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Misoginia corporativa


Do Diário do Grande ABC

23/10/2019 | 11:26


É de se lamentar o conteúdo de reportagem, publicada ontem neste Diário, que mostrou ser de R$ 812,69 a diferença entre a média salarial de homens e mulheres no Grande ABC – em desvantagem delas, alerte-se para a surpresa de ninguém. Baseado nos dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), o jornal transformou em número os efeitos da desigualdade de gênero no mercado de trabalho da região. O preconceito e o machismo são apontados como causas dessa diferença abissal, que atinge quase o valor do salário mínimo nacional. Algo precisa ser feito para reduzir a distorção, até chegar a zero.

Boa parte da diferença salarial média entre gêneros deve ser creditada à ausência de mulheres em cargos de chefia – onde estão contracheques mais polpudos. Empresas do Grande ABC, assim como suas congêneres no País todo, tendem a reservar cargo de líder exclusivamente a homens. Na indústria automotiva, mola propulsora da economia regional e onde salários são mais atrativos, a situação é ainda pior, estendendo-se a todos os departamentos, inclusive no que se convencionou chamar chão de fábrica. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, nem 10% de vagas nas montadoras são ocupadas por trabalhadoras.

Além da condenável discriminação de gênero, a tradicional – e nefasta – prática das empresas regionais (e também nacionais) ainda impacta negativamente no caixa. Relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho), recentemente divulgado, mostra que mais de 75% dos entrevistados em 13 mil empresas espalhadas por 70 países, o Brasil entre eles, disseram que políticas internas em favor da diversidade de gênero ajudaram a aumentar os lucros entre 5% e 20%!

O estudo comprova, definitivamente, que a pouca presença de mulheres no mercado de trabalho e a falta de tratamento equânime com os homens são frutos de espécie de misoginia corporativa. Dispensar tratamento igualitário às representantes do sexo feminino é, além de obrigação moral dos tempos modernos, certeza de melhora nos resultados do negócio.



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Misoginia corporativa

Do Diário do Grande ABC

23/10/2019 | 11:26


É de se lamentar o conteúdo de reportagem, publicada ontem neste Diário, que mostrou ser de R$ 812,69 a diferença entre a média salarial de homens e mulheres no Grande ABC – em desvantagem delas, alerte-se para a surpresa de ninguém. Baseado nos dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), o jornal transformou em número os efeitos da desigualdade de gênero no mercado de trabalho da região. O preconceito e o machismo são apontados como causas dessa diferença abissal, que atinge quase o valor do salário mínimo nacional. Algo precisa ser feito para reduzir a distorção, até chegar a zero.

Boa parte da diferença salarial média entre gêneros deve ser creditada à ausência de mulheres em cargos de chefia – onde estão contracheques mais polpudos. Empresas do Grande ABC, assim como suas congêneres no País todo, tendem a reservar cargo de líder exclusivamente a homens. Na indústria automotiva, mola propulsora da economia regional e onde salários são mais atrativos, a situação é ainda pior, estendendo-se a todos os departamentos, inclusive no que se convencionou chamar chão de fábrica. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, nem 10% de vagas nas montadoras são ocupadas por trabalhadoras.

Além da condenável discriminação de gênero, a tradicional – e nefasta – prática das empresas regionais (e também nacionais) ainda impacta negativamente no caixa. Relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho), recentemente divulgado, mostra que mais de 75% dos entrevistados em 13 mil empresas espalhadas por 70 países, o Brasil entre eles, disseram que políticas internas em favor da diversidade de gênero ajudaram a aumentar os lucros entre 5% e 20%!

O estudo comprova, definitivamente, que a pouca presença de mulheres no mercado de trabalho e a falta de tratamento equânime com os homens são frutos de espécie de misoginia corporativa. Dispensar tratamento igualitário às representantes do sexo feminino é, além de obrigação moral dos tempos modernos, certeza de melhora nos resultados do negócio.

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