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Casamento homoafetivo tem alta de 84% na região

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na contramão, número de uniões entre casais hetero registrou queda de 8% entre 2017 e 2018


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

17/10/2019 | 07:00


O número de casamentos legais entre pessoas do mesmo sexo apresentou aumento de 84% entre 2017 e 2018 no Grande ABC. Levantamento da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) divulgado ontem mostra, entretanto, que os registros de união entre casais heterossexuais teve queda de 8% no mesmo período.

O estudo, feito com base nas estatísticas do Registro Civil do Estado, contabilizou 230 uniões civis homoafetivas no ano passado e 125 em 2017. O casamento entre pessoas do sexo masculino foi o que registrou maior alta – 130% –, passando de 36 para 83 no período. Já no caso das uniões entre mulheres, houve aumento de 65%, de 89 para 147.

Na contramão, foram observados 1.472 registros de casamentos entre homens e mulheres a menos entre 2017 e 2018, passaram de 18.134 para 16.662 no mesmo período.

Para a advogada da ONG ABCD’S (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade), de Santo André, e especialista em direito LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais) Cristiane Leandro de Novais, a alta dos casamentos homoafetivos mostra que os casais estão buscando seus direitos civis diante da sociedade. “Na verdade, muitos casais já são antigos, ou seja, viviam juntos, mas sem essa oficialização. Além disso, muitos convênios de saúde não aceitam o parceiro ou a parceira apenas com a declaração do cartório, então o casal se casa para conseguir dividir o convênio. Já os casais heterossexuais conseguem isso pelo convênio apenas com a declaração”, observa.

A assessora técnica Lélia Batista Alves, 57, e a funcionária pública Dejanira Benedita Moysés, 56, oficializaram sua união em julho de 2016, depois de 17 anos morando juntas em Diadema. “Já estamos juntas há muito tempo, então, sempre fomos casadas. Apesar disso, acredito que a legalização é fundamental para um amparo às duas partes, garantir os nossos direitos”, comenta Lélia. Ela acredita que o aumento no número de uniões homoafetivas é devido à conscientização da comunidade LGBT sobre o tema. “As pessoas já sabem dos seus direitos e entendem que essas mudanças são fundamentais. Nosso País ainda é preconceituoso e precisamos mudar isso”, finaliza.

NO ESTADO
Os números do Grande ABC seguem os do Estado de São Paulo, onde houve alta de 64% nos registros de nupcialidades homoafetivas e queda de 3,29% nas uniões entre homens e mulheres. Conforme a Fundação Seade, entre 2017 e 2018, os casamentos entre pessoas do mesmo sexo passaram de 2.497 para 4.100. Já os hetero baixaram de 289.446 para 279.899 no mesmo período. 



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Casamento homoafetivo tem alta de 84% na região

Na contramão, número de uniões entre casais hetero registrou queda de 8% entre 2017 e 2018

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

17/10/2019 | 07:00


O número de casamentos legais entre pessoas do mesmo sexo apresentou aumento de 84% entre 2017 e 2018 no Grande ABC. Levantamento da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) divulgado ontem mostra, entretanto, que os registros de união entre casais heterossexuais teve queda de 8% no mesmo período.

O estudo, feito com base nas estatísticas do Registro Civil do Estado, contabilizou 230 uniões civis homoafetivas no ano passado e 125 em 2017. O casamento entre pessoas do sexo masculino foi o que registrou maior alta – 130% –, passando de 36 para 83 no período. Já no caso das uniões entre mulheres, houve aumento de 65%, de 89 para 147.

Na contramão, foram observados 1.472 registros de casamentos entre homens e mulheres a menos entre 2017 e 2018, passaram de 18.134 para 16.662 no mesmo período.

Para a advogada da ONG ABCD’S (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade), de Santo André, e especialista em direito LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais) Cristiane Leandro de Novais, a alta dos casamentos homoafetivos mostra que os casais estão buscando seus direitos civis diante da sociedade. “Na verdade, muitos casais já são antigos, ou seja, viviam juntos, mas sem essa oficialização. Além disso, muitos convênios de saúde não aceitam o parceiro ou a parceira apenas com a declaração do cartório, então o casal se casa para conseguir dividir o convênio. Já os casais heterossexuais conseguem isso pelo convênio apenas com a declaração”, observa.

A assessora técnica Lélia Batista Alves, 57, e a funcionária pública Dejanira Benedita Moysés, 56, oficializaram sua união em julho de 2016, depois de 17 anos morando juntas em Diadema. “Já estamos juntas há muito tempo, então, sempre fomos casadas. Apesar disso, acredito que a legalização é fundamental para um amparo às duas partes, garantir os nossos direitos”, comenta Lélia. Ela acredita que o aumento no número de uniões homoafetivas é devido à conscientização da comunidade LGBT sobre o tema. “As pessoas já sabem dos seus direitos e entendem que essas mudanças são fundamentais. Nosso País ainda é preconceituoso e precisamos mudar isso”, finaliza.

NO ESTADO
Os números do Grande ABC seguem os do Estado de São Paulo, onde houve alta de 64% nos registros de nupcialidades homoafetivas e queda de 3,29% nas uniões entre homens e mulheres. Conforme a Fundação Seade, entre 2017 e 2018, os casamentos entre pessoas do mesmo sexo passaram de 2.497 para 4.100. Já os hetero baixaram de 289.446 para 279.899 no mesmo período. 

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