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Web explorada pelos jovens

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Dados nacionais mostram hábitos de crianças e adolescentes sobre a internet


Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

13/10/2019 | 07:00


É natural que os jovens sejam mais próximos do universo cibernético do que os adultos. As mentes ágeis já estão acostumadas com sites, aplicativos e multiplataformas, sendo que parte dessa camada da população cresceu – e cresce – com a internet à sua disposição de maneira fácil e acessível. Informações sobre esse relacionamento entre jovens usuários brasileiros e a web são reunidas pela pesquisa TIC Kids Online Brasil, realizada desde 2012.

Na edição mais recente, divulgada em setembro pelo CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), por meio do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação) e do NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), os dados apontam que 24,3 milhões de crianças e adolescentes, com idade entre 9 e 17 anos, utilizam o serviço tecnológico. As entrevistas foram feitas entre outubro de 2018 e março deste ano com 2.964 pessoas, sendo que são usuários de internet quem fez uso da rede, de alguma forma, ao menos uma vez nos últimos três meses. O número registrado corresponde a cerca de 86% do total de jovens dessa faixa etária em todo o País.

“A pesquisa tem mostrado que, quanto mais se usa a internet, mais se tem relevantes oportunidades educacionais, sociais e comunicacionais. Mas, com todas essas qualidades, há os riscos que devem ser lidados”, afirma Fábio Senne, coordenador de pesquisas do Cetic.br. Entre os perigos da navegação estão contatos com desconhecidos, o que inclui enviar dados pessoais ou fotos ou vídeos, em site de jogos e mensagens instantâneas, por exemplo.

Para entrar na web, o dispositivo mais utilizado é o celular (93%), seguido de computador (44%), televisão (32%) e videogames (15%). Detalhe que, quanto mais humilde é a camada social, maior o número de quem realiza o acesso exclusivamente por smartphones.

Oito em cada dez jovens gostam de assistir algum tipo de conteúdo, casos de séries, filmes, programas ou vídeos diversos, com o hábito de ouvir música atingindo 82% do grupo-alvo. Cerca de 74% dos participantes utilizam a navegação como base de fonte de informações para trabalhos escolares.

Um dos pontos em discussão é o relacionamento com as populares redes sociais. No levantamento, 82% dos entrevistados admitem ter contas pessoais. Endereços como Facebook e Instagram são abertos somente para maiores de 13 anos. A pesquisa revela, por exemplo, que 70% dos usuários de 11 a 12 anos têm perfis nesse tipo de plataformas, contra 97% de quem tem entre 15 e 17 anos.

A exploração on-line faz parte da vida de crianças e adolescentes, todos com a mente aberta por novos caminhos digitais. 



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13/10/2019 | 07:00


É natural que os jovens sejam mais próximos do universo cibernético do que os adultos. As mentes ágeis já estão acostumadas com sites, aplicativos e multiplataformas, sendo que parte dessa camada da população cresceu – e cresce – com a internet à sua disposição de maneira fácil e acessível. Informações sobre esse relacionamento entre jovens usuários brasileiros e a web são reunidas pela pesquisa TIC Kids Online Brasil, realizada desde 2012.

Na edição mais recente, divulgada em setembro pelo CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), por meio do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação) e do NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), os dados apontam que 24,3 milhões de crianças e adolescentes, com idade entre 9 e 17 anos, utilizam o serviço tecnológico. As entrevistas foram feitas entre outubro de 2018 e março deste ano com 2.964 pessoas, sendo que são usuários de internet quem fez uso da rede, de alguma forma, ao menos uma vez nos últimos três meses. O número registrado corresponde a cerca de 86% do total de jovens dessa faixa etária em todo o País.

“A pesquisa tem mostrado que, quanto mais se usa a internet, mais se tem relevantes oportunidades educacionais, sociais e comunicacionais. Mas, com todas essas qualidades, há os riscos que devem ser lidados”, afirma Fábio Senne, coordenador de pesquisas do Cetic.br. Entre os perigos da navegação estão contatos com desconhecidos, o que inclui enviar dados pessoais ou fotos ou vídeos, em site de jogos e mensagens instantâneas, por exemplo.

Para entrar na web, o dispositivo mais utilizado é o celular (93%), seguido de computador (44%), televisão (32%) e videogames (15%). Detalhe que, quanto mais humilde é a camada social, maior o número de quem realiza o acesso exclusivamente por smartphones.

Oito em cada dez jovens gostam de assistir algum tipo de conteúdo, casos de séries, filmes, programas ou vídeos diversos, com o hábito de ouvir música atingindo 82% do grupo-alvo. Cerca de 74% dos participantes utilizam a navegação como base de fonte de informações para trabalhos escolares.

Um dos pontos em discussão é o relacionamento com as populares redes sociais. No levantamento, 82% dos entrevistados admitem ter contas pessoais. Endereços como Facebook e Instagram são abertos somente para maiores de 13 anos. A pesquisa revela, por exemplo, que 70% dos usuários de 11 a 12 anos têm perfis nesse tipo de plataformas, contra 97% de quem tem entre 15 e 17 anos.

A exploração on-line faz parte da vida de crianças e adolescentes, todos com a mente aberta por novos caminhos digitais. 

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