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De olhos bem abertos no Japão

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Quem deseja acompanhar os Jogos Olímpicos no Japão no ano que vem e, de quebra, conhecer um pouco da Terra do Sol Nascente, já pode começar a pesquisar e a poupar recursos, uma vez que a viagem pesa no bolso, mas vale cada centavo


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

17/10/2019 | 07:00


Quem pensa que a Olimpíada do Japão está distante se engana. Faltam apenas nove meses para o início dos jogos na Terra do Sol Nascente, que têm início em 24 de julho e se estende até 9 de agosto de 2020. O turista que tem vontade de acompanhar o evento esportivo e, de quebra, conhecer os encantos de Tóquio, que sediará a maior parte dos embates, deve começar a se preparar já.

A equipe do Diário pediu ao coordenador de cursos da Faculdade Fipecafi, Valdir Domeneguetti, para simular valores que um turista desembolsará em viagem de 19 dias, sendo dois só para ir – devido ao fuso horário –, um para voltar e 16 no local, para acompanhar os jogos. “Se considerarmos apenas o aéreo mais a hospedagem para o período em hotel de três estrelas sem café da manhã, a pessoa vai gastar uns R$ 15,5 mil sendo, só de hospedagem, R$ 9.500. É que os preços sobem quando há maior procura. Se a viagem fosse em outro período, sem o evento, a acomodação seria um quinto deste valor”, explicou. “Além disso, deve-se considerar, por dia, gastos de R$ 60 (se incluir fast-foods) a R$ 150 (pratos mais completos) com refeições, que totalizam de R$ 900 a R$ 2.500. De transporte, por dia, no Metrô, pode-se estimar R$ 30, somando R$ 500 ao fim do período. Com os ingressos, considerando o mais barato, de R$ 85, se for em dez jogos, serão R$ 850 ao final.”

Monica Ieka, supervisora de vendas e marketing da Century Travel, diz que o ideal para se deslocar pela metrópole durante a Olimpíada é escolher um hotel na região central da cidade e perto do Metrô, até porque as arenas geralmente têm estações próximas.

Na ponta do lápis, considerando o valor máximo das refeições, o desembolso total parte de R$ 19.350. Para reduzir o custo, dá para diminuir o período no destino, mas o preço da passagem dificilmente mudará, girando em torno de R$ 6.000, assinala Domeneguetti. Segundo o Kayak, site que pesquisa preços, passagens aéreas na classe econômica de São Paulo para Tóquio estão em torno de R$ 7.513, enquanto que, na executiva, R$ 17.967 e, na primeira classe, R$ 47.981.

O coordenador orienta que o viajante comece a pesquisar valores o quanto antes e, se facilitar, que busque o serviço de agências de turismo para parcelar o valor em até dez ou 12 vezes sem juros. “Às vezes é melhor apostar numa prestação sem juros para não perder o foco, uma vez que da parcela não tem como fugir todo mês.”

Pacote terrestre da Century Travel com seis diárias custa a partir de US$ 4.980 (R$ 21,4 mil com dólar a R$ 4,30) por pessoa em acomodação dupla com um dia de passeio ao Monte Fuji.

De acordo com a agência de viagens Viajanet, as passagens giram em torno de R$ 6.300 com bagagem incluída e, a hospedagem, por exemplo, no Capsule Hotel & Sauna Mizho, cujas camas são em cápsulas, e os banheiros, compartilhados, 16 diárias custam R$ 12.192.

Conforme o Airbnb, site de aluguel para temporada, a média dos valores de diárias para duas pessoas em apartamentos próximos do Metrô sai por R$ R$ 4.356, sendo a mais acessível R$ 1.748, a seis minutos da Estação Shinjuku, a principal da cidade.

POUPANDO ATÉ LÁ

Quanto aos recursos destinados à alimentação e ao transporte, vale investir o dinheiro para que ele renda mais. “É preciso escolher uma aplicação com liquidez mensal. Como só tem nove meses daqui até a data da viagem, sugiro um título do Tesouro, ou mesmo a poupança, mas vai render menos.”

