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Alberto Safra deixa o banco da família



28/10/2019 | 09:56


Alberto Safra, um dos filhos do controlador do Banco Safra, Joseph, decidiu deixar a instituição. A informação foi dada no domingo, 27, pela colunista Sonia Racy. Junto com ele, de acordo com fontes próximas à instituição, saem também o presidente do banco, Rossano Maranhão, e o vice-presidente, Eduardo Sosa.

A saída se deu, segundo apurou o Estadão/Broadcast, pelas divergências entre Alberto, que cuidava da área de clientes corporativos do banco, e seu irmão David, responsável pela área de pessoas físicas. Essas divergências se acirraram com o lançamento da carteira digital do banco, a SafraWallet. Apesar de o projeto ter sido desenvolvido por Alberto, conforme fontes, David defendia que o negócio deveria ficar na área de varejo.

Alberto, contudo, queria que a carteira digital ficasse no negócio corporativo, uma vez que a ideia era integrar a operação à SafraPay, braço do banco que atua com maquininhas, lançado há pouco mais de dois anos. Montado do zero, o negócio vem crescendo no banco e já teria 3% de participação de mercado, ante 5% da rival PagSeguro e 6% da Stone, conforme dados de mercado, considerando o volume financeiro transacionado pelas marcas.

Apesar de as desavenças entre os irmãos serem conhecidas, a saída de Alberto, Maranhão e Sosa, anunciada na última sexta-feira, surpreendeu funcionários do banco. Enquanto Joseph ainda estava no dia a dia do banco, conforme fontes, ainda conseguia gerir os desentendimentos entre os filhos. Depois que se afastou, a convivência ficou mais difícil.

Em comunicado, o banco informou apenas que, "em comum acordo, Alberto Safra não mais faz parte de seu conselho. Seguirá fazendo parte do grupo. Sua saída se deve exclusivamente à sua intenção pessoal de dedicar-se a outro projeto com a família".

O grupo não informou que outro projeto seria esse. Mas o que a reportagem apurou é que deve se tratar da criação de um banco digital, que também será montado do zero. Maranhão e Sosa fariam parte desse projeto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Alberto Safra deixa o banco da família


28/10/2019 | 09:56


Alberto Safra, um dos filhos do controlador do Banco Safra, Joseph, decidiu deixar a instituição. A informação foi dada no domingo, 27, pela colunista Sonia Racy. Junto com ele, de acordo com fontes próximas à instituição, saem também o presidente do banco, Rossano Maranhão, e o vice-presidente, Eduardo Sosa.

A saída se deu, segundo apurou o Estadão/Broadcast, pelas divergências entre Alberto, que cuidava da área de clientes corporativos do banco, e seu irmão David, responsável pela área de pessoas físicas. Essas divergências se acirraram com o lançamento da carteira digital do banco, a SafraWallet. Apesar de o projeto ter sido desenvolvido por Alberto, conforme fontes, David defendia que o negócio deveria ficar na área de varejo.

Alberto, contudo, queria que a carteira digital ficasse no negócio corporativo, uma vez que a ideia era integrar a operação à SafraPay, braço do banco que atua com maquininhas, lançado há pouco mais de dois anos. Montado do zero, o negócio vem crescendo no banco e já teria 3% de participação de mercado, ante 5% da rival PagSeguro e 6% da Stone, conforme dados de mercado, considerando o volume financeiro transacionado pelas marcas.

Apesar de as desavenças entre os irmãos serem conhecidas, a saída de Alberto, Maranhão e Sosa, anunciada na última sexta-feira, surpreendeu funcionários do banco. Enquanto Joseph ainda estava no dia a dia do banco, conforme fontes, ainda conseguia gerir os desentendimentos entre os filhos. Depois que se afastou, a convivência ficou mais difícil.

Em comunicado, o banco informou apenas que, "em comum acordo, Alberto Safra não mais faz parte de seu conselho. Seguirá fazendo parte do grupo. Sua saída se deve exclusivamente à sua intenção pessoal de dedicar-se a outro projeto com a família".

O grupo não informou que outro projeto seria esse. Mas o que a reportagem apurou é que deve se tratar da criação de um banco digital, que também será montado do zero. Maranhão e Sosa fariam parte desse projeto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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