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Líbano: líder do Hezbollah diz ser contra renúncia do governo



19/10/2019 | 10:32


O líder do Hezbollah do Líbano Hassan Nasrallah disse que não apoia a renúncia do governo em meio à crise econômica e aos protestos em todo o país. Nasrallah afirmou neste sábado que pedir que o atual governo de unidade nacional renuncie é "uma perda de tempo", já que os mesmos grupos políticos discutem a formação de um novo. Os protestos em larga escala que atingiram toda a classe política do país paralisaram o Líbano desde quinta-feira.

"Se este governo renunciar, não teremos um novo por um ano ou dois", disse ele em um discurso televisionado, apontando para divisões políticas que atrasaram a formação do atual gabinete por nove meses. Nasrallah disse que a economia altamente endividada não tem o luxo do tempo. "Que este governo continue, mas com um novo espírito e uma nova maneira de trabalhar, e que aprenda suas lições dos últimos dois dias de explosão popular."

Protestos espontâneos em todo o país eclodiram depois que o governo propôs novos impostos que foram criticados por atingir os grupos de baixa renda com mais força. Os impostos incluíam uma taxa mensal fixa de US$ 6 pelo uso dos serviços gratuitos de voz e chamada do Whatsapp. As novas disposições aumentaram ainda mais a insatisfação popular, que já havia crescido desde a aprovação de um orçamento de austeridade que aumentou vários tributos e reduziu as pensões do governo e os benefícios de trabalhadores.

Nasrallah disse aos manifestantes que a sua mensagem foi ouvida e teve sucesso porque era uma expressão espontânea de raiva social. Ele afirmou que também é contra o aumento de tributos que afetam diretamente os pobres. Mas o líder do Hezbollah alertou os manifestantes contra serem atraídos por rivalidades políticas, dizendo que isso prejudicaria sua mensagem. Nasrallah apontou ainda que os políticos não podem se esquivar de suas responsabilidades ao deixar o gabinete com a economia desmoronando. Aqueles que o fizerem devem ser levados a julgamento, defendeu o líder do Hezbollah. Fonte: Associated Press.



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Líbano: líder do Hezbollah diz ser contra renúncia do governo


19/10/2019 | 10:32


O líder do Hezbollah do Líbano Hassan Nasrallah disse que não apoia a renúncia do governo em meio à crise econômica e aos protestos em todo o país. Nasrallah afirmou neste sábado que pedir que o atual governo de unidade nacional renuncie é "uma perda de tempo", já que os mesmos grupos políticos discutem a formação de um novo. Os protestos em larga escala que atingiram toda a classe política do país paralisaram o Líbano desde quinta-feira.

"Se este governo renunciar, não teremos um novo por um ano ou dois", disse ele em um discurso televisionado, apontando para divisões políticas que atrasaram a formação do atual gabinete por nove meses. Nasrallah disse que a economia altamente endividada não tem o luxo do tempo. "Que este governo continue, mas com um novo espírito e uma nova maneira de trabalhar, e que aprenda suas lições dos últimos dois dias de explosão popular."

Protestos espontâneos em todo o país eclodiram depois que o governo propôs novos impostos que foram criticados por atingir os grupos de baixa renda com mais força. Os impostos incluíam uma taxa mensal fixa de US$ 6 pelo uso dos serviços gratuitos de voz e chamada do Whatsapp. As novas disposições aumentaram ainda mais a insatisfação popular, que já havia crescido desde a aprovação de um orçamento de austeridade que aumentou vários tributos e reduziu as pensões do governo e os benefícios de trabalhadores.

Nasrallah disse aos manifestantes que a sua mensagem foi ouvida e teve sucesso porque era uma expressão espontânea de raiva social. Ele afirmou que também é contra o aumento de tributos que afetam diretamente os pobres. Mas o líder do Hezbollah alertou os manifestantes contra serem atraídos por rivalidades políticas, dizendo que isso prejudicaria sua mensagem. Nasrallah apontou ainda que os políticos não podem se esquivar de suas responsabilidades ao deixar o gabinete com a economia desmoronando. Aqueles que o fizerem devem ser levados a julgamento, defendeu o líder do Hezbollah. Fonte: Associated Press.

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