinha’ para novos empreendimentos por conta da localização e oferta de serviços, e Diadema, impulsionada pelos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida. Juntas, as duas cidades concentraram todos os lançamentos do primeiro semestre deste ano na região (908 unidades na primeira e 154 na segunda).

Mauá deve despontar como destino para empreendimentos populares. Em agosto, ainda sob gestão da então prefeita Alaíde Damo (MDB), que é atualmente vice, houve mudança na cobrança da TCU (Termo de Compensação Urbanística) na Lei de Uso, Ocupação e Urbanização do Solo, pleito antigo do setor. Anteriormente, era cobrada taxa de 10% para novos empreendimentos. “Era uma taxa absurda. Antes, a mais cara era a de Santo André, de 2,5%. O valor do metro quadrado de venda de imóvel de Mauá é o menor da região, então não fazia sentido você tributar 10% sobre o custo da construção. Isso significa um aumento real de 5% no preço de venda”, disse Santaguita. “Agora, acabou sendo estabelecido percentual mais atrativo. Não é o ideal, mas já começa a permitir que se viabilizem novos empreendimentos. A alíquota está em torno de 3,5% e é um avanço importante. Por isso, a tendência é que os lançamentos em Mauá comecem a se intensificar nos próximos meses”, destacou.

Santaguita também aposta na revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo em São Bernardo para fomentar o setor na cidade. A Prefeitura informou que, atualmente, existe grupo técnico realizando estudos para a questão. “A meta é, dentro dos próximos meses, flexibilizar os limites de construção de infra e superestrutura no município, para que possam suportar o adensamento tanto para uso empresarial como residencial, objetivando a geração de emprego e renda”, disse o presidente da Acigabc.


Lei do Distrato fornece segurança jurídica

Sancionada em dezembro do ano passado, a Lei do Distrato, que regulamentou a desistência do imóvel novo pelo proprietário, também ajuda no aumento de lançamentos na região. A avaliação é que a medida traz maior segurança jurídica às incorporadoras.

De acordo com o presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradores do Grande ABC), Marcus Santaguita, atualmente o índice de distratos na região fica em torno de 5%. “Até porque temos uma situação econômica melhor (o que reduz o número de pessoas que não conseguem arcar com o financiamento na planta). Mas chegamos a 40% no pico da crise.”

Segundo ele, as empresas passam a ter maior segurança para investir após a regulamentação da questão. “Agora você tem as regras do jogo claras para todos. Muitas empresas não lançavam nada porque era uma insegurança jurídica absurda. Você vende 100 unidades e na hora em que fica pronto cai para 40. É insustentável. Muitas quebraram por isso. Agora temos instrumento jurídico eficaz e acreditamos que este problema foi superado”, disse Santaguita.

O presidente do Ibradim (Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário), Olivar Vitale, afirmou que a legislação traz a possibilidade de arrependimento no período de sete dias após a assinatura do contrato na incorporadora. “E é a exceção que confirma a regra. Passado este período, o contrato é irretratável.” Antes, não havia prazo regulamentado para a desistência do imóvel.  

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