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Brasil perdeu 316.680 empresas em 4 anos de saldos negativos, diz IBGE



17/10/2019 | 10:23


As empresas permaneceram fechando as portas no País. No ano de 2017, 22.932 empreendimentos encerraram suas atividades. Em quatro anos de saldos negativos consecutivos, o Brasil já perdeu 316.680 empresas. Os dados são do levantamento Demografia das Empresas e Empreendedorismo 2017, divulgados nesta quinta-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A extinção de empresas afeta também o total de pessoas empregadas com carteira assinada. Em quatro anos de dificuldades e fechamentos de empreendimentos, mais de 3,3 milhões de trabalhadores assalariados foram demitidos no setor formal. No ano de 2017, foram quase 135 mil postos de trabalho perdidos.

O Cadastro Central de Empresas (Cempre) somava 4,5 milhões de empresas ativas em 2017, com 6,5 milhões de sócios ou proprietários, que empregavam 31,9 milhões de assalariados.

Do total de empresas ativas naquele ano, 84,8% (3,8 milhões) eram sobreviventes, ou seja, já estavam ativas no ano anterior. Outros 15,2% de empresas entravam em atividade (676,4 mil, sendo 503,2 mil nascimentos e 173,2 mil reentradas). Naquele ano, 699,4 mil empresas encerraram suas atividades, uma taxa de saída de 15,7%.

Quanto mais empregador, maior a chance de sobrevivência do empreendimento em 2017: 96,6% nas empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas sobreviveram naquele ano. Entre os que não tinham assalariados, a taxa de sobrevivência desceu a 75,7%. Das com 1 a 9 trabalhadores assalariados, a taxa foi de 91,7%.

Das empresas que deram início às atividades no ano, 73,9% tinham apenas sócios e proprietários, e 23,9% possuíam de 1 a 9 empregados assalariados. Entre as saídas, 82,8% não tinham empregados, e 16,2% ocupavam de 1 a 9 assalariados.

Entre as regiões, as maiores taxas de sobrevivência de empresas foram do Sul (86,6%) e Sudeste (85,0%). As maiores taxas de entrada e saída foram as das regiões Norte (19,0% e 18,8%), Centro-Oeste (17,2% e 16,4%) e Nordeste (16,9% e 16,9%).

Em todo o País, o setor de Eletricidade e gás teve a maior taxa de entrada (23,3%), enquanto a Construção amargou a taxa de saída (20,8%) mais elevada.

O IBGE informou ainda que o Brasil atingiu o menor número de empresas empreendedoras em 2017, apenas 20.306. No início da série, em 2008, havia 30.954 empresas de alto crescimento. No auge, em 2012, esses empreendimentos somavam 35.206.

As empresas de alto crescimento, chamadas de empreendedoras, são aquelas com pelo menos 10 empregados assalariados que aumentaram as contratações acima de 20% ao ano por três anos.

Em relação a 2016, houve redução de 3,3% no total de empresas de alto crescimento, 692 a menos. Em 2017, essas empresas empreendedoras passaram a representar 0,5% das empresas ativas, 0,8% das empresas com pessoas ocupadas assalariadas e 4,5% das empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas assalariadas.



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Brasil perdeu 316.680 empresas em 4 anos de saldos negativos, diz IBGE


17/10/2019 | 10:23


As empresas permaneceram fechando as portas no País. No ano de 2017, 22.932 empreendimentos encerraram suas atividades. Em quatro anos de saldos negativos consecutivos, o Brasil já perdeu 316.680 empresas. Os dados são do levantamento Demografia das Empresas e Empreendedorismo 2017, divulgados nesta quinta-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A extinção de empresas afeta também o total de pessoas empregadas com carteira assinada. Em quatro anos de dificuldades e fechamentos de empreendimentos, mais de 3,3 milhões de trabalhadores assalariados foram demitidos no setor formal. No ano de 2017, foram quase 135 mil postos de trabalho perdidos.

O Cadastro Central de Empresas (Cempre) somava 4,5 milhões de empresas ativas em 2017, com 6,5 milhões de sócios ou proprietários, que empregavam 31,9 milhões de assalariados.

Do total de empresas ativas naquele ano, 84,8% (3,8 milhões) eram sobreviventes, ou seja, já estavam ativas no ano anterior. Outros 15,2% de empresas entravam em atividade (676,4 mil, sendo 503,2 mil nascimentos e 173,2 mil reentradas). Naquele ano, 699,4 mil empresas encerraram suas atividades, uma taxa de saída de 15,7%.

Quanto mais empregador, maior a chance de sobrevivência do empreendimento em 2017: 96,6% nas empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas sobreviveram naquele ano. Entre os que não tinham assalariados, a taxa de sobrevivência desceu a 75,7%. Das com 1 a 9 trabalhadores assalariados, a taxa foi de 91,7%.

Das empresas que deram início às atividades no ano, 73,9% tinham apenas sócios e proprietários, e 23,9% possuíam de 1 a 9 empregados assalariados. Entre as saídas, 82,8% não tinham empregados, e 16,2% ocupavam de 1 a 9 assalariados.

Entre as regiões, as maiores taxas de sobrevivência de empresas foram do Sul (86,6%) e Sudeste (85,0%). As maiores taxas de entrada e saída foram as das regiões Norte (19,0% e 18,8%), Centro-Oeste (17,2% e 16,4%) e Nordeste (16,9% e 16,9%).

Em todo o País, o setor de Eletricidade e gás teve a maior taxa de entrada (23,3%), enquanto a Construção amargou a taxa de saída (20,8%) mais elevada.

O IBGE informou ainda que o Brasil atingiu o menor número de empresas empreendedoras em 2017, apenas 20.306. No início da série, em 2008, havia 30.954 empresas de alto crescimento. No auge, em 2012, esses empreendimentos somavam 35.206.

As empresas de alto crescimento, chamadas de empreendedoras, são aquelas com pelo menos 10 empregados assalariados que aumentaram as contratações acima de 20% ao ano por três anos.

Em relação a 2016, houve redução de 3,3% no total de empresas de alto crescimento, 692 a menos. Em 2017, essas empresas empreendedoras passaram a representar 0,5% das empresas ativas, 0,8% das empresas com pessoas ocupadas assalariadas e 4,5% das empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas assalariadas.

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