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Bradesco diz esperar dados de setembro para revisar PIB de 2020

Reprodução/Instragram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


15/10/2019 | 16:18


O Bradesco aguarda o desempenho da economia brasileira nos próximos meses para bater o martelo quanto à melhora das suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste e no próximo ano, de acordo com o presidente do Banco, Octavio de Lazari. "Vamos esperar um pouquinho para ver como vai reagir a economia em setembro, mas a expectativa foi boa e outubro me parece que também. Nosso economista chefe, Fernando Honorato, já está com essa missão e provavelmente (nossa projeção para o PIB) será revisada para esse e o para ano que vem a depender de como a economia andar", disse ele, ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), durante a premiação Empresas Mais, promovida pelo jornal O Estado de S. Paulo, em parceira com o Broadcast.

O Bradesco espera que a economia brasileira apresente expansão real de 0,80% neste exercício e 1,90% no próximo. Na segunda-feira, 14, o Itaú Unibanco revisou para cima suas expectativas para o PIB brasileiro. O banco espera que o PIB deste ano cresça 1,0% ante projeção de 0,8% enquanto que a expectativade 2020 saiu de 1,7% para 2,2%.

Crédito

De acordo com Lazari, as expectativas para a economia brasileira em 2020 são melhores e embutem uma esperança de crescimento mais acelerado do crédito. "Com a taxa de juros no nível em que está e a inflação controlada e, certamente, teremos a aprovação da Reforma da Previdência em novembro e outras reformas que estão vindo, acreditamos que o ambiente econômico e político e a própria confiança dos empresários e dos consumidores estará melhor e o ano que vem teremos possibilidade maior de crescimento", avaliou o presidente do Bradesco.

Nesse cenário, é "natural" esperar uma aceleração do ritmo de crescimento do crédito em 2020, segundo o executivo. As pessoas físicas, conforme ele, seguem impulsionando a expansão das carteiras dos grandes bancos neste ano, enquanto que por parte das pessoas jurídicas a retomada foi postergada para o ano que vem, o que frustrou um pouco o desempenho do crédito neste ano.

"Aquilo que esperávamos de crescimento de crédito para esse ano, que infelizmente acabou não vindo, tendo em vista a expectativa de expansão da economia para 2020, o crédito também deve crescer mais", disse Lazari.

O crédito para pessoa jurídica, conforme ele, está "puxando" o ritmo de crescimento dos empréstimos para baixo, mas deve retomar em 2020. Pesa ainda, lembrou Lazari, um maior volume de operações no mercado de capitais que "tira" negócios do crédito tradicional. "Isso é sadio. O importante é que o conjunto cresça. Não precisa muito desde que seja constante", ressaltou o presidente do Bradesco.

Imobiliário

A briga de taxas no crédito imobiliário resultou em uma demanda surpreendente por empréstimos no Bradesco, de acordo com o presidente do banco. "Nos surpreendeu positivamente. A queda dos juros está ajudando muito. Anunciamos a redução das taxas no crédito imobiliário, que acabou ficando a menor do mercado. Temos tido uma procura muito grande, inclusive, de portabilidade", disse.

No Bradesco, a taxa mínima cobrada no crédito imobiliário com recursos da poupança (SBPE) passou de 8,20% ao ano mais taxa referencial (TR) para 7,30% ao ano mais TR. O rival Itaú vem em seguida, com taxa a partir de 7,45% ao ano mais TR, seguido da Caixa, com 7,50% ao ano mais TR. O Santander puxou essa fila no início de julho ao baixar sua taxa mínima para 7,99% ao ano mais TR. Agora, o banco estuda ressuscitar a carência de seis meses para o pagamento da primeira parcela.

Lazari explicou que a redução dos juros no crédito imobiliário não teve a pretensão de estimular a portabilidade no segmento, atraindo clientes da concorrência, mas que o movimento tem garantido parte da demanda que o banco tem recebido. "Os imóveis estão com preços adequados associado ao fato de termos taxas de juros menores, isso deve empurrar bem o mercado", avaliou.

