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Após caso de racismo, técnico da Bulgária pede demissão; torcedores são presos



18/10/2019 | 14:26


O episódio de racismo e discriminação no jogo entre Bulgária e Inglaterra, pelas Eliminatórias da Eurocopa de 2020, segue trazendo consequências para o futebol búlgaro. Nesta sexta-feira, o técnico da seleção nacional, Krasimir Balakov, pediu demissão. Pouco antes, a polícia local anunciou a prisão de mais cinco torcedores envolvidos nas manifestações racistas ocorridas na capital Sofia.

De acordo a Federação de Futebol da Bulgária, a demissão do treinador de 53 anos não tem relação com as manifestações da torcida na derrota por 6 a 0 para a Inglaterra, na segunda-feira. "A performance da seleção nos últimos meses foi considerada insatisfatória", registrou a entidade, em comunicado.

"Minha decisão de pedir demissão não tem nada a ver com o pedido do primeiro-ministro pela minha saída, um dia depois da derrota para a Inglaterra. Minha paciência acabou", declarou Balakov, em entrevista ao canal Sky Sports.

Balakov tem carreira pouco expressiva como treinador. Mas defendeu a seleção do seu país como jogador em 92 partidas entre 1988 e 2003. O então meio-campista integrou a equipe na Copa do Mundo de 1994, quando a Bulgária obteve sua melhor campanha na competição, com o quarto lugar. Também esteve na Eurocopa de 1996 e na Copa de 1998.

Os episódios racistas aconteceram durante a goleada de 6 a 0, pela fase de grupos das Eliminatórias da Euro. O jogo foi interrompido por duas vezes no primeiro tempo por causa de cânticos racistas e saudações nazistas dos torcedores da equipe da casa.

Durante a primeira paralisação, o locutor advertiu que a partida poderia ser encerrada se os abusos racistas não parassem, cumprindo o primeiro passo do protocolo antirracismo da Uefa. Durante a segunda pausa, dezenas de torcedores da Bulgária responsáveis pelos cânticos saíram do estádio.

Os atos racistas foram condenados por políticos e dirigentes esportivos da Inglaterra e até pelo primeiro-ministro da Bulgária, que pediu a demissão do presidente da Federação de Futebol da Bulgária. Pressionado, Borislav Mihailov anunciou sua renúncia ao cargo na terça-feira.

Balakov, por sua vez, pediu desculpas ao time inglês por conta dos gestos racistas - alguns eram cânticos que imitavam macacos. "Eu condeno fortemente e rejeito o racismo como forma de conduta que é contraditória às relações humanas na modernidade. Este é um preconceito que vem do passado e precisa ser erradicado para sempre", afirmou o treinador, em comunicado, no início da semana.

MAIS PRISÕES - A polícia local anunciou nesta sexta que prendeu mais cinco torcedores envolvidos no episódio discriminatório. Ao todo, 16 já foram identificados no caso de racismo, que envolveu também gestos nazistas. Na quarta, outros seis já haviam sido detidos.

De acordo com as autoridades locais, 78 torcedores já foram detidos ao longo deste ano em Sofia, por motivos diversos. A maior parte deles recebeu suspensão de um ou dois anos, sendo impedidos de assistir a jogos tanto dentro quanto fora do país.



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Após caso de racismo, técnico da Bulgária pede demissão; torcedores são presos


18/10/2019 | 14:26


O episódio de racismo e discriminação no jogo entre Bulgária e Inglaterra, pelas Eliminatórias da Eurocopa de 2020, segue trazendo consequências para o futebol búlgaro. Nesta sexta-feira, o técnico da seleção nacional, Krasimir Balakov, pediu demissão. Pouco antes, a polícia local anunciou a prisão de mais cinco torcedores envolvidos nas manifestações racistas ocorridas na capital Sofia.

De acordo a Federação de Futebol da Bulgária, a demissão do treinador de 53 anos não tem relação com as manifestações da torcida na derrota por 6 a 0 para a Inglaterra, na segunda-feira. "A performance da seleção nos últimos meses foi considerada insatisfatória", registrou a entidade, em comunicado.

"Minha decisão de pedir demissão não tem nada a ver com o pedido do primeiro-ministro pela minha saída, um dia depois da derrota para a Inglaterra. Minha paciência acabou", declarou Balakov, em entrevista ao canal Sky Sports.

Balakov tem carreira pouco expressiva como treinador. Mas defendeu a seleção do seu país como jogador em 92 partidas entre 1988 e 2003. O então meio-campista integrou a equipe na Copa do Mundo de 1994, quando a Bulgária obteve sua melhor campanha na competição, com o quarto lugar. Também esteve na Eurocopa de 1996 e na Copa de 1998.

Os episódios racistas aconteceram durante a goleada de 6 a 0, pela fase de grupos das Eliminatórias da Euro. O jogo foi interrompido por duas vezes no primeiro tempo por causa de cânticos racistas e saudações nazistas dos torcedores da equipe da casa.

Durante a primeira paralisação, o locutor advertiu que a partida poderia ser encerrada se os abusos racistas não parassem, cumprindo o primeiro passo do protocolo antirracismo da Uefa. Durante a segunda pausa, dezenas de torcedores da Bulgária responsáveis pelos cânticos saíram do estádio.

Os atos racistas foram condenados por políticos e dirigentes esportivos da Inglaterra e até pelo primeiro-ministro da Bulgária, que pediu a demissão do presidente da Federação de Futebol da Bulgária. Pressionado, Borislav Mihailov anunciou sua renúncia ao cargo na terça-feira.

Balakov, por sua vez, pediu desculpas ao time inglês por conta dos gestos racistas - alguns eram cânticos que imitavam macacos. "Eu condeno fortemente e rejeito o racismo como forma de conduta que é contraditória às relações humanas na modernidade. Este é um preconceito que vem do passado e precisa ser erradicado para sempre", afirmou o treinador, em comunicado, no início da semana.

MAIS PRISÕES - A polícia local anunciou nesta sexta que prendeu mais cinco torcedores envolvidos no episódio discriminatório. Ao todo, 16 já foram identificados no caso de racismo, que envolveu também gestos nazistas. Na quarta, outros seis já haviam sido detidos.

De acordo com as autoridades locais, 78 torcedores já foram detidos ao longo deste ano em Sofia, por motivos diversos. A maior parte deles recebeu suspensão de um ou dois anos, sendo impedidos de assistir a jogos tanto dentro quanto fora do país.

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