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Desemprego chega ao Grande ABC


Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

19/04/2006 | 08:00


Pela primeira vez em 2006, aumentou o desemprego nas indústrias de transformação do Grande ABC, revela pesquisa do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Depois de registrar estabilidade nos primeiros meses do ano, o nível de emprego industrial na região encolheu em março passado, na comparação com o mesmo mês de 2005. Foram demitidos 856 trabalhadores.

Na regional do Ciesp de Santo André, que também abrange os municípios de Mauá, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires, o desemprego cresceu 1,34% – a segunda localidade que mais demitiu entre as 35 regionais pesquisadas no Estado, perdendo para Marília (-1,57%) e na frente de Mogi das Cruzes (-1,14%). Foram fechados 679 postos de trabalho, resultado que puxou a alta do desemprego no Grande ABC.

Para o diretor de regionais do Ciesp, Mauro Miagutti, o desempenho ruim de março, em Santo André, ocorreu em razão do corte de vagas nos setores de produtos alimentícios (-21,35%) e materiais elétricos, eletrônicos e comunicação (-3,65%).

De acordo com analistas, a redução de vagas na regional em Santo André foi pontual e revela que o problema (leia texto abaixo) está concentrado em algumas empresas de alimentos, sem afetar, contudo, o setor na região de uma forma geral.

Contramão – Nos dois primeiros meses deste ano o nível empregatício no Grande ABC praticamente não variou, totalizando um contingente de aproximadamente 220 mil trabalhadores. No entanto, em março a região caminhou na direção oposta do Estado de São Paulo.

Impulsionada pelos setores sucro-alcooleiro, calçadista e alimentício, concentrados no interior paulista, a indústria no Estado criou um total de 11.071 postos de trabalho em março de 2006, um resultado melhor que o apresentado em março do ano passado, quando foram criadas 2.805 vagas.

A pesquisa do Ciesp contemplou um total de 1.931 indústrias, distribuídas pelas 35 regionais da entidade no Estado de São Paulo, que representam 96% do emprego industrial e um total de 673 mil trabalhadores.

Regionais – Diadema, onde predominam as MPEs (Micro e Pequenas Empresas), foi o único município do Grande ABC a gerar empregos na indústria, revela a pesquisa do Ciesp. Apesar de pouco expressivo, o setor de artigos de plástico e a indústria química contrataram 20 novos trabalhadores, um modesto crescimento de 0,04%.

“O resultado em Diadema só não foi melhor porque materiais de transportes (-0,66%) e metalurgia (-0,07%) extingüiram vagas em março”, explica Miagutti.

Também em virtude do fraco desempenho dos setores de materiais de transporte, com recuo de 0,87%, e artigos de plástico (-7,38%), São Caetano cortou um total de 153 vagas no mês passado, assinalando um aumento de 0,91% do desemprego na indústria de São Caetano.

Em São Bernardo, a empregabilidade no setor produtivo continua estável. Houve apenas 24 baixas, o que representa pequena queda de 0,03% do nível de emprego.



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Desemprego chega ao Grande ABC

Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

19/04/2006 | 08:00


Pela primeira vez em 2006, aumentou o desemprego nas indústrias de transformação do Grande ABC, revela pesquisa do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Depois de registrar estabilidade nos primeiros meses do ano, o nível de emprego industrial na região encolheu em março passado, na comparação com o mesmo mês de 2005. Foram demitidos 856 trabalhadores.

Na regional do Ciesp de Santo André, que também abrange os municípios de Mauá, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires, o desemprego cresceu 1,34% – a segunda localidade que mais demitiu entre as 35 regionais pesquisadas no Estado, perdendo para Marília (-1,57%) e na frente de Mogi das Cruzes (-1,14%). Foram fechados 679 postos de trabalho, resultado que puxou a alta do desemprego no Grande ABC.

Para o diretor de regionais do Ciesp, Mauro Miagutti, o desempenho ruim de março, em Santo André, ocorreu em razão do corte de vagas nos setores de produtos alimentícios (-21,35%) e materiais elétricos, eletrônicos e comunicação (-3,65%).

De acordo com analistas, a redução de vagas na regional em Santo André foi pontual e revela que o problema (leia texto abaixo) está concentrado em algumas empresas de alimentos, sem afetar, contudo, o setor na região de uma forma geral.

Contramão – Nos dois primeiros meses deste ano o nível empregatício no Grande ABC praticamente não variou, totalizando um contingente de aproximadamente 220 mil trabalhadores. No entanto, em março a região caminhou na direção oposta do Estado de São Paulo.

Impulsionada pelos setores sucro-alcooleiro, calçadista e alimentício, concentrados no interior paulista, a indústria no Estado criou um total de 11.071 postos de trabalho em março de 2006, um resultado melhor que o apresentado em março do ano passado, quando foram criadas 2.805 vagas.

A pesquisa do Ciesp contemplou um total de 1.931 indústrias, distribuídas pelas 35 regionais da entidade no Estado de São Paulo, que representam 96% do emprego industrial e um total de 673 mil trabalhadores.

Regionais – Diadema, onde predominam as MPEs (Micro e Pequenas Empresas), foi o único município do Grande ABC a gerar empregos na indústria, revela a pesquisa do Ciesp. Apesar de pouco expressivo, o setor de artigos de plástico e a indústria química contrataram 20 novos trabalhadores, um modesto crescimento de 0,04%.

“O resultado em Diadema só não foi melhor porque materiais de transportes (-0,66%) e metalurgia (-0,07%) extingüiram vagas em março”, explica Miagutti.

Também em virtude do fraco desempenho dos setores de materiais de transporte, com recuo de 0,87%, e artigos de plástico (-7,38%), São Caetano cortou um total de 153 vagas no mês passado, assinalando um aumento de 0,91% do desemprego na indústria de São Caetano.

Em São Bernardo, a empregabilidade no setor produtivo continua estável. Houve apenas 24 baixas, o que representa pequena queda de 0,03% do nível de emprego.

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