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Em depoimento, militar diz que Trump pressionou Ucrânia

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Alexander Vindman, disse que ficou "alarmado" com o telefonema entre Trump e Volodmir Zelenski.



30/10/2019 | 08:18


O tenente-coronel Alexander Vindman, um dos principais assessores do governo americano na Ucrânia, disse nesta terça-feira (29), em depoimento ao Congresso que ficou "alarmado" com o telefonema de 25 de julho entre Donald Trump e o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski.

"Não achei adequado (Trump) exigir que um governo estrangeiro investigasse um cidadão americano e fiquei preocupado com as implicações para o apoio dos EUA à Ucrânia", afirmou o militar, segundo documento obtido por jornalistas após a sessão a portas fechadas.

O depoimento de Vindman é considerado crucial, pois o tenente-coronel estava presente durante o telefonema. Nesta terça, ele confirmou que o presidente mandou suspender a ajuda militar à Ucrânia até que Zelenski concordasse em investigar Joe Biden e seu filho Hunter - Biden lidera as pesquisas presidenciais de 2020.

O testemunho corrobora os depoimentos do embaixador dos EUA na Ucrânia, Bill Taylor, e de outros diplomatas americanos que confirmaram a barganha de Trump com Zelenski, que está na origem do processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados.

A resposta de Trump foi imediata. Antes mesmo de Vindman chegar ao Congresso, o presidente atacou o caráter do militar, acusando-o de ser um opositor do governo. "Ele estava no mesmo telefonema que eu? Não é possível. Peçam a ele que leia a transcrição da conversa", tuitou o presidente.

Outros republicanos fizeram o mesmo. Na CNN, o ex-deputado Sean Duffy referiu-se ao militar como "ucraniano" - Vindman de fato nasceu na Ucrânia e chegou aos EUA quando tinha 3 anos. "Ele fala ucraniano e tem afinidade com a Ucrânia", disse o republicano.

A mesma linha de defesa do presidente foi seguida por outros aliados conservadores, como a apresentadora Laura Ingraham, que atacou a integralidade de Vindman, questionando sua lealdade aos EUA durante um debate na Fox News.

O problema dos ataques à reputação de Vindman é que o tenente-coronel é condecorado como um Coração Púrpura, a mais importante honraria militar americana, após ser ferido no Iraque por uma bomba de beira de estrada - até hoje ele carrega os estilhaços no corpo.

Para muitos republicanos tradicionais, no entanto, é difícil criticar um veterano de guerra - sendo que o próprio presidente fugiu do Exército, durante a Guerra do Vietnã, alegando um problema no calcanhar. Liz Cheney, deputada republicana e filha do ex-vice-presidente Dick Cheney, disse nesta terça que questionar o patriotismo de diplomatas e veteranos "é vergonhoso".

Votação

Os democratas pretendem votar hoje na Câmara dos Deputados uma moção para aprovar oficialmente o inquérito de impeachment. A votação não é necessária, segundo líderes da oposição. Mas os republicanos se recusavam a cooperar, chamando o inquérito de "ilegal" por não ter sido aprovado formalmente. Com o sinal verde protocolar, acreditam os democratas, os republicanos ficariam sem argumento e se colocariam na posição constrangedora de ter de defender as ações de Trump. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Em depoimento, militar diz que Trump pressionou Ucrânia

Alexander Vindman, disse que ficou "alarmado" com o telefonema entre Trump e Volodmir Zelenski.


30/10/2019 | 08:18


O tenente-coronel Alexander Vindman, um dos principais assessores do governo americano na Ucrânia, disse nesta terça-feira (29), em depoimento ao Congresso que ficou "alarmado" com o telefonema de 25 de julho entre Donald Trump e o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski.

"Não achei adequado (Trump) exigir que um governo estrangeiro investigasse um cidadão americano e fiquei preocupado com as implicações para o apoio dos EUA à Ucrânia", afirmou o militar, segundo documento obtido por jornalistas após a sessão a portas fechadas.

O depoimento de Vindman é considerado crucial, pois o tenente-coronel estava presente durante o telefonema. Nesta terça, ele confirmou que o presidente mandou suspender a ajuda militar à Ucrânia até que Zelenski concordasse em investigar Joe Biden e seu filho Hunter - Biden lidera as pesquisas presidenciais de 2020.

O testemunho corrobora os depoimentos do embaixador dos EUA na Ucrânia, Bill Taylor, e de outros diplomatas americanos que confirmaram a barganha de Trump com Zelenski, que está na origem do processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados.

A resposta de Trump foi imediata. Antes mesmo de Vindman chegar ao Congresso, o presidente atacou o caráter do militar, acusando-o de ser um opositor do governo. "Ele estava no mesmo telefonema que eu? Não é possível. Peçam a ele que leia a transcrição da conversa", tuitou o presidente.

Outros republicanos fizeram o mesmo. Na CNN, o ex-deputado Sean Duffy referiu-se ao militar como "ucraniano" - Vindman de fato nasceu na Ucrânia e chegou aos EUA quando tinha 3 anos. "Ele fala ucraniano e tem afinidade com a Ucrânia", disse o republicano.

A mesma linha de defesa do presidente foi seguida por outros aliados conservadores, como a apresentadora Laura Ingraham, que atacou a integralidade de Vindman, questionando sua lealdade aos EUA durante um debate na Fox News.

O problema dos ataques à reputação de Vindman é que o tenente-coronel é condecorado como um Coração Púrpura, a mais importante honraria militar americana, após ser ferido no Iraque por uma bomba de beira de estrada - até hoje ele carrega os estilhaços no corpo.

Para muitos republicanos tradicionais, no entanto, é difícil criticar um veterano de guerra - sendo que o próprio presidente fugiu do Exército, durante a Guerra do Vietnã, alegando um problema no calcanhar. Liz Cheney, deputada republicana e filha do ex-vice-presidente Dick Cheney, disse nesta terça que questionar o patriotismo de diplomatas e veteranos "é vergonhoso".

Votação

Os democratas pretendem votar hoje na Câmara dos Deputados uma moção para aprovar oficialmente o inquérito de impeachment. A votação não é necessária, segundo líderes da oposição. Mas os republicanos se recusavam a cooperar, chamando o inquérito de "ilegal" por não ter sido aprovado formalmente. Com o sinal verde protocolar, acreditam os democratas, os republicanos ficariam sem argumento e se colocariam na posição constrangedora de ter de defender as ações de Trump. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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