Em uma simulação, supondo que o viajante invista R$ 3.000 em um título do Tesouro chamado 2025, que rende 6,28% ao ano, e descontando o IR (Imposto de Renda) de 22,5%, se tem rendimento líquido de 4,87% ao ano. “No entanto, os recursos não ficarão investidos por um ano, mas por nove meses, então é preciso dividir o rendimento por 12 e multiplicá-lo por nove, em que se terá correção de 3,65%. Dá um acréscimo de R$ 109,50”, conta.

Para se ter ideia, na poupança, como a taxa básica de juros, a Selic, está abaixo de 7,5% ao ano, atualmente em 5,5% ao ano, ela rende 70% da taxa, ou seja, hoje 3,85% ao ano. Porém, fazendo o cálculo do rendimento em nove meses, se tem reajuste de 2,88% no período, já que a caderneta é livre de IR, e o investimento aumentará em R$ 86,40.

Em relação aos ingressos, a fim de garantir as entradas, é bom adquiri-los o quanto antes. Basta acessar o site em português match-hospitality.com/tokyo2020/brasil/pt/home. Os bilhetes são vendidos em dólar, portanto, é preciso ter cartão de crédito internacional. Na conversão, os preços saem de R$ 85, o mais barato, a R$ 4.400, o mais caro.

ANTES DE EMBARCAR

O Japão exige visto do turista brasileiro, o que custa R$ 97 e deve ser solicitado apenas 90 dias antes do embarque. Quem emite o documento é o Consulado do Japão. Basta preencher formulário on-line, imprimi-lo e entregá-lo pessoalmente na entidade. Fica pronto em três dias úteis.

O clima durante os Jogos Olímpicos será de verão quente e úmido, com temperaturas elevadas e pancadas de chuvas para refrescar, o que se assemelha ao tempo em Belém (Pará), segundo Monica. “Portanto, é bom levar roupas leves para encarar o calor e casacos leves, uma vez que todo ambiente fechado abusa do ar-condicionado”, diz. Na mala também vale se garantir com adaptador universal de tomadas, embora a maior parte dos hotéis o forneça. 



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De olhos bem abertos no Japão

Quem deseja acompanhar os Jogos Olímpicos no Japão no ano que vem e, de quebra, conhecer um pouco da Terra do Sol Nascente, já pode começar a pesquisar e a poupar recursos, uma vez que a viagem pesa no bolso, mas vale cada centavo

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

17/10/2019 | 07:00


Quem pensa que a Olimpíada do Japão está distante se engana. Faltam apenas nove meses para o início dos jogos na Terra do Sol Nascente, que têm início em 24 de julho e se estende até 9 de agosto de 2020. O turista que tem vontade de acompanhar o evento esportivo e, de quebra, conhecer os encantos de Tóquio, que sediará a maior parte dos embates, deve começar a se preparar já.

A equipe do Diário pediu ao coordenador de cursos da Faculdade Fipecafi, Valdir Domeneguetti, para simular valores que um turista desembolsará em viagem de 19 dias, sendo dois só para ir – devido ao fuso horário –, um para voltar e 16 no local, para acompanhar os jogos. “Se considerarmos apenas o aéreo mais a hospedagem para o período em hotel de três estrelas sem café da manhã, a pessoa vai gastar uns R$ 15,5 mil sendo, só de hospedagem, R$ 9.500. É que os preços sobem quando há maior procura. Se a viagem fosse em outro período, sem o evento, a acomodação seria um quinto deste valor”, explicou. “Além disso, deve-se considerar, por dia, gastos de R$ 60 (se incluir fast-foods) a R$ 150 (pratos mais completos) com refeições, que totalizam de R$ 900 a R$ 2.500. De transporte, por dia, no Metrô, pode-se estimar R$ 30, somando R$ 500 ao fim do período. Com os ingressos, considerando o mais barato, de R$ 85, se for em dez jogos, serão R$ 850 ao final.”

Monica Ieka, supervisora de vendas e marketing da Century Travel, diz que o ideal para se deslocar pela metrópole durante a Olimpíada é escolher um hotel na região central da cidade e perto do Metrô, até porque as arenas geralmente têm estações próximas.

