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Japoneses que lutaram na 2ª Guerra reaparecem nas Filipinas


Da AFP

27/05/2005 | 17:20


Dois veteranos japoneses que viveram anos na ilha filipina de Mindanao asseguram ser soldados do Exército Imperial japonês. Tóquio procura confirmar a identidade daqueles que eram dados como mortos.

"Que surpresa seria se fosse verdade! Mas como conseguiram sobreviver?", exclamou o primeiro-ministro conservador, Junichiro Koizumi, ao ser informado sobre os sobreviventes. "Se estão vivos, quero contribuir para que seus sonhos (de retornar ao Japão) se realizem", acrescentou o premiê, que é um amante das crônicas de jovens camicases da Segunda Guerra Mundial.

Se confirmada, a notícia seria extraordinária, 60 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial. "A Embaixada do Japão nas Filipinas recebeu na quinta-feira informações sobre os dois ex-soldados japoneses", declarou o ministro das Relações Exteriores, Nobutaka Machimura.

Trata-se de veteranos da 30ª Divisão do Exército Imperial - batizado de "Divisão Pantera" -, segundo os meios de comunicação japoneses, que divulgaram seus nomes: Yoshio Yamakawa, 87 anos, e Tsuzuki Nakauchi, 85. Até o momento, eles eram dados como mortos.

Com o objetivo de interrogar os dois veteranos, a embaixada japonesa em Manila enviou três diplomatas nesta sexta-feira para Mindanao, a segunda maior ilha das Filipinas e cenário, há 20 anos, de uma rebelião muçulmana.

Os supostos ex-combatentes foram descobertos por um cidadão japonês que investiga restos de soldados mortos no conflito mundial. Os veteranos viviam nas montanhas que ficam ao redor do porto de General Santos, em Mindanao, uma área controlada pela guerrilha muçulmana, segundo os meios de comunicação japoneses.

Ainda não se verificou se os veteranos sabem da rendição do Japão em 15 de agosto de 1945. Segundo um representante de uma federação de veteranos combatentes, Yoshihiko Terashima, 86, que cita contatos com Mindanao, os velhos soldados desejam regressar ao Japão, mas temem ser levados perante uma Corte Marcial e fuzilados por deserção, uma hipótese praticamente descartada, já que o Exército Imperial não existe mais.

Cerca de 80% dos soldados japoneses da "Divisão Pantera" foram assassinados ou considerados desaparecidos depois dos combates com o exército dos Estados Unidos. O Japão atacou as Filipinas, então uma colônia americana, apenas algumas horas depois dos ataques à base americana de Pearl Harbour, em dezembro de 1941.

Como ocorreu em outras partes da Ásia, a ocupação das Filipinas pelo exército japonês foi brutal e cruel. Cerca de um milhão de filipinos foram mortos por soldados japoneses. As mulheres sobreviventes eram obrigadas a trabalhar como escravas sexuais.

Um soldado japonês veterano da Segunda Guerra Mundial, Shichi Yokoi, foi descoberto em 1972 em Guam. Ele não sabia que o Japão havia sido derrotado na Segunda Guerra Mundial. Em março de 1974, um ex-oficial dos serviços de inteligência do Exército Imperial, Hiroo Onoda, apareceu na selva filipina de Lubang. Depois de ser repatriado, Onoda emigrou para o Brasil em 1975 e tem hoje 83 anos. Na ocasião em que foi achado, ele também não sabia que a guerra já havia terminado.



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