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Santa dos pobres e de todos


Dom Pedro Cipollini

28/10/2019 | 07:00


Irmã Dulce foi canonizada e o Brasil se alegrou com isso. Era justo que assim fosse. Para quem se informou sobre sua trajetória, realmente ela foi uma santa em vida, o que agora se reconhece oficialmente. A santidade fascina e atrai, como o mel atrai a abelha. Por quê? Porque o santo, todos intuímos isso, é aquele que encontrou o caminho da felicidade verdadeira.

A Bíblia nos ensina que somente Deus é santo. Ele, porém, comunica a santidade, pois é um Deus santificador, e deseja que sejamos santos: “Sede santos porque eu sou santo”(Lv 19,2; 20,26). Jesus é o Santo de Deus, o Pai e santifica os cristãos pela força do Espírito Santo. Ele recomenda: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). E São Paulo escreve: “A vontade de Deus é esta: a vossa santificação” (1Ts 4,3).

Os santos são os amigos íntimos de Deus, que cumprem a sua vontade. Não ocupam o lugar de Deus. Nem foram inventados pelo homem. Eles são ‘heróis da fé’ vivida no amor. É o amor que santifica e salva. Os santos, após a morte, assegura a Bíblia, estão com Deus e reinam com Ele (cf. Ap 4,4) e intercedem por nós (cf. Ap 5,8).

Deus opera milagres por intercessão dos santos, está na Bíblia. São Pedro e São João curam um paralítico em nome de Jesus (At 3,1-9). Deus fazia prodígios por meio de São Paulo (cf. At 19,11-12). Mas é Jesus o único mediador e é sempre em nome de Jesus que os santos nos ajudam. Os santos colocam em evidência a glória e santidade de Jesus, pois ele mesmo afirmou: “Eu garanto a vocês: quem crer em mim, fará as obras que eu faço, e fará maiores do que estas” (Jo 14,12).

O santo é exemplo de quem testemunhou sua fé no seguimento de Jesus. O cristão tem a alegria de abrir o álbum de família – a família na fé – e contemplar uma fileira de heróis: os santos, nossos irmãos e amigos. Eles, durante a vida, encontraram o caminho. Muitos após terem se desviado ou se perdido pelo caminho. Mas depois encontraram o rumo certo, souberam permanecer alertas, livrando-se das ilusões e alienações da vida.

Apesar de terem renunciado a si mesmos, ao pecado e a todo mal, os santos foram pessoas alegres e bem-humoradas. Se livraram do egoísmo e fizeram com sucesso a única viagem que importa: a viagem ao centro da alma onde Deus nos espera (cf. Jo 14,23) para se revelar a nós e revelar-nos a nós mesmos.

Todos somos chamados a ser santos. Na simplicidade do dia a dia da vida. Vivenciando as coisas comuns com muito amor. O que faz o santo é a vida no puro amor de Deus, e não os milagres que, na maioria, quando existem, são feitos após a morte. O maior milagre da Irmã Dulce foi sua vida. Setenta e sete anos de dedicação total aos mais pobres e desamparados. Dia após dia, sem se cansar e quando cansada amava o cansaço por amor aos irmãos.

O maior milagre de Santa Dulce dos Pobres foi ela mesmo, sua vida de fé e amor. Por isso ela foi santa em vida e continua sendo no céu.
Santa dos pobres e de todos. Rogai por nós.
 



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Santa dos pobres e de todos

Dom Pedro Cipollini

28/10/2019 | 07:00


Irmã Dulce foi canonizada e o Brasil se alegrou com isso. Era justo que assim fosse. Para quem se informou sobre sua trajetória, realmente ela foi uma santa em vida, o que agora se reconhece oficialmente. A santidade fascina e atrai, como o mel atrai a abelha. Por quê? Porque o santo, todos intuímos isso, é aquele que encontrou o caminho da felicidade verdadeira.

A Bíblia nos ensina que somente Deus é santo. Ele, porém, comunica a santidade, pois é um Deus santificador, e deseja que sejamos santos: “Sede santos porque eu sou santo”(Lv 19,2; 20,26). Jesus é o Santo de Deus, o Pai e santifica os cristãos pela força do Espírito Santo. Ele recomenda: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). E São Paulo escreve: “A vontade de Deus é esta: a vossa santificação” (1Ts 4,3).

Os santos são os amigos íntimos de Deus, que cumprem a sua vontade. Não ocupam o lugar de Deus. Nem foram inventados pelo homem. Eles são ‘heróis da fé’ vivida no amor. É o amor que santifica e salva. Os santos, após a morte, assegura a Bíblia, estão com Deus e reinam com Ele (cf. Ap 4,4) e intercedem por nós (cf. Ap 5,8).

Deus opera milagres por intercessão dos santos, está na Bíblia. São Pedro e São João curam um paralítico em nome de Jesus (At 3,1-9). Deus fazia prodígios por meio de São Paulo (cf. At 19,11-12). Mas é Jesus o único mediador e é sempre em nome de Jesus que os santos nos ajudam. Os santos colocam em evidência a glória e santidade de Jesus, pois ele mesmo afirmou: “Eu garanto a vocês: quem crer em mim, fará as obras que eu faço, e fará maiores do que estas” (Jo 14,12).

O santo é exemplo de quem testemunhou sua fé no seguimento de Jesus. O cristão tem a alegria de abrir o álbum de família – a família na fé – e contemplar uma fileira de heróis: os santos, nossos irmãos e amigos. Eles, durante a vida, encontraram o caminho. Muitos após terem se desviado ou se perdido pelo caminho. Mas depois encontraram o rumo certo, souberam permanecer alertas, livrando-se das ilusões e alienações da vida.

Apesar de terem renunciado a si mesmos, ao pecado e a todo mal, os santos foram pessoas alegres e bem-humoradas. Se livraram do egoísmo e fizeram com sucesso a única viagem que importa: a viagem ao centro da alma onde Deus nos espera (cf. Jo 14,23) para se revelar a nós e revelar-nos a nós mesmos.

Todos somos chamados a ser santos. Na simplicidade do dia a dia da vida. Vivenciando as coisas comuns com muito amor. O que faz o santo é a vida no puro amor de Deus, e não os milagres que, na maioria, quando existem, são feitos após a morte. O maior milagre da Irmã Dulce foi sua vida. Setenta e sete anos de dedicação total aos mais pobres e desamparados. Dia após dia, sem se cansar e quando cansada amava o cansaço por amor aos irmãos.

O maior milagre de Santa Dulce dos Pobres foi ela mesmo, sua vida de fé e amor. Por isso ela foi santa em vida e continua sendo no céu.
Santa dos pobres e de todos. Rogai por nós.
 

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