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Só um dos nove grupos dá aumento real; estado de greve é aprovado


Soraia Abreu Pedrozo
Yara Ferraz

12/10/2019 | 07:26


Os cerca de 50 mil metalúrgicos de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra participaram ontem de assembleia realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para avaliar as propostas patronais acerca da campanha salarial. Apenas um dos nove grupos – que não incluem montadoras, que fazem acordos individuais –, ofereceu proposta que foi aprovada. Trata-se do Sindicel, que abrange as fábricas que atuam com cobre e empregam cerca de 500 profissionais na região. A oferta foi de reajuste de 3,8%, com correção pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que nos 12 meses até setembro, a data base da categoria, acumulou 2,38%, portanto, com 0,52 ponto percentual de aumento real.

Segundo o presidente da FEM (Federação Estadual dos Metalúrgicos), Luiz Carlos da Silva Dia, o Luizão, a proposta se tornou referência para os próximos acordos, e a entidade não aceitará menos do que 3,8%. Tanto que os trabalhadores aprovaram aviso de greve e, portanto, se até quarta-feira não houver início de negociação, a categoria irá paralisar. Em todo o Estado, são 195 mil metalúrgicos.

“A maior dificuldade está na economia do País, que ainda não tem sinais claros de melhora. Pelo contrário. Dá sinais de pré-recessão, o que, aliado à crise na argentina, impactam as negociações do setor automotivo”, disse Luizão. “Além disso, os efeitos da reforma trabalhista também atrapalham, pois cada vez que você tem que rediscutir um acordo, você volta à estaca zero, e isso tem feito com que empresários ameacem baixar o piso da categoria (R$ 1.950) para pagar o salário mínimo (R$ 998) se o acordo não for aprovado. Eles alegam ser em nome da competitividade. Mas nós entendemos que o trabalhador tem de ter mais renda para consumir e girar a economia.”
 



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Só um dos nove grupos dá aumento real; estado de greve é aprovado

Soraia Abreu Pedrozo
Yara Ferraz

12/10/2019 | 07:26


Os cerca de 50 mil metalúrgicos de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra participaram ontem de assembleia realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para avaliar as propostas patronais acerca da campanha salarial. Apenas um dos nove grupos – que não incluem montadoras, que fazem acordos individuais –, ofereceu proposta que foi aprovada. Trata-se do Sindicel, que abrange as fábricas que atuam com cobre e empregam cerca de 500 profissionais na região. A oferta foi de reajuste de 3,8%, com correção pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que nos 12 meses até setembro, a data base da categoria, acumulou 2,38%, portanto, com 0,52 ponto percentual de aumento real.

Segundo o presidente da FEM (Federação Estadual dos Metalúrgicos), Luiz Carlos da Silva Dia, o Luizão, a proposta se tornou referência para os próximos acordos, e a entidade não aceitará menos do que 3,8%. Tanto que os trabalhadores aprovaram aviso de greve e, portanto, se até quarta-feira não houver início de negociação, a categoria irá paralisar. Em todo o Estado, são 195 mil metalúrgicos.

“A maior dificuldade está na economia do País, que ainda não tem sinais claros de melhora. Pelo contrário. Dá sinais de pré-recessão, o que, aliado à crise na argentina, impactam as negociações do setor automotivo”, disse Luizão. “Além disso, os efeitos da reforma trabalhista também atrapalham, pois cada vez que você tem que rediscutir um acordo, você volta à estaca zero, e isso tem feito com que empresários ameacem baixar o piso da categoria (R$ 1.950) para pagar o salário mínimo (R$ 998) se o acordo não for aprovado. Eles alegam ser em nome da competitividade. Mas nós entendemos que o trabalhador tem de ter mais renda para consumir e girar a economia.”
 

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