Sobre o desempenho do crédito em geral no terceiro trimestre, cujos balanços dos grandes bancos serão divulgados a partir da última semana de outubro, o presidente do Bradesco afirmou que o desempenho seguiu similar ao visto nos três meses anteriores. "Está a mesma coisa do segundo trimestre. A pessoa física está vindo bem, principalmente nas carteiras de consignado (com desconto em folha), veículos, crédito imobiliário e pessoal", antecipou o executivo.

BNDES

Lazari espera que os desinvestimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acelerem no próximo ano. "Tanto o presidente do BNDES (Gustavo Montezano) quanto o Ministro (da Infraestrutura) Tarcísio de Freitas estão fazendo um trabalho muito bem ajustado. É um trabalho de curto, mas, principalmente, de médio prazo. A pauta está ajustada", avaliou.

A agenda de privatizações do governo Bolsonaro, a despeito da morosidade no BNDES, foi feita de forma organizada, o que, na visão do executivo, deve garantir o sucesso das execuções como por exemplo no setor de óleo e gás, dentre outros. "Ainda poderemos ter algo este ano (de privatizações e desinvestimentos no BNDES), mas o ano que vem essa agenda deve acelerar", avaliou o presidente do Bradesco.

Sobre uma eventual crise no BNDES, com o pedido de licença do diretor André Laloni, responsável por vender as participações da BNDESPar, Lazari afirmou que o novo presidente do banco de fomento é "jeitoso, correto e coerente" e sabe da importância de tocar essa agenda. "Ele sabe da importância de cumprir essa missão para deixar o BNDES mais leve e vai conseguir reequilibrar isso (venda de participações do banco)", ressaltou.

Lazari mencionou ainda o trabalho feito pelo secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, e disse que espera uma aceleração das privatizações também por parte do governo. De janeiro a setembro, as privatizações, desinvestimentos, concessões e vendas de ativos naturais da União somaram US$ 23,5 bilhões (R$ 96,2 bilhões). O valor ultrapassou a meta do ministro da Economia, Paulo Guedes, que disse, em janeiro, esperar um número de pelo menos US$ 20 bilhões neste ano.



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Bradesco diz esperar dados de setembro para revisar PIB de 2020


15/10/2019 | 16:18


O Bradesco aguarda o desempenho da economia brasileira nos próximos meses para bater o martelo quanto à melhora das suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste e no próximo ano, de acordo com o presidente do Banco, Octavio de Lazari. "Vamos esperar um pouquinho para ver como vai reagir a economia em setembro, mas a expectativa foi boa e outubro me parece que também. Nosso economista chefe, Fernando Honorato, já está com essa missão e provavelmente (nossa projeção para o PIB) será revisada para esse e o para ano que vem a depender de como a economia andar", disse ele, ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), durante a premiação Empresas Mais, promovida pelo jornal O Estado de S. Paulo, em parceira com o Broadcast.

O Bradesco espera que a economia brasileira apresente expansão real de 0,80% neste exercício e 1,90% no próximo. Na segunda-feira, 14, o Itaú Unibanco revisou para cima suas expectativas para o PIB brasileiro. O banco espera que o PIB deste ano cresça 1,0% ante projeção de 0,8% enquanto que a expectativade 2020 saiu de 1,7% para 2,2%.

Crédito

De acordo com Lazari, as expectativas para a economia brasileira em 2020 são melhores e embutem uma esperança de crescimento mais acelerado do crédito. "Com a taxa de juros no nível em que está e a inflação controlada e, certamente, teremos a aprovação da Reforma da Previdência em novembro e outras reformas que estão vindo, acreditamos que o ambiente econômico e político e a própria confiança dos empresários e dos consumidores estará melhor e o ano que vem teremos possibilidade maior de crescimento", avaliou o presidente do Bradesco.

Nesse cenário, é "natural" esperar uma aceleração do ritmo de crescimento do crédito em 2020, segundo o executivo. As pessoas físicas, conforme ele, seguem impulsionando a expansão das carteiras dos grandes bancos neste ano, enquanto que por parte das pessoas jurídicas a retomada foi postergada para o ano que vem, o que frustrou um pouco o desempenho do crédito neste ano.

