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Bolsonaro quer mudar relação com a China, diz Troyjo

EBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


19/10/2019 | 08:07


O secretário de Comércio Exterior, Marcos Troyjo, disse ontem que a viagem do presidente Jair Bolsonaro para a China deve servir para discutir oportunidades que tornem a dinâmica comercial entre os dois países mais do que uma "relação de clientela". Ao sugerir que é equivocado dizer que há uma "parceria comercial" entre as duas nações, ele afirmou que não existe uma interdependência do Brasil com a China e que é preciso buscar uma relação "pragmática" desde que com "respeito à soberania".

"Se você quer sair dessa relação de clientela para algo maior, então precisa estar na mesa e discutir essas oportunidades. Essa é uma das razões para o presidente Bolsonaro ir para a China", disse Troyjo. Segundo ele, o governo quer alcançar uma relação benéfica para os dois lados. "Queremos manter a soberania, queremos ser parceiros", disse. "Às vezes, usamos palavras que não necessariamente refletem a realidade. Às vezes, usamos a palavra ''parceria'' quando na realidade o que se tem é uma relação de cliente", disse.

Bolsonaro embarca hoje para viagem ao Japão e, de lá, seguirá para a China. O presidente adotou durante a campanha retórica inflamada sobre a relação comercial Brasil-China e chegou a dizer que os chineses estavam "comprando o Brasil". A China é a principal parceira comercial do País.

Dependência

Troyjo mencionou a guerra comercial travada entre Estados Unidos e China durante a presidência de Donald Trump e citou a relação entre os dois países como de "interdependência". "A China é o principal destino do investimento estrangeiro direto americano. Os EUA são o principal destino do investimento estrangeiro direto chinês. Se você quer usar o termo ''parceiro comercial'', então os EUA são os principais parceiros comerciais da China e vice-versa. Há uma interdependência muito importante", disse. "Nós não temos tanta interdependência com a China atualmente. Temos uma relação comercial. É verdade que o investimento chinês no Brasil está aumentando, mas ainda há bastante a percorrer", disse.

O secretário representa o Brasil em Washington, na reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), depois que o ministro da Economia, Paulo Guedes, cancelou na última hora sua participação. Na manhã de ontem, Troyjo fez uma apresentação a investidores e empresários estrangeiros na Câmara de Comércio americana.

A conversa foi intermediada por perguntas feitas por Donna Hrinak, presidente da Boeing para a América Latina e ex-embaixadora dos EUA no Brasil. A executiva questionava Troyjo com boa parte do que tem sido dito nos bastidores por empresários americanos sobre a nova relação que o Brasil tenta estabelecer com os EUA. Durante a apresentação, Donna afirmou que "por anos se ouviu que o problema do Brasil é que o País não sabe o quer". Além de questionar sobre a relação com a China, a executiva perguntou sobre as idas e vindas do apoio americano ao acesso do Brasil como membro da OCDE.

O secretário de Comércio Exterior minimizou os problemas e disse que "há um processo" na OCDE em curso, e admitiu que o Brasil precisa fazer a "lição de casa" para acessar a organização. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Bolsonaro quer mudar relação com a China, diz Troyjo


19/10/2019 | 08:07


O secretário de Comércio Exterior, Marcos Troyjo, disse ontem que a viagem do presidente Jair Bolsonaro para a China deve servir para discutir oportunidades que tornem a dinâmica comercial entre os dois países mais do que uma "relação de clientela". Ao sugerir que é equivocado dizer que há uma "parceria comercial" entre as duas nações, ele afirmou que não existe uma interdependência do Brasil com a China e que é preciso buscar uma relação "pragmática" desde que com "respeito à soberania".

"Se você quer sair dessa relação de clientela para algo maior, então precisa estar na mesa e discutir essas oportunidades. Essa é uma das razões para o presidente Bolsonaro ir para a China", disse Troyjo. Segundo ele, o governo quer alcançar uma relação benéfica para os dois lados. "Queremos manter a soberania, queremos ser parceiros", disse. "Às vezes, usamos palavras que não necessariamente refletem a realidade. Às vezes, usamos a palavra ''parceria'' quando na realidade o que se tem é uma relação de cliente", disse.

Bolsonaro embarca hoje para viagem ao Japão e, de lá, seguirá para a China. O presidente adotou durante a campanha retórica inflamada sobre a relação comercial Brasil-China e chegou a dizer que os chineses estavam "comprando o Brasil". A China é a principal parceira comercial do País.

Dependência

Troyjo mencionou a guerra comercial travada entre Estados Unidos e China durante a presidência de Donald Trump e citou a relação entre os dois países como de "interdependência". "A China é o principal destino do investimento estrangeiro direto americano. Os EUA são o principal destino do investimento estrangeiro direto chinês. Se você quer usar o termo ''parceiro comercial'', então os EUA são os principais parceiros comerciais da China e vice-versa. Há uma interdependência muito importante", disse. "Nós não temos tanta interdependência com a China atualmente. Temos uma relação comercial. É verdade que o investimento chinês no Brasil está aumentando, mas ainda há bastante a percorrer", disse.

O secretário representa o Brasil em Washington, na reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), depois que o ministro da Economia, Paulo Guedes, cancelou na última hora sua participação. Na manhã de ontem, Troyjo fez uma apresentação a investidores e empresários estrangeiros na Câmara de Comércio americana.

A conversa foi intermediada por perguntas feitas por Donna Hrinak, presidente da Boeing para a América Latina e ex-embaixadora dos EUA no Brasil. A executiva questionava Troyjo com boa parte do que tem sido dito nos bastidores por empresários americanos sobre a nova relação que o Brasil tenta estabelecer com os EUA. Durante a apresentação, Donna afirmou que "por anos se ouviu que o problema do Brasil é que o País não sabe o quer". Além de questionar sobre a relação com a China, a executiva perguntou sobre as idas e vindas do apoio americano ao acesso do Brasil como membro da OCDE.

O secretário de Comércio Exterior minimizou os problemas e disse que "há um processo" na OCDE em curso, e admitiu que o Brasil precisa fazer a "lição de casa" para acessar a organização. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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