Na ponta do lápis, considerando o valor máximo das refeições, o desembolso total parte de R$ 19.350. Para reduzir o custo, dá para diminuir o período no destino, mas o preço da passagem dificilmente mudará, girando em torno de R$ 6.000, assinala Domeneguetti. Segundo o Kayak, site que pesquisa preços, passagens aéreas na classe econômica de São Paulo para Tóquio estão em torno de R$ 7.513, enquanto que, na executiva, R$ 17.967 e, na primeira classe, R$ 47.981.

O coordenador orienta que o viajante comece a pesquisar valores o quanto antes e, se facilitar, que busque o serviço de agências de turismo para parcelar o valor em até dez ou 12 vezes sem juros. “Às vezes é melhor apostar numa prestação sem juros para não perder o foco, uma vez que da parcela não tem como fugir todo mês.”

Pacote terrestre da Century Travel com seis diárias custa a partir de US$ 4.980 (R$ 21,4 mil com dólar a R$ 4,30) por pessoa em acomodação dupla com um dia de passeio ao Monte Fuji.

De acordo com a agência de viagens Viajanet, as passagens giram em torno de R$ 6.300 com bagagem incluída e, a hospedagem, por exemplo, no Capsule Hotel & Sauna Mizho, cujas camas são em cápsulas, e os banheiros, compartilhados, 16 diárias custam R$ 12.192.

Conforme o Airbnb, site de aluguel para temporada, a média dos valores de diárias para duas pessoas em apartamentos próximos do Metrô sai por R$ R$ 4.356, sendo a mais acessível R$ 1.748, a seis minutos da Estação Shinjuku, a principal da cidade.

POUPANDO ATÉ LÁ

Quanto aos recursos destinados à alimentação e ao transporte, vale investir o dinheiro para que ele renda mais. “É preciso escolher uma aplicação com liquidez mensal. Como só tem nove meses daqui até a data da viagem, sugiro um título do Tesouro, ou mesmo a poupança, mas vai render menos.”

Em uma simulação, supondo que o viajante invista R$ 3.000 em um título do Tesouro chamado 2025, que rende 6,28% ao ano, e descontando o IR (Imposto de Renda) de 22,5%, se tem rendimento líquido de 4,87% ao ano. “No entanto, os recursos não ficarão investidos por um ano, mas por nove meses, então é preciso dividir o rendimento por 12 e multiplicá-lo por nove, em que se terá correção de 3,65%. Dá um acréscimo de R$ 109,50”, conta.

Para se ter ideia, na poupança, como a taxa básica de juros, a Selic, está abaixo de 7,5% ao ano, atualmente em 5,5% ao ano, ela rende 70% da taxa, ou seja, hoje 3,85% ao ano. Porém, fazendo o cálculo do rendimento em nove meses, se tem reajuste de 2,88% no período, já que a caderneta é livre de IR, e o investimento aumentará em R$ 86,40.

Em relação aos ingressos, a fim de garantir as entradas, é bom adquiri-los o quanto antes. Basta acessar o site em português match-hospitality.com/tokyo2020/brasil/pt/home. Os bilhetes são vendidos em dólar, portanto, é preciso ter cartão de crédito internacional. Na conversão, os preços saem de R$ 85, o mais barato, a R$ 4.400, o mais caro.

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O Japão exige visto do turista brasileiro, o que custa R$ 97 e deve ser solicitado apenas 90 dias antes do embarque. Quem emite o documento é o Consulado do Japão. Basta preencher formulário on-line, imprimi-lo e entregá-lo pessoalmente na entidade. Fica pronto em três dias úteis.

O clima durante os Jogos Olímpicos será de verão quente e úmido, com temperaturas elevadas e pancadas de chuvas para refrescar, o que se assemelha ao tempo em Belém (Pará), segundo Monica. “Portanto, é bom levar roupas leves para encarar o calor e casacos leves, uma vez que todo ambiente fechado abusa do ar-condicionado”, diz. Na mala também vale se garantir com adaptador universal de tomadas, embora a maior parte dos hotéis o forneça. 

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