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Mauá adia pela 7ª vez construção de moradias

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Urbanização e criação de 900 unidades no Jd.Oratório deveriam ter sido concluídas em 2017


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

12/10/2019 | 07:00


 A Prefeitura de Mauá aditou, pela sétima vez, contrato de urbanização e construção de unidades habitacionais no Jardim Oratório. O projeto, de 2013, é de responsabilidade da Paulista Obras e Pavimentação Ltda e tem valor total de R$ 25,996 milhões, segundo o Site da Transparência. O prazo para conclusão, previsto inicialmente para 2017, foi estendido por mais 12 meses. As intervenções fazem parte do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) e, segundo a administração municipal, já estão 64,72% concluídas.

As obras se arrastam há anos e a população local reclama da demora na conclusão. “A gente espera que eles terminem isso para melhorar a vida de todo mundo”, afirmou moradora da Rua Foz do Iguaçu. No bairro há 36 anos e à frente de pequeno comércio há dez, a munícipe diz que já perdeu as esperanças de ver o local definitivamente urbanizado. “Já entreguei nas mãos de Deus, minha filha”, declarou.

Moradora da Travessa Soure há cinco anos, a doméstica Ivoneide Paulino, 42, reclamou, além da demora na conclusão das obras, da falta de informação por parte da administração municipal. “A gente vê que tem rua que foi asfaltada, calçada que foi refeita, mas tudo demora uma eternidade para ficar pronto. Dois, três anos para um asfaltamento. A gente devia ser melhor informado sobre o que acontece, nunca sabemos de nada”, protestou.

Em nota, a Prefeitura informou que o terreno do Jardim Oratório onde será o empreendimento é uma contrapartida da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) e que os moradores locais foram indenizados ou receberão bolsa-aluguel. “Estamos na etapa final da documentação para o início das obras, pois já abrimos o processo do PAC, finalizamos a licitação e temos um vencedor. Agora, a Caixa está avaliando as documentações”, relatou o comunicado. Segundo a administração, o terreno passou por limpeza e a Prefeitura aguarda ordem de serviço da instituição bancária para o início da construção de 920 unidades habitacionais.

Questionada sobre o motivo dos recorrentes aditamentos, a assessoria de imprensa argumentou que, no plano de intervenção do Jardim Oratório, estão programadas ações em quatro etapas, nas quais se encontram previstos trabalhos de urbanização, construção de unidades habitacionais e regularização fundiária. O contrato em questão – 104/2013 – se refere à terceira etapa, cuja execução está em 64,72%, e que “os aditamentos de prazo ocorreram por motivos alheios à vontade do poder público municipal”. A previsão de conclusão desta etapa é 14 de outubro de 2020.

Dersa atrasa auxílio-aluguel há três meses

Pelo menos 360 famílias de Mauá, removidas de suas casas por ocasião das obras do Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, há mais de dez anos, estão com os pagamentos do auxílio-aluguel, de responsabilidade da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), atrasados há três meses. É a segunda vez, apenas neste ano, que os repasses são suspensos. Em maio, beneficiários fizeram manifestação próxima ao Complexo Viário Jacu-Pêssego, em Mauá.

Segundo a auxiliar de serviços gerais Cristiane Barbosa, 41 anos, após a manifestação de maio foi feito o pagamento de apenas um mês e, há três meses, os repasses estão suspensos. “A gente liga lá (na Dersa) e nunca tem uma previsão de pagamento”, protestou. A doméstica Adriana dos Santos, 39, reclamou, além do atraso, do valor defasado e que precisa ser complementado com a renda da família. “Dão R$ 450. Onde a gente aluga uma casa com isso?”, questionou.

Em nota, a Dersa informou que mantém tratativas com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) para regularizar a situação “dentro do menor prazo possível”. Já a CDHU destacou que convênio firmado com a Dersa para atendimento habitacional definitivo para as famílias está em fase de ajustes administrativos.



