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Sindicatos discutem novos rumos


Leandro Cervantes
Do Diário do Grande ABC

19/04/2006 | 08:03


A CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), filiada à Força Sindical, e oito sindicatos patronais ligados ao setor de metalurgia aprovaram, em reunião realizada terça-feira, a criação de um fórum de discussão sobre questões nacionais e macroeconômicas que consideram de fundamental importância para o desenvolvimento do país.

Entre as principais preocupações dos empresários, que foram destacadas durante o encontro como temas a serem levados para o fórum, estão as reformas trabalhista e sindical, a taxa básica de juros e a carga tributária. Os representantes dos sindicatos patronais defendem a predominância das negociações coletivas sobre a legislação trabalhista e a redução dos juros e encargos tributários.

Apesar de nem todos terem as mesmas opiniões sobre esses assuntos, os dirigentes concordam quanto à relevância das questões e aprovaram por unanimidade a instalação do fórum, que ficou marcada para o dia 10 de maio. Nesta data, os oito sindicatos das empresas se reunirão novamente com representante da CNTM e da Força Sindical para traçar ações que poderão ser definidas para cada um.

“Este primeiro encontro foi muito positivo. Todos participantes toparam iniciar a discussão dessas questões, que terá como objetivo gerar uma pauta conjunta a ser encaminhada ao atual governo e aos candidatos à Presidência da República”, Destacou o presidente da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno Bezerra.

Para o presidente do Sinaees (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos Eletrônicos e Similares), José Roberto Cazeri, que esteve presente à reunião, a instalação do fórum cria “um novo patamar de discussão” entre empregados e empregadores. “Estamos saindo das simples discussão de percentuais de reajustes e partindo para temas de âmbito nacional, que impactam no desenvolvimento e geração de empregos, podendo influir até mesmo na gestão do país, que depende fortemente da relação capital trabalho”, diz.

Cazeri considera a atual relação entre empregados e empregadores como um dos principais assuntos que devem ser discutidos no fórum. “Nossas relações (trabalhistas) seguem o modelo europeu – que está se desgastando – mas nossas empresas concorrem é com países asiáticos e do leste da Europa, que têm modelos bem diferentes”, afirma.

Os dois sindicatos do setor no Grande ABC filiados a Força Sindical não participaram do evento. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, o Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, diz que nem chegou a tomar conhecimento do encontro. Já o presidente do Sindicato do Metalúrgicos de Santo André (que responde também por Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), Cícero Firmino da Silva, o Martinha, não pôde comparecer por causa de “compromissos em empresas da região”. “Estávamos bem representados. Nesses assuntos mais amplos, nosso posicionamento é o mesmo que o deles”, diz.


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Sindicatos discutem novos rumos

Leandro Cervantes
Do Diário do Grande ABC

19/04/2006 | 08:03


A CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), filiada à Força Sindical, e oito sindicatos patronais ligados ao setor de metalurgia aprovaram, em reunião realizada terça-feira, a criação de um fórum de discussão sobre questões nacionais e macroeconômicas que consideram de fundamental importância para o desenvolvimento do país.

Entre as principais preocupações dos empresários, que foram destacadas durante o encontro como temas a serem levados para o fórum, estão as reformas trabalhista e sindical, a taxa básica de juros e a carga tributária. Os representantes dos sindicatos patronais defendem a predominância das negociações coletivas sobre a legislação trabalhista e a redução dos juros e encargos tributários.

Apesar de nem todos terem as mesmas opiniões sobre esses assuntos, os dirigentes concordam quanto à relevância das questões e aprovaram por unanimidade a instalação do fórum, que ficou marcada para o dia 10 de maio. Nesta data, os oito sindicatos das empresas se reunirão novamente com representante da CNTM e da Força Sindical para traçar ações que poderão ser definidas para cada um.

“Este primeiro encontro foi muito positivo. Todos participantes toparam iniciar a discussão dessas questões, que terá como objetivo gerar uma pauta conjunta a ser encaminhada ao atual governo e aos candidatos à Presidência da República”, Destacou o presidente da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno Bezerra.

Para o presidente do Sinaees (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos Eletrônicos e Similares), José Roberto Cazeri, que esteve presente à reunião, a instalação do fórum cria “um novo patamar de discussão” entre empregados e empregadores. “Estamos saindo das simples discussão de percentuais de reajustes e partindo para temas de âmbito nacional, que impactam no desenvolvimento e geração de empregos, podendo influir até mesmo na gestão do país, que depende fortemente da relação capital trabalho”, diz.

Cazeri considera a atual relação entre empregados e empregadores como um dos principais assuntos que devem ser discutidos no fórum. “Nossas relações (trabalhistas) seguem o modelo europeu – que está se desgastando – mas nossas empresas concorrem é com países asiáticos e do leste da Europa, que têm modelos bem diferentes”, afirma.

Os dois sindicatos do setor no Grande ABC filiados a Força Sindical não participaram do evento. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, o Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, diz que nem chegou a tomar conhecimento do encontro. Já o presidente do Sindicato do Metalúrgicos de Santo André (que responde também por Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), Cícero Firmino da Silva, o Martinha, não pôde comparecer por causa de “compromissos em empresas da região”. “Estávamos bem representados. Nesses assuntos mais amplos, nosso posicionamento é o mesmo que o deles”, diz.

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