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Bolsas da Europa caem ante sinais de cautela com a economia e com Brexit



18/10/2019 | 14:50


As bolsas europeias fecharam em território negativo nesta sexta-feira. Além da prolongada cautela com o processo de saída do Reino Unido da União Europeia, houve maior movimento de aversão ao risco após o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, lançar alerta sobre o crescimento econômico da zona do euro. No câmbio, a força do euro e da libra contribuiu para pressionar ações de exportadoras do continente.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,32%, em 391,84 pontos.

Os obstáculos para a aprovação de um acordo no Brexit continuaram a pressionar ações europeias. Além das dificuldades no Parlamento britânico, o presidente da França, Emmanuel Macron, se posicionou contra um novo adiamento da data-limite para a saída do Reino Unido da UE.

Além disso, Draghi soou cauteloso sobre a economia, ao falar que há "sinais leves de supervalorização na zona do euro em alguns segmentos mais arriscados dos mercados financeiros, bem como nos mercados imobiliários, com diferenças marcantes entre as regiões". O alerta foi feito em comunicado, preparado para a reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), que acontece em Washington. Além disso, nos EUA, alerta na mesma linha foi feito pela presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Kansas, Esther George, que tratou dos riscos para a economia e considerou que a capacidade do Fed para compensar a instabilidade financeira seria "limitada".

No câmbio, o euro e a libra se fortaleceram, o que tende a pressionar ações de exportadoras locais.

Na bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 0,44%, em 7.150,57 pontos, com queda de 1,33% na comparação semanal. Os bancos britânicos não tiveram sinal único, com Lloyds em baixa de 1,26% e Barclays, em alta de 0,61% e RBS, ganho de 2,63%.

Em Frankfurt, o índice DAC recuou 0,17%, a 12.633,60 pontos, mas teve ganho de 0,97% na semana. Entre as mais negociadas, Deutsche Bank caiu 0,63%, Deutsche Telekom teve ganho de 0,57% e E.ON recuou 0,36%.

Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em baixa de 0,65%, a 5.636,25 pontos, com queda de 0,52% na comparação semanal. Renault registrou queda de 11,48%, após cortar projeções e fazer alerta sobre seu lucro.

O índice FTSE-MIB, da bolsa de Milão, fechou em queda de 0,24%, a 22.321,77 pontos, com ganho de 0,71% na semana. Entre os bancos italianos, Intesa Sanpaolo subiu 0,13%, BPM recuou 0,09% e UniCredit teve alta de 0,56%. A petroleira Eni subiu 0,26%.

Em Madri, o índice IBEX-35 caiu 0,11%, a 9.329,80 pontos, com alta de 0,60% na comparação semanal. Santander subiu 0,31%, mas Abengoa B teve queda de 1,00%, entre os papéis mais negociados. BBVA subiu 1,09%, mas CaixaBank teve baixa de 0,43%.

Na bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou com queda de 0,73%, a 4.977,16 pontos, e baixa de 0,54% na semana. Banco Comercial Português recuou 1,97% e Galp Energia, 0,15%, mas CTT-Correios de Portugal se destacou, em alta de 1,20%.



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Bolsas da Europa caem ante sinais de cautela com a economia e com Brexit


18/10/2019 | 14:50


As bolsas europeias fecharam em território negativo nesta sexta-feira. Além da prolongada cautela com o processo de saída do Reino Unido da União Europeia, houve maior movimento de aversão ao risco após o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, lançar alerta sobre o crescimento econômico da zona do euro. No câmbio, a força do euro e da libra contribuiu para pressionar ações de exportadoras do continente.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,32%, em 391,84 pontos.

Os obstáculos para a aprovação de um acordo no Brexit continuaram a pressionar ações europeias. Além das dificuldades no Parlamento britânico, o presidente da França, Emmanuel Macron, se posicionou contra um novo adiamento da data-limite para a saída do Reino Unido da UE.

Além disso, Draghi soou cauteloso sobre a economia, ao falar que há "sinais leves de supervalorização na zona do euro em alguns segmentos mais arriscados dos mercados financeiros, bem como nos mercados imobiliários, com diferenças marcantes entre as regiões". O alerta foi feito em comunicado, preparado para a reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), que acontece em Washington. Além disso, nos EUA, alerta na mesma linha foi feito pela presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Kansas, Esther George, que tratou dos riscos para a economia e considerou que a capacidade do Fed para compensar a instabilidade financeira seria "limitada".

No câmbio, o euro e a libra se fortaleceram, o que tende a pressionar ações de exportadoras locais.

Na bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 0,44%, em 7.150,57 pontos, com queda de 1,33% na comparação semanal. Os bancos britânicos não tiveram sinal único, com Lloyds em baixa de 1,26% e Barclays, em alta de 0,61% e RBS, ganho de 2,63%.

Em Frankfurt, o índice DAC recuou 0,17%, a 12.633,60 pontos, mas teve ganho de 0,97% na semana. Entre as mais negociadas, Deutsche Bank caiu 0,63%, Deutsche Telekom teve ganho de 0,57% e E.ON recuou 0,36%.

Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em baixa de 0,65%, a 5.636,25 pontos, com queda de 0,52% na comparação semanal. Renault registrou queda de 11,48%, após cortar projeções e fazer alerta sobre seu lucro.

O índice FTSE-MIB, da bolsa de Milão, fechou em queda de 0,24%, a 22.321,77 pontos, com ganho de 0,71% na semana. Entre os bancos italianos, Intesa Sanpaolo subiu 0,13%, BPM recuou 0,09% e UniCredit teve alta de 0,56%. A petroleira Eni subiu 0,26%.

Em Madri, o índice IBEX-35 caiu 0,11%, a 9.329,80 pontos, com alta de 0,60% na comparação semanal. Santander subiu 0,31%, mas Abengoa B teve queda de 1,00%, entre os papéis mais negociados. BBVA subiu 1,09%, mas CaixaBank teve baixa de 0,43%.

Na bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou com queda de 0,73%, a 4.977,16 pontos, e baixa de 0,54% na semana. Banco Comercial Português recuou 1,97% e Galp Energia, 0,15%, mas CTT-Correios de Portugal se destacou, em alta de 1,20%.

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