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Mauá adia pela 7ª vez construção de moradias

Urbanização e criação de 900 unidades no Jd.Oratório deveriam ter sido concluídas em 2017

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

12/10/2019 | 07:00


 A Prefeitura de Mauá aditou, pela sétima vez, contrato de urbanização e construção de unidades habitacionais no Jardim Oratório. O projeto, de 2013, é de responsabilidade da Paulista Obras e Pavimentação Ltda e tem valor total de R$ 25,996 milhões, segundo o Site da Transparência. O prazo para conclusão, previsto inicialmente para 2017, foi estendido por mais 12 meses. As intervenções fazem parte do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) e, segundo a administração municipal, já estão 64,72% concluídas.

As obras se arrastam há anos e a população local reclama da demora na conclusão. “A gente espera que eles terminem isso para melhorar a vida de todo mundo”, afirmou moradora da Rua Foz do Iguaçu. No bairro há 36 anos e à frente de pequeno comércio há dez, a munícipe diz que já perdeu as esperanças de ver o local definitivamente urbanizado. “Já entreguei nas mãos de Deus, minha filha”, declarou.

Moradora da Travessa Soure há cinco anos, a doméstica Ivoneide Paulino, 42, reclamou, além da demora na conclusão das obras, da falta de informação por parte da administração municipal. “A gente vê que tem rua que foi asfaltada, calçada que foi refeita, mas tudo demora uma eternidade para ficar pronto. Dois, três anos para um asfaltamento. A gente devia ser melhor informado sobre o que acontece, nunca sabemos de nada”, protestou.

Em nota, a Prefeitura informou que o terreno do Jardim Oratório onde será o empreendimento é uma contrapartida da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) e que os moradores locais foram indenizados ou receberão bolsa-aluguel. “Estamos na etapa final da documentação para o início das obras, pois já abrimos o processo do PAC, finalizamos a licitação e temos um vencedor. Agora, a Caixa está avaliando as documentações”, relatou o comunicado. Segundo a administração, o terreno passou por limpeza e a Prefeitura aguarda ordem de serviço da instituição bancária para o início da construção de 920 unidades habitacionais.

Questionada sobre o motivo dos recorrentes aditamentos, a assessoria de imprensa argumentou que, no plano de intervenção do Jardim Oratório, estão programadas ações em quatro etapas, nas quais se encontram previstos trabalhos de urbanização, construção de unidades habitacionais e regularização fundiária. O contrato em questão – 104/2013 – se refere à terceira etapa, cuja execução está em 64,72%, e que “os aditamentos de prazo ocorreram por motivos alheios à vontade do poder público municipal”. A previsão de conclusão desta etapa é 14 de outubro de 2020.

Dersa atrasa auxílio-aluguel há três meses

Pelo menos 360 famílias de Mauá, removidas de suas casas por ocasião das obras do Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, há mais de dez anos, estão com os pagamentos do auxílio-aluguel, de responsabilidade da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), atrasados há três meses. É a segunda vez, apenas neste ano, que os repasses são suspensos. Em maio, beneficiários fizeram manifestação próxima ao Complexo Viário Jacu-Pêssego, em Mauá.

Segundo a auxiliar de serviços gerais Cristiane Barbosa, 41 anos, após a manifestação de maio foi feito o pagamento de apenas um mês e, há três meses, os repasses estão suspensos. “A gente liga lá (na Dersa) e nunca tem uma previsão de pagamento”, protestou. A doméstica Adriana dos Santos, 39, reclamou, além do atraso, do valor defasado e que precisa ser complementado com a renda da família. “Dão R$ 450. Onde a gente aluga uma casa com isso?”, questionou.

Em nota, a Dersa informou que mantém tratativas com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) para regularizar a situação “dentro do menor prazo possível”. Já a CDHU destacou que convênio firmado com a Dersa para atendimento habitacional definitivo para as famílias está em fase de ajustes administrativos.

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