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Espetáculo conta drama dos refugiados africanos

Antonio Simas Barbosa/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Peça ‘Barulho d’Água’ fala da esperança por vida melhor e dos mortos que ficam nas travessias


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

01/11/2019 | 07:00


Uma medida desesperada, a última cartada. Do outro lado, o inesperado e ainda a possibilidade de perder a vida no meio do caminho. É disso que trata a peça Barulho d’Água, do drama de milhares de refugiados africanos que tentam atravessar o Mar Mediterrâneo em busca de uma oportunidade na Europa. A obra pode ser vista em São Paulo, no Teatro João Caetano (Rua Borges Lagoa, 650), de 8 a 17.

Encenada pela Companhia Nova de Teatro, a obra, adaptada do texto do italiano Marco Martinelli, conta com o ator Alexandre Rodrigues, protagonista do filme Cidade de Deus, Fransérgio Araújo, Rosa Freitas e o cabo-verdense Amaury Filho de Reis. A direção é de Carina Casuscelli.

Mais do que falar das dificuldades dessa tentativa de recomeço, a peça conta dos mortos que ficam pelo caminho e de como essas pessoas viram apenas um número depois disso.

“Como permanecer em um país bombardeado, tomado por milícias, facções, tropas e guerras civis? Como suportar tanta pobreza, miséria e morte?”, questiona Carina. “No mundo todo, existem campos de refugiados, vivendo em condições precárias, à espera de uma pátria ou na esperança de retornar à sua”, explica.

Ela acrescenta que o texto não fala sobre acolhimento, mas o fio dramatúrgico conduz a enxergar as múltiplas facetas e a humanização de um general (Fransérgio Araújo), cuja primeira impressão é de autoritarismo. Ele vai se sensibilizando com a tragédia, com as inúmeras vidas perdidas, a falta de respeito e solidariedade para aqueles que atravessam o mar para sobreviver.

Para Alexandre Rodrigues, a crise dos refugiados é utópica, pois precisa da mudança do ser humano, em si. “Acho que a arte pode levar as pessoas a se colocarem no lugar do outro, de uma forma mais direta. É isso que ainda me faz ter esperança”, diz.

Para a diretora, é muito importante falar desse tema. “Os anos passam, mas a história é a mesma. Infelizmente sem solução. Milhares de pessoas mortas na travessia, crianças, mulheres e homens.

Ela explica que a peça tem forte papel reflexivo sobre a triste existência de pensamentos racistas, preconceituosos e a falta de política para a minoria. Mas, segundo ela, também traz à tona que a alma humana ainda pode ser tocada, sensibilizada, humanizada. “O recado final da peça é: não à xenofobia, ao preconceito, que somos todos iguais, independentemente da nossa raça, religião, crenças.

Barulho d’Água – Peça. No Teatro João Caetano – Rua Borges Lagoa, 650, em São Paulo. De 8 a 17. Sextas e sábados, às 21h; domingos, às 19h. Ingr.: R$ 15 e R$ 30 ( local).
 



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Espetáculo conta drama dos refugiados africanos

Peça ‘Barulho d’Água’ fala da esperança por vida melhor e dos mortos que ficam nas travessias

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

01/11/2019 | 07:00


Uma medida desesperada, a última cartada. Do outro lado, o inesperado e ainda a possibilidade de perder a vida no meio do caminho. É disso que trata a peça Barulho d’Água, do drama de milhares de refugiados africanos que tentam atravessar o Mar Mediterrâneo em busca de uma oportunidade na Europa. A obra pode ser vista em São Paulo, no Teatro João Caetano (Rua Borges Lagoa, 650), de 8 a 17.

Encenada pela Companhia Nova de Teatro, a obra, adaptada do texto do italiano Marco Martinelli, conta com o ator Alexandre Rodrigues, protagonista do filme Cidade de Deus, Fransérgio Araújo, Rosa Freitas e o cabo-verdense Amaury Filho de Reis. A direção é de Carina Casuscelli.

Mais do que falar das dificuldades dessa tentativa de recomeço, a peça conta dos mortos que ficam pelo caminho e de como essas pessoas viram apenas um número depois disso.

“Como permanecer em um país bombardeado, tomado por milícias, facções, tropas e guerras civis? Como suportar tanta pobreza, miséria e morte?”, questiona Carina. “No mundo todo, existem campos de refugiados, vivendo em condições precárias, à espera de uma pátria ou na esperança de retornar à sua”, explica.

Ela acrescenta que o texto não fala sobre acolhimento, mas o fio dramatúrgico conduz a enxergar as múltiplas facetas e a humanização de um general (Fransérgio Araújo), cuja primeira impressão é de autoritarismo. Ele vai se sensibilizando com a tragédia, com as inúmeras vidas perdidas, a falta de respeito e solidariedade para aqueles que atravessam o mar para sobreviver.

Para Alexandre Rodrigues, a crise dos refugiados é utópica, pois precisa da mudança do ser humano, em si. “Acho que a arte pode levar as pessoas a se colocarem no lugar do outro, de uma forma mais direta. É isso que ainda me faz ter esperança”, diz.

Para a diretora, é muito importante falar desse tema. “Os anos passam, mas a história é a mesma. Infelizmente sem solução. Milhares de pessoas mortas na travessia, crianças, mulheres e homens.

Ela explica que a peça tem forte papel reflexivo sobre a triste existência de pensamentos racistas, preconceituosos e a falta de política para a minoria. Mas, segundo ela, também traz à tona que a alma humana ainda pode ser tocada, sensibilizada, humanizada. “O recado final da peça é: não à xenofobia, ao preconceito, que somos todos iguais, independentemente da nossa raça, religião, crenças.

Barulho d’Água – Peça. No Teatro João Caetano – Rua Borges Lagoa, 650, em São Paulo. De 8 a 17. Sextas e sábados, às 21h; domingos, às 19h. Ingr.: R$ 15 e R$ 30 ( local).
 

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