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Dólar sobe com dúvidas sobre EUA-China e crise entre PSL e Bolsonaro no radar

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


15/10/2019 | 09:57


O dólar passou a subir na manhã desta terça-feira, 15, após iniciar a sessão com viés de baixa. Na segunda-feira (14), a moeda americana já havia avançado para o patamar de R$ 4,12, após acumular ganho de 0,95% na semana passada em meio a expectativas e incertezas sobre o desfecho da primeira etapa de negociações comerciais sino-americanas.

Os ajustes são moderados em meio a uma liquidez ainda fraca. Com a agenda de indicadores esvaziada no Brasil, a atenção se volta para o Congresso e a crise entre PSL e o presidente Jair Bolsonaro.

Nesta manhã, a Polícia Federal (PF) cumpre busca e apreensão em endereço ligado ao deputado federal e presidente da legenda, Luciano Bivar. Segundo a PF, há indícios de que os recursos destinados às candidaturas de mulheres foram usados "de forma fictícia" e "desviados para livre aplicação do partido e de seus gestores".

A defesa de Luciano Bivar classificou a busca e apreensão da PF como "situação fora de contexto", disse "que o inquérito se estende há 10 meses e não há indícios de fraude".

Segundo um operador de câmbio, o receio dos investidores é de que essa confusão provoque atraso nas votações dos projetos da cessão onerosa e, por tabela, do segundo turno da reforma da Previdência, no Senado, que está marcada para o dia 22 de outubro.

Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirma ser "imprescindível" que o Congresso acelere a votação de projetos para viabilizar a divisão dos recursos do maior leilão de petróleo do mundo com Estados e municípios e o pagamento à Petrobras. Rodrigues disse que vencer essa etapa é importante para trazer segurança jurídica ao leilão, marcado para 6 de novembro.

Na agenda do Congresso, o Senado pode votar nesta terça o projeto de lei que trata da partilha da cessão onerosa, sem horário previsto. Na Câmara dos Deputados, a Comissão especial do PL da reforma dos militares discute e vota parecer do relator da Câmara (14h). A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara pode votar proposta que permite a prisão de condenados em segunda instância. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), faz palestra durante o Empresas Mais 2019, premiação promovida pelo Broadcast e pelo jornal O Estado de S. Paulo.

No mercado externo, há dúvidas sobre as negociações comerciais entre Washington e Pequim. Fontes da Bloomberg disseram nesta terça que a China terá dificuldades de elevar suas importações anuais de bens agrícolas dos EUA para US$ 50 bilhões a menos que Pequim remova tarifas regulatórias impostas a produtos americanos, o que exigiria uma ação recíproca do presidente Donald Trump.

Às 9h32, o dólar à vista registrava máxima, alta de 0,18%, a R$ 4,1354. O dólar futuro de novembro estava em alta de 0,24%, na máxima em R$ 4,1405. No exterior, o índice DXY subia 0,09%, e a moeda americana subia ante dólar australiano, peso chileno, rupia indiana, dólar neozelandês, rublo e rand sul africano.



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Dólar sobe com dúvidas sobre EUA-China e crise entre PSL e Bolsonaro no radar


15/10/2019 | 09:57


O dólar passou a subir na manhã desta terça-feira, 15, após iniciar a sessão com viés de baixa. Na segunda-feira (14), a moeda americana já havia avançado para o patamar de R$ 4,12, após acumular ganho de 0,95% na semana passada em meio a expectativas e incertezas sobre o desfecho da primeira etapa de negociações comerciais sino-americanas.

Os ajustes são moderados em meio a uma liquidez ainda fraca. Com a agenda de indicadores esvaziada no Brasil, a atenção se volta para o Congresso e a crise entre PSL e o presidente Jair Bolsonaro.

Nesta manhã, a Polícia Federal (PF) cumpre busca e apreensão em endereço ligado ao deputado federal e presidente da legenda, Luciano Bivar. Segundo a PF, há indícios de que os recursos destinados às candidaturas de mulheres foram usados "de forma fictícia" e "desviados para livre aplicação do partido e de seus gestores".

A defesa de Luciano Bivar classificou a busca e apreensão da PF como "situação fora de contexto", disse "que o inquérito se estende há 10 meses e não há indícios de fraude".

Segundo um operador de câmbio, o receio dos investidores é de que essa confusão provoque atraso nas votações dos projetos da cessão onerosa e, por tabela, do segundo turno da reforma da Previdência, no Senado, que está marcada para o dia 22 de outubro.

Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirma ser "imprescindível" que o Congresso acelere a votação de projetos para viabilizar a divisão dos recursos do maior leilão de petróleo do mundo com Estados e municípios e o pagamento à Petrobras. Rodrigues disse que vencer essa etapa é importante para trazer segurança jurídica ao leilão, marcado para 6 de novembro.

Na agenda do Congresso, o Senado pode votar nesta terça o projeto de lei que trata da partilha da cessão onerosa, sem horário previsto. Na Câmara dos Deputados, a Comissão especial do PL da reforma dos militares discute e vota parecer do relator da Câmara (14h). A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara pode votar proposta que permite a prisão de condenados em segunda instância. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), faz palestra durante o Empresas Mais 2019, premiação promovida pelo Broadcast e pelo jornal O Estado de S. Paulo.

No mercado externo, há dúvidas sobre as negociações comerciais entre Washington e Pequim. Fontes da Bloomberg disseram nesta terça que a China terá dificuldades de elevar suas importações anuais de bens agrícolas dos EUA para US$ 50 bilhões a menos que Pequim remova tarifas regulatórias impostas a produtos americanos, o que exigiria uma ação recíproca do presidente Donald Trump.

Às 9h32, o dólar à vista registrava máxima, alta de 0,18%, a R$ 4,1354. O dólar futuro de novembro estava em alta de 0,24%, na máxima em R$ 4,1405. No exterior, o índice DXY subia 0,09%, e a moeda americana subia ante dólar australiano, peso chileno, rupia indiana, dólar neozelandês, rublo e rand sul africano.

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