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Comércios de materiais de construção retomam vendas

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com liberação do FGTS, segmento deve fechar ano com até 10