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Forças Armadas temem internacionalizaçao da Amazônia


Do Diário do Grande ABC

11/06/2000 | 20:29


As Forças Armadas estao preocupadas com a tentativa de internacionalizaçao da Amazônia. Esse foi o tema dominante neste domingo nas conversas entre militares de alta patente durante a cerimônia de comemoraçao do aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, que contou com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso.

O clima de apreensao foi alimentado pela divulgaçao de mapas que estariam sendo usados em escolas americanas, mostrando a Amazônia como "área de preservaçao internacional" e destacada do território brasileiro.

Os militares ressaltam que este é apenas um pequeno exemplo de uma discussao em pauta e que exige um posicionamento oficial do governo brasileiro. Tal posiçao poderá sair nesta segunda, por intermédio do ministro da Defesa, Geraldo Quintao.

Neste domingo o comandante da Marinha, almirante Sérgio Chagasteles, aproveitou seu discurso, lido na cerimônia, para falar desta preocupaçao nas entrelinhas. "O surgimento de conflitos no sistema internacional prescinde de ameaças previamente vislumbradas", disse o almirante, referindo-se à Amazônia, embora sem citá-la nominalmente. O almirante ressalta que a globalizaçao está aumentado a interdependência entre os Estados, dificultando a visualizaçao de ameaças externas concretas, fato agravado também pela "momentânea sensaçao de segurança".

Mas advertiu: os "conflitos nascem de interesses que entram em colisao e que, em algum momento, perdem a capacidade de acomodaçao negociada pela via diplomática". Quando isso acontece, continuou o almirante, o diálogo entre os atores prossegue com a aplicaçao de amplo espectro de instrumentos de pressao, incluindo a açao armada.

Forças Armadas - Para enfrentar crises que podem surgir repentinamente, o almirante defendeu o aparelhamento das Forças Armadas de maneira compatível com os formidáveis avanços tecnológicos. "Forças Armadas com credibilidade e capacidade de dissuasao nao se improvisam", advertiu. Mas Chagasteles tentou demonstrar confiança "nos rumos que serao traçados para a modernizaçao do sistema de defesa". Ele observou que os investimentos serao a garantia para as geraçoes futuras de "instrumentos eficazes de respaldo da soberania brasileira".

Sem citar nomes, o almirante mandou um recado a "todos que possuem responsabilidade sobre os destinos nacionais" salientando ser "imperativo" que estas pessoas dêem sua contribuiçao para a modernizaçao das Forças Armadas e evitem soluçoes simplistas. Há um mês, o presidente do Congresso Nacional, senador Antônio Carlos Magalhaes (PFL-BA), questionou o número de homens nas Forças Armadas e defendeu a mobilizaçao dos militares para combater a violência nas ruas do país.

Chagasteles falou um dia depois de o comandante do Exército, general Gleuber Vieira, ter rejeitado com veemência, em entrevista, o emprego das Forças Armadas na segurança pública sob o argumento de que isso nao resolveria as causas do problema da violência. O comandante do Exército também havia defendido investimentos nas Forças Armadas. "Você diminui ou desmonta uma força armada em uma semana com uma assinatura, mas recompor leva muito tempo", alertou, acrescentando também que nao se pode responder a uma necessidade conjuntural, mas se deve pensar no futuro, ao definir o papel das Forças Armadas.

O discurso de Chagasteles foi lido como ordem do dia na solenidade de comemoraçao do 135 º aniversário da Batalha do Riachuelo, em Brasília. O presidente Fernando Henrique Cardoso nao fez comentários.



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