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Mauá paga R$ 2,5 milhões à Sabesp e arrecada só a metade


Renan Cacioli
Do Diário do Grande ABC

21/03/2006 | 07:56


“Tem muita gente pagando a água do outro.” Esta foi uma das principais razões apontadas pelo diretor-geral da Ecosama, Dagoberto Antunes da Rocha, para justificar o prejuízo de aproximadamente R$ 700 mil mensais da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) que, ao lado do prefeito Leonel Damo (PV), enfrenta semana decisiva para definir o que fazer diante dos 49,18% de aumento repassados à população nas contas de água a partir de janeiro deste ano. “Hoje a Sama paga R$ 2,5 milhões de metros cúbicos de água por mês à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e arrecada pouco mais da metade disso. Quando todo mundo pagar, isso tende a diminuir”, explicou o diretor da Ecosama, empresa particular que tem a concessão do serviço de esgoto no município. Nesta terça-feira, Rocha participará de reunião com representantes da Prefeitura e da Sama, às 10h, no gabinete do prefeito. Leonel Damo já anunciou para sexta-feira uma decisão final que amenize os efeitos do reajuste.

Rocha disse que o ponto-chave da questão está na troca dos hidrômetros, os instrumentos responsáveis pela medição da quantidade de água consumida por casa no município. Como em boa parte das residências o equipamento está obsoleto ou adulterado – faz uma medida ‘falsa‘ do real consumo na casa –, Mauá perdeu muita arrecadação e precisou cobrir o rombo do próprio bolso. Segundo ele, já foram trocados 31 mil hidrômetros e a meta é chegar nos 90 mil.

Críticas – O diretor da Ecosama também rebateu críticas feitas pela administração de que sua empresa não estaria cumprindo o contrato firmado com a Prefeitura desde 2002. Por meio deste, além de se responsabilizar pelos serviços de esgotamento sanitário – coleta, tratamento, etc –, a Ecosama também realiza leitura, emissão e arrecadação das contas de água no município. Comenta-se que a Ecosama fica com 80% de tudo o que é arrecadado. “O que for arrecadado de água vai para Sama, o que vai de esgoto é para Ecosama. Não é percentual, como muita gente vem falando”, afirmou Rocha.

A vereadora Cássia Rubinelli (sem partido) já admitiu protocolar requerimento na Câmara para analisar o contrato da empresa com a Prefeitura. “Eu gostaria de ter mais informações, ainda mais depois desse aumento”, disse a parlamentar. Já o petista Rogério Santana, que tem feito a articulação entre poder público e população, defende a adoção de uma tarifa social para os moradores de baixa renda. “Para nós, a tarifa amenizaria esse impacto.”

O superintendente da Sama, José Carlos Orosco, não foi encontrado pela reportagem do Diário durante todo o dia de segunda-feira para falar sobre o assunto.


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Mauá paga R$ 2,5 milhões à Sabesp e arrecada só a metade

Renan Cacioli
Do Diário do Grande ABC

21/03/2006 | 07:56


“Tem muita gente pagando a água do outro.” Esta foi uma das principais razões apontadas pelo diretor-geral da Ecosama, Dagoberto Antunes da Rocha, para justificar o prejuízo de aproximadamente R$ 700 mil mensais da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) que, ao lado do prefeito Leonel Damo (PV), enfrenta semana decisiva para definir o que fazer diante dos 49,18% de aumento repassados à população nas contas de água a partir de janeiro deste ano. “Hoje a Sama paga R$ 2,5 milhões de metros cúbicos de água por mês à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e arrecada pouco mais da metade disso. Quando todo mundo pagar, isso tende a diminuir”, explicou o diretor da Ecosama, empresa particular que tem a concessão do serviço de esgoto no município. Nesta terça-feira, Rocha participará de reunião com representantes da Prefeitura e da Sama, às 10h, no gabinete do prefeito. Leonel Damo já anunciou para sexta-feira uma decisão final que amenize os efeitos do reajuste.

Rocha disse que o ponto-chave da questão está na troca dos hidrômetros, os instrumentos responsáveis pela medição da quantidade de água consumida por casa no município. Como em boa parte das residências o equipamento está obsoleto ou adulterado – faz uma medida ‘falsa‘ do real consumo na casa –, Mauá perdeu muita arrecadação e precisou cobrir o rombo do próprio bolso. Segundo ele, já foram trocados 31 mil hidrômetros e a meta é chegar nos 90 mil.

Críticas – O diretor da Ecosama também rebateu críticas feitas pela administração de que sua empresa não estaria cumprindo o contrato firmado com a Prefeitura desde 2002. Por meio deste, além de se responsabilizar pelos serviços de esgotamento sanitário – coleta, tratamento, etc –, a Ecosama também realiza leitura, emissão e arrecadação das contas de água no município. Comenta-se que a Ecosama fica com 80% de tudo o que é arrecadado. “O que for arrecadado de água vai para Sama, o que vai de esgoto é para Ecosama. Não é percentual, como muita gente vem falando”, afirmou Rocha.

A vereadora Cássia Rubinelli (sem partido) já admitiu protocolar requerimento na Câmara para analisar o contrato da empresa com a Prefeitura. “Eu gostaria de ter mais informações, ainda mais depois desse aumento”, disse a parlamentar. Já o petista Rogério Santana, que tem feito a articulação entre poder público e população, defende a adoção de uma tarifa social para os moradores de baixa renda. “Para nós, a tarifa amenizaria esse impacto.”

O superintendente da Sama, José Carlos Orosco, não foi encontrado pela reportagem do Diário durante todo o dia de segunda-feira para falar sobre o assunto.

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