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Juros fecham de lado, com mercado aguardando Previdência, IPCA-15 e exterior



21/10/2019 | 18:02


O mercado de juros começou a semana sem tração, com predomínio de movimentos laterais nas taxas nesta segunda-feira, com viés de alta em alguns momentos determinado pela pressão do câmbio. Após passarem a manhã com avanço moderado nos trechos intermediário e longo, os juros percorreram a tarde rondando os ajustes e marcando as mínimas, principalmente na última hora de negócios, quando o dólar perdeu força. A agenda esvaziada de indicadores e o compasso de espera pelos eventos da semana foram os argumentos a justificar a postura mais comedida dos investidores. Nem os desdobramentos da crise do PSL nem as tensões sociais vistas no Chile desde o fim de semana chegaram a influenciar diretamente as taxas, mas são eventos que estão no radar.

A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou na mínima de 4,440%, de 4,447% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2023 também terminou na mínima, de 5,42%, ante 5,43% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2025 fechou em 6,11%, de 6,121% no ajuste de sexta-feira.

"Não tivemos notícia de maior relevância no campo econômico nem agenda aqui ou lá fora. O mercado segue esperando a questão do Brexit e monitora as conversas entre China e EUA, e tem ainda o compasso de espera pela Previdência e IPCA-15 nesta terça. Tudo isso acaba inibindo a movimentação das taxas", resumiu o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno. Ele explicou que o viés de alta nos DIs longos veio da pressão do dólar em função da questão do Chile, que contaminou as moedas emergentes. "Mas como o Focus trouxe novas revisões para baixo na inflação e Selic, a ponta curta ficou ancorada", disse.

A mediana para o IPCA deste ano passou de 3,28% para 3,26% e para 2020, de 3,73% para 3,66%, enquanto a expectativa de Selic para o fim de 2019 agora é de 4,50%, ante 4,75% na semana passada. Para 2020, a expectativa é de 4,75%, numa dinâmica em que, pelas projeções da Focus, a Selic fecharia 2019 em 4,50%, permaneceria neste patamar até dezembro de 2020, quando então passaria por elevação de 0,25 ponto porcentual.

Quanto ao Chile, por enquanto, não há efeito direto sobre as taxas futuras, mas possíveis impactos sobre a atividade estão sendo monitorados. Os protestos se agravaram nos últimos dias e já provocaram 11 mortes.

As taxas podem recuperar o fôlego de queda nesta terça-feira, já pela manhã, com o IPCA-15. A mediana das estimativas na pesquisa Projeções Broadcast é de 0,03% e, se confirmada, será o piso histórico para meses de outubro. Em 12 meses, a mediana é de 2,66%, afundando ante o acumulado até setembro de 3,22%, e aquém do piso da meta de inflação de 2,75%. "Dependendo de como vier, pode interferir nas apostas para a Selic e dar força à previsão de corte de 0,75 ponto em outubro", disse Rostagno.



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Juros fecham de lado, com mercado aguardando Previdência, IPCA-15 e exterior


21/10/2019 | 18:02


O mercado de juros começou a semana sem tração, com predomínio de movimentos laterais nas taxas nesta segunda-feira, com viés de alta em alguns momentos determinado pela pressão do câmbio. Após passarem a manhã com avanço moderado nos trechos intermediário e longo, os juros percorreram a tarde rondando os ajustes e marcando as mínimas, principalmente na última hora de negócios, quando o dólar perdeu força. A agenda esvaziada de indicadores e o compasso de espera pelos eventos da semana foram os argumentos a justificar a postura mais comedida dos investidores. Nem os desdobramentos da crise do PSL nem as tensões sociais vistas no Chile desde o fim de semana chegaram a influenciar diretamente as taxas, mas são eventos que estão no radar.

A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou na mínima de 4,440%, de 4,447% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2023 também terminou na mínima, de 5,42%, ante 5,43% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2025 fechou em 6,11%, de 6,121% no ajuste de sexta-feira.

"Não tivemos notícia de maior relevância no campo econômico nem agenda aqui ou lá fora. O mercado segue esperando a questão do Brexit e monitora as conversas entre China e EUA, e tem ainda o compasso de espera pela Previdência e IPCA-15 nesta terça. Tudo isso acaba inibindo a movimentação das taxas", resumiu o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno. Ele explicou que o viés de alta nos DIs longos veio da pressão do dólar em função da questão do Chile, que contaminou as moedas emergentes. "Mas como o Focus trouxe novas revisões para baixo na inflação e Selic, a ponta curta ficou ancorada", disse.

A mediana para o IPCA deste ano passou de 3,28% para 3,26% e para 2020, de 3,73% para 3,66%, enquanto a expectativa de Selic para o fim de 2019 agora é de 4,50%, ante 4,75% na semana passada. Para 2020, a expectativa é de 4,75%, numa dinâmica em que, pelas projeções da Focus, a Selic fecharia 2019 em 4,50%, permaneceria neste patamar até dezembro de 2020, quando então passaria por elevação de 0,25 ponto porcentual.

Quanto ao Chile, por enquanto, não há efeito direto sobre as taxas futuras, mas possíveis impactos sobre a atividade estão sendo monitorados. Os protestos se agravaram nos últimos dias e já provocaram 11 mortes.

As taxas podem recuperar o fôlego de queda nesta terça-feira, já pela manhã, com o IPCA-15. A mediana das estimativas na pesquisa Projeções Broadcast é de 0,03% e, se confirmada, será o piso histórico para meses de outubro. Em 12 meses, a mediana é de 2,66%, afundando ante o acumulado até setembro de 3,22%, e aquém do piso da meta de inflação de 2,75%. "Dependendo de como vier, pode interferir nas apostas para a Selic e dar força à previsão de corte de 0,75 ponto em outubro", disse Rostagno.

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