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Adeildda recebia 'agrados'


Gilmara Santos
Havolene Valinhos

18/09/2010 | 07:21


 

Entre R$ 30 e R$ 100 costumavam ser depositados por prestação de favores - liberação imediata de serviços - na conta bancária da funcionária do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), emprestada à Receita de Mauá, Adeildda Ferreira Leão dos Santos, indiciada na quinta-feira por corrupção passiva (solicitar ou receber vantagem em cargo público).

Em depoimento ao delegado da PF (Polícia Federal), Hugo Uruguai, responsável pelo inquérito, Adeildda explicou que os valores se tratavam de "agrados" enviados por despachantes e contadores.

O esquema foi descoberto depois que a PF teve acesso ao computador da servidora. No equipamento foram encontrados e-mails e uma lista com CPFs de contribuintes para pesquisa. A motivação, de acordo com o depoimento dela, seria financeira e não política.

Adeildda operava a máquina de onde foram acessadas, em 2009, informações sigilosas de pessoas ligadas ao presidenciável José Serra (PSDB): o vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, o ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) Luiz Carlos Mendonça de Barros, o ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio e Gregorio Marin Preciado, cunhado de Serra. Além de sua filha, Verônica Serra, e do marido dela, Alexandre Bourgeois.

OUTROS ENVOLVIDOS
Adeildda revelou ainda que outros servidores estariam envolvidos no esquema de pagamento de propina para liberação de serviços. Entre eles, Júlio Bertoldo, que atualmente ocupa o cargo de chefe da agência de Mauá.

Adeildda também apontou Bertoldo como uma das pessoas com quem o falso procurador de Verônica Serra, Antonio Carlos Atella Ferreira, tratava no Fisco de Mauá.
Procurado, Bertoldo não foi localizado.

Por sua vez, o advogado de Atella, Alexandre Trindade, afirmou que seu cliente não conhece Júlio Bertoldo. "Ele (Atella) não citou o nome dele (Bertoldo) nenhuma vez."

VARREDURA
O advogado de Adeildda, Marcelo Panzardi, responsável pelo processo administrativo, disse que o próximo passo será pedir que a Receita também faça perícia em todos os computadores dos outros nove servidores que estariam envolvidos na denúncia. Entre eles, o de Antonia Aparecida dos Santos Rodrigues Silva, Ana Maria Rodrigues Caroto Cano, Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, Hamilton Mathias e Júlio Bertoldo. "Na segunda-feira vou protocolar pedido para que esses HDs também sejam investigados. Todos têm de ser periciados para que o processo seja justo. Isso é fundamental para descobrir o mandante e de quem era a motivação política", afirmou o advogado, ao dizer que no computador de Adeildda não foram respondidas todas as dúvidas relacionadas à quebra de sigilo.

Na esfera criminal, ele disse que a servidora está sendo representada pela advogada Ana Carolina Moreira Santos, que já estuda as medidas judiciais cabíveis.

 



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