Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 23 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Internacional

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

UE apoia adiar Brexit, mas não indica prazo

Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


24/10/2019 | 06:00


Os sócios europeus do Reino Unido na União Europeia aprovaram ontem uma extensão do prazo para o Brexit e assim evitar um divórcio sem acordo no dia 31, mas não chegaram a um acordo sobre a duração do adiamento solicitado, com relutância, pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Os embaixadores dos demais 27 membros da União Europeia apresentaram a posição de cada país durante uma reunião em Bruxelas, e "todos concordaram com a necessidade de uma extensão para evitar o Brexit sem acordo", disse uma fonte europeia ao término da reunião. "A duração de uma extensão ainda está em discussão", acrescentou a fonte. Uma nova reunião está agendada para amanhã.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, havia recomendado aos líderes dos 27 países da UE que adiassem o Brexit até 31 de janeiro, data que parece ser aceita pelo primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar.

Durante uma conversa por telefone ontem, Tusk e Varadkar "indicaram que o Reino Unido poderá partir antes de 31 de janeiro de 2020, se o acordo de retirada for ratificado antes dessa data", anunciou o governo irlandês. "Essa extensão permitirá que o Reino Unido esclareça sua posição e o Parlamento Europeu (que ratificará o acordo do Brexit depois que o Parlamento britânico o fizer) desempenhe seu papel", disse o presidente do legislativo europeu David Sassoli.

A decisão de adiar o prazo de saída deve ser unânime e se houver diferenças entre os 27 membros, os líderes poderão confirmar a prorrogação durante uma nova cúpula que será realizada no dia 28 para fechar uma nova data para o Brexit.

Divergências

A França falou na terça-feira de sua disponibilidade para um "adiamento técnico" da data, mas de apenas "alguns dias".

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, defendeu o adiamento por duas ou três semanas, se isso permitir que deputados britânicos, que na segunda-feira apoiaram o acordo fechado dias antes por Johnson, ratifiquem a lei. "Se é para adiar o Brexit até o fim de janeiro, precisamos saber o motivo, o que acontecerá nesse meio tempo e se haverá eleições no Reino Unido", disse Maas à televisão alemã RTL.

Johnson, determinado a deixar o bloco no dia 31, não obteve o apoio do Parlamento para um processo acelerado da ratificação do projeto de lei, que garantiria a saída dentro do prazo.

No poder há menos de três meses, Johnson também tenta convocar eleições legislativas antecipadas, pois em setembro perdeu a maioria no Parlamento britânico. Mas a oposição está impedindo a manobra do premiê.

Uma terceira extensão do Brexit - que foi apoiado por 52% dos votos no referendo de 2016 e inicialmente programado para ocorrer em março - dará tempo para a realização de eleições, que Johnson ameaça convocar, além de prolongar um processo que parece interminável. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

UE apoia adiar Brexit, mas não indica prazo


24/10/2019 | 06:00


Os sócios europeus do Reino Unido na União Europeia aprovaram ontem uma extensão do prazo para o Brexit e assim evitar um divórcio sem acordo no dia 31, mas não chegaram a um acordo sobre a duração do adiamento solicitado, com relutância, pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Os embaixadores dos demais 27 membros da União Europeia apresentaram a posição de cada país durante uma reunião em Bruxelas, e "todos concordaram com a necessidade de uma extensão para evitar o Brexit sem acordo", disse uma fonte europeia ao término da reunião. "A duração de uma extensão ainda está em discussão", acrescentou a fonte. Uma nova reunião está agendada para amanhã.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, havia recomendado aos líderes dos 27 países da UE que adiassem o Brexit até 31 de janeiro, data que parece ser aceita pelo primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar.

Durante uma conversa por telefone ontem, Tusk e Varadkar "indicaram que o Reino Unido poderá partir antes de 31 de janeiro de 2020, se o acordo de retirada for ratificado antes dessa data", anunciou o governo irlandês. "Essa extensão permitirá que o Reino Unido esclareça sua posição e o Parlamento Europeu (que ratificará o acordo do Brexit depois que o Parlamento britânico o fizer) desempenhe seu papel", disse o presidente do legislativo europeu David Sassoli.

A decisão de adiar o prazo de saída deve ser unânime e se houver diferenças entre os 27 membros, os líderes poderão confirmar a prorrogação durante uma nova cúpula que será realizada no dia 28 para fechar uma nova data para o Brexit.

Divergências

A França falou na terça-feira de sua disponibilidade para um "adiamento técnico" da data, mas de apenas "alguns dias".

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, defendeu o adiamento por duas ou três semanas, se isso permitir que deputados britânicos, que na segunda-feira apoiaram o acordo fechado dias antes por Johnson, ratifiquem a lei. "Se é para adiar o Brexit até o fim de janeiro, precisamos saber o motivo, o que acontecerá nesse meio tempo e se haverá eleições no Reino Unido", disse Maas à televisão alemã RTL.

Johnson, determinado a deixar o bloco no dia 31, não obteve o apoio do Parlamento para um processo acelerado da ratificação do projeto de lei, que garantiria a saída dentro do prazo.

No poder há menos de três meses, Johnson também tenta convocar eleições legislativas antecipadas, pois em setembro perdeu a maioria no Parlamento britânico. Mas a oposição está impedindo a manobra do premiê.

Uma terceira extensão do Brexit - que foi apoiado por 52% dos votos no referendo de 2016 e inicialmente programado para ocorrer em março - dará tempo para a realização de eleições, que Johnson ameaça convocar, além de prolongar um processo que parece interminável. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;