Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 13 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Dólar volta a cair após dois dias de valorização e termina em R$ 4,15



16/10/2019 | 18:09


O dólar voltou a cair, após dois dias seguidos com o real registrando o pior desempenho no mercado internacional de moedas. A queda foi reflexo de declarações de Donald Trump sobre o acordo comercial com a China e do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre a votação da reforma da Previdência, prometida para o dia 22, mas o dia foi de baixo volume de negócios, com investidores aguardando os eventos dos próximos dias, que incluem os detalhes do acordo comercial entre China e Estados Unidos e as medidas para a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, prometidas para esta quarta, mas que não vieram. O dólar à vista terminou o dia em queda de 0,25%, a R$ 4,1537.

O dólar caiu no mercado internacional ante divisas fortes e a maioria dos emergentes. Aqui, o movimento foi um pouco mais tímido, com operadores relatando que o diferencial de juros menor do Brasil com o resto do mundo continua pressionando o câmbio. Nesta quarta, a Itaú Asset reduziu a projeção para a Selic em 2020 para 3,75%.

O estrategista do banco francês Société Générale, Dev Ashish, não vê a Selic subindo no Brasil ao menos até o primeiro trimestre de 2021. O risco maior é de mais cortes na taxa ao longo de 2020, ressalta ele, em relatório. Para Ashish, o BC vai querer aproveitar ao máximo o ambiente de fraco desempenho da economia e baixo repasse da alta do dólar na inflação para seguir cortando juros.

"Hoje foi um dia sem muito fato novo, com o mercado aguardando uma série de eventos", ressalta o operador Durval Corrêa, sócio-diretor da Assessoria Via Brasil Serviços Empresariais. China, Brexit, votação da Previdência e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre prisão em segunda instância estão entre os pontos que as mesas de câmbio estão monitorando. Ele ressalta que a aprovação da partilha da cessão onerosa na terça no Senado deve destravar a votação da Previdência em segundo turno.

Pela manhã, o dólar bateu mínimas com declarações do relator da reforma da Previdência, Tasso Jereissati ao Broadcast, reforçando a expectativa de que o Senado conclua a votação da proposta no dia 22, sem nenhuma alteração. Também contribuiu para a queda declarações de Trump de que a China já começou a comprar produtos agrícolas americanos, um dos termos do acordo anunciado na sexta-feira. Mas apesar dessa declaração os analistas do Morgan Stanley observam que "muitas incertezas" permanecem sobre este acordo.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Dólar volta a cair após dois dias de valorização e termina em R$ 4,15


16/10/2019 | 18:09


O dólar voltou a cair, após dois dias seguidos com o real registrando o pior desempenho no mercado internacional de moedas. A queda foi reflexo de declarações de Donald Trump sobre o acordo comercial com a China e do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre a votação da reforma da Previdência, prometida para o dia 22, mas o dia foi de baixo volume de negócios, com investidores aguardando os eventos dos próximos dias, que incluem os detalhes do acordo comercial entre China e Estados Unidos e as medidas para a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, prometidas para esta quarta, mas que não vieram. O dólar à vista terminou o dia em queda de 0,25%, a R$ 4,1537.

O dólar caiu no mercado internacional ante divisas fortes e a maioria dos emergentes. Aqui, o movimento foi um pouco mais tímido, com operadores relatando que o diferencial de juros menor do Brasil com o resto do mundo continua pressionando o câmbio. Nesta quarta, a Itaú Asset reduziu a projeção para a Selic em 2020 para 3,75%.

O estrategista do banco francês Société Générale, Dev Ashish, não vê a Selic subindo no Brasil ao menos até o primeiro trimestre de 2021. O risco maior é de mais cortes na taxa ao longo de 2020, ressalta ele, em relatório. Para Ashish, o BC vai querer aproveitar ao máximo o ambiente de fraco desempenho da economia e baixo repasse da alta do dólar na inflação para seguir cortando juros.

"Hoje foi um dia sem muito fato novo, com o mercado aguardando uma série de eventos", ressalta o operador Durval Corrêa, sócio-diretor da Assessoria Via Brasil Serviços Empresariais. China, Brexit, votação da Previdência e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre prisão em segunda instância estão entre os pontos que as mesas de câmbio estão monitorando. Ele ressalta que a aprovação da partilha da cessão onerosa na terça no Senado deve destravar a votação da Previdência em segundo turno.

Pela manhã, o dólar bateu mínimas com declarações do relator da reforma da Previdência, Tasso Jereissati ao Broadcast, reforçando a expectativa de que o Senado conclua a votação da proposta no dia 22, sem nenhuma alteração. Também contribuiu para a queda declarações de Trump de que a China já começou a comprar produtos agrícolas americanos, um dos termos do acordo anunciado na sexta-feira. Mas apesar dessa declaração os analistas do Morgan Stanley observam que "muitas incertezas" permanecem sobre este acordo.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;