"Aquilo que esperávamos de crescimento de crédito para esse ano, que infelizmente acabou não vindo, tendo em vista a expectativa de expansão da economia para 2020, o crédito também deve crescer mais", disse Lazari.

O crédito para pessoa jurídica, conforme ele, está "puxando" o ritmo de crescimento dos empréstimos para baixo, mas deve retomar em 2020. Pesa ainda, lembrou Lazari, um maior volume de operações no mercado de capitais que "tira" negócios do crédito tradicional. "Isso é sadio. O importante é que o conjunto cresça. Não precisa muito desde que seja constante", ressaltou o presidente do Bradesco.

Imobiliário

A briga de taxas no crédito imobiliário resultou em uma demanda surpreendente por empréstimos no Bradesco, de acordo com o presidente do banco. "Nos surpreendeu positivamente. A queda dos juros está ajudando muito. Anunciamos a redução das taxas no crédito imobiliário, que acabou ficando a menor do mercado. Temos tido uma procura muito grande, inclusive, de portabilidade", disse.

No Bradesco, a taxa mínima cobrada no crédito imobiliário com recursos da poupança (SBPE) passou de 8,20% ao ano mais taxa referencial (TR) para 7,30% ao ano mais TR. O rival Itaú vem em seguida, com taxa a partir de 7,45% ao ano mais TR, seguido da Caixa, com 7,50% ao ano mais TR. O Santander puxou essa fila no início de julho ao baixar sua taxa mínima para 7,99% ao ano mais TR. Agora, o banco estuda ressuscitar a carência de seis meses para o pagamento da primeira parcela.

Lazari explicou que a redução dos juros no crédito imobiliário não teve a pretensão de estimular a portabilidade no segmento, atraindo clientes da concorrência, mas que o movimento tem garantido parte da demanda que o banco tem recebido. "Os imóveis estão com preços adequados associado ao fato de termos taxas de juros menores, isso deve empurrar bem o mercado", avaliou.

Sobre o desempenho do crédito em geral no terceiro trimestre, cujos balanços dos grandes bancos serão divulgados a partir da última semana de outubro, o presidente do Bradesco afirmou que o desempenho seguiu similar ao visto nos três meses anteriores. "Está a mesma coisa do segundo trimestre. A pessoa física está vindo bem, principalmente nas carteiras de consignado (com desconto em folha), veículos, crédito imobiliário e pessoal", antecipou o executivo.

BNDES

Lazari espera que os desinvestimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acelerem no próximo ano. "Tanto o presidente do BNDES (Gustavo Montezano) quanto o Ministro (da Infraestrutura) Tarcísio de Freitas estão fazendo um trabalho muito bem ajustado. É um trabalho de curto, mas, principalmente, de médio prazo. A pauta está ajustada", avaliou.

A agenda de privatizações do governo Bolsonaro, a despeito da morosidade no BNDES, foi feita de forma organizada, o que, na visão do executivo, deve garantir o sucesso das execuções como por exemplo no setor de óleo e gás, dentre outros. "Ainda poderemos ter algo este ano (de privatizações e desinvestimentos no BNDES), mas o ano que vem essa agenda deve acelerar", avaliou o presidente do Bradesco.

Sobre uma eventual crise no BNDES, com o pedido de licença do diretor André Laloni, responsável por vender as participações da BNDESPar, Lazari afirmou que o novo presidente do banco de fomento é "jeitoso, correto e coerente" e sabe da importância de tocar essa agenda. "Ele sabe da importância de cumprir essa missão para deixar o BNDES mais leve e vai conseguir reequilibrar isso (venda de participações do banco)", ressaltou.

Lazari mencionou ainda o trabalho feito pelo secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, e disse que espera uma aceleração das privatizações também por parte do governo. De janeiro a setembro, as privatizações, desinvestimentos, concessões e vendas de ativos naturais da União somaram US$ 23,5 bilhões (R$ 96,2 bilhões). O valor ultrapassou a meta do ministro da Economia, Paulo Guedes, que disse, em janeiro, esperar um número de pelo menos US$ 20 bilhões neste ano.

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