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Bolsas de NY caem, com alerta sobre economia, exterior e notícias de empresas



18/10/2019 | 18:08


As bolsas de Nova York fecharam em território negativo, nesta sexta-feira. Sinais do exterior contribuíram para a cautela, entre eles o Produto Interno Bruto (PIB) modesto da China, e também declarações de uma dirigente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Além disso, notícias corporativas influenciaram ações específicas.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,95%, em 26.770,20 pontos, o Nasdaq recuou 0,83%, a 8.089,54 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 0,39%, a 2.986,20 pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones caiu 0,17%, mas o Nasdaq subiu 0,63% e o S&P 500 avançou 0,54%.

O PIB da China cresceu 6,0% no terceiro trimestre, na comparação anual, no patamar mais fraco em 27 anos. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta de 6,1%. Além disso, também a questão do Brexit seguia no radar, com as dificuldades do Reino Unido para chegar a um acordo em sua saída da União Europeia.

Dirigentes do Fed também foram monitorados. Presidente da distrital de Kansas, Esther George afirmou não ver fraqueza suficiente na economia americana para demandar agora uma resposta da política monetária. Para ela, a economia do país tem um bom desempenho, apesar da desaceleração vista no setor industrial e nos negócios em geral. George também disse, contudo, que há riscos "proeminentes" para o crescimento americano. Após as declarações dela, o quadro piorou nos mercados acionários americanos.

Em linha similar, o vice do Fed, Richard Clarida, afirmou que a economia dos EUA "confronta alguns riscos evidentes", citando também o enfraquecimento da indústria. Já o presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan, afirmou prever que a sequência de corte de juros seja "modesta, limitada e contida".

Entre as empresas em foco, a ação da Boeing fechou em baixa de 6,79%, na mínima do dia, em meio a novas preocupações sobre questões de segurança do modelo 737 MAX. Essa aeronave foi a que se envolveu em dois acidentes fatais, o que levou à paralisação dos voos com o modelo, enquanto ele é revisado para depois se buscar novamente autorização para operar. Mensagens de 2016 reveladas agora sugeriam que a companhia teria passado informações incompletas a reguladores sobre a segurança de um sistema importante para o 737 MAX.

Os setores de tecnologia e serviços de comunicação recuaram ambos quase 1%. Netflix fechou em baixa de 6,15%, após vários analistas cortarem suas projeções para o preço da ação. Facebook caiu 2,38%, Twitter cedeu 1,57% e Alphabet, 0,67%, mas Apple, na contramão da maioria, subiu 0,48%.

As petroleiras tampouco se saíram bem, com Chevron em queda de 0,53%, ExxonMobil de 0,78% e ConocoPhillips, 1,06%. As montadoras, por outro lado, não tiveram sinal único, com General Motors em baixa de 0,06%, mas Ford Motor subindo 1,98% e Fiat Chrysler em alta de 0,61%.



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Bolsas de NY caem, com alerta sobre economia, exterior e notícias de empresas


18/10/2019 | 18:08


As bolsas de Nova York fecharam em território negativo, nesta sexta-feira. Sinais do exterior contribuíram para a cautela, entre eles o Produto Interno Bruto (PIB) modesto da China, e também declarações de uma dirigente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Além disso, notícias corporativas influenciaram ações específicas.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,95%, em 26.770,20 pontos, o Nasdaq recuou 0,83%, a 8.089,54 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 0,39%, a 2.986,20 pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones caiu 0,17%, mas o Nasdaq subiu 0,63% e o S&P 500 avançou 0,54%.

O PIB da China cresceu 6,0% no terceiro trimestre, na comparação anual, no patamar mais fraco em 27 anos. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta de 6,1%. Além disso, também a questão do Brexit seguia no radar, com as dificuldades do Reino Unido para chegar a um acordo em sua saída da União Europeia.

Dirigentes do Fed também foram monitorados. Presidente da distrital de Kansas, Esther George afirmou não ver fraqueza suficiente na economia americana para demandar agora uma resposta da política monetária. Para ela, a economia do país tem um bom desempenho, apesar da desaceleração vista no setor industrial e nos negócios em geral. George também disse, contudo, que há riscos "proeminentes" para o crescimento americano. Após as declarações dela, o quadro piorou nos mercados acionários americanos.

Em linha similar, o vice do Fed, Richard Clarida, afirmou que a economia dos EUA "confronta alguns riscos evidentes", citando também o enfraquecimento da indústria. Já o presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan, afirmou prever que a sequência de corte de juros seja "modesta, limitada e contida".

Entre as empresas em foco, a ação da Boeing fechou em baixa de 6,79%, na mínima do dia, em meio a novas preocupações sobre questões de segurança do modelo 737 MAX. Essa aeronave foi a que se envolveu em dois acidentes fatais, o que levou à paralisação dos voos com o modelo, enquanto ele é revisado para depois se buscar novamente autorização para operar. Mensagens de 2016 reveladas agora sugeriam que a companhia teria passado informações incompletas a reguladores sobre a segurança de um sistema importante para o 737 MAX.

Os setores de tecnologia e serviços de comunicação recuaram ambos quase 1%. Netflix fechou em baixa de 6,15%, após vários analistas cortarem suas projeções para o preço da ação. Facebook caiu 2,38%, Twitter cedeu 1,57% e Alphabet, 0,67%, mas Apple, na contramão da maioria, subiu 0,48%.

As petroleiras tampouco se saíram bem, com Chevron em queda de 0,53%, ExxonMobil de 0,78% e ConocoPhillips, 1,06%. As montadoras, por outro lado, não tiveram sinal único, com General Motors em baixa de 0,06%, mas Ford Motor subindo 1,98% e Fiat Chrysler em alta de 0,61%.

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