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Italianos celebram Verdi em Santo André


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

03/11/2001 | 16:58


O mais popular compositor de óperas, o italiano Giuseppe Verdi (1813-1901) ganha nesta semana uma justa homenagem de seus conterrâneos no Grande ABC. Para celebrar seu centenário de morte será realizada, a partir desta segunda-feira, na Sociedade Cultural Ítalo-Brasileira, uma série gratuita de palestras enfocando sua obra. Os encontros, abertos a todos os interessados, serão ministrados pelo musicólogo e pianista italiano Emanuele Ferrari.

“Mostrarei nas palestras como a música na obra de Verdi pode indicar, antecipar ou se opor ao senso da história exibida em cena”, disse Ferrari por telefone, de Milão, ao Diário.

A palestra que abre a série nesta segunda-feira tem como tema a mais popular de suas criações: La Traviata (amor e morte), que em agosto último foi apresentada no Theatro Municipal de São Paulo. Na terça-feira (dia 6), o tema será A Paixão Cega – Il Trovatore; na quarta-feira (dia 7), Um Destino Cruel – Il Rigoletto; e no sábado (dia 10), O Abismo da Loucura – Macbeth. Todas contam com recursos audiovisuais, presença de um tradutor e ocorrem na Sociedade Cultural Ítalo-Brasileira (r. Caminho do Pilar, 665, Santo André).

Na quinta e na sexta-feira, as palestras se transformam em aulas-concerto e são ministradas no Teatro Municipal de Santo André (Paço Municipal, s/nº), também sob o comando de Ferrari. O assunto do dia 8 é O Teatro dos Sons, de Mozart; e do dia 9, Liszt, Paráfrases Sobre o Rigoletto.

“A obra de Mozart tem um componente teatral muito forte, o que indiretamente o liga a Verdi”, afirma Ferrari. Liszt também não entra por acaso: “Vamos mostrar o que ficou igual e o que mudou na leitura de Liszt para uma cena de Rigoletto”. Os eventos começam às 20h30 (com exceção do dia 10, às 10h30) e os interessados podem confirmar presença pelo telefone 4436-3707, das 14h às 18h.

Verdi – A vida de Giuseppe Verdi bem poderia servir de inspiração para uma ópera. Nascido em uma família pobre e filho de analfabetos, ainda garoto foi mandado à cidade vizinha de Bussetto para trabalhar na mercearia do rico Antonio Barezzi.

O homem logo se encantou por seu talento musical e o mandou para Milão, onde Verdi tentou, sem sucesso, ingressar no conservatório local. “Ele tocou bem na prova, mas foi reprovado porque não correspondia às exigências dos cânones da época”, diz Ferrari.

Em 1836, Verdi casou-se com a filha de Barezzi, que morreu quatro anos depois. Em seguida, envolveu-se com a cantora Giuseppina Strepponi, com quem casou-se em 1847.

Atualmente, as duas dezenas de óperas que formam seu legado são executadas e cultuadas nos quatro cantos do mundo. E o conservatório de Milão, que outrora o rejeitou, hoje ostenta seu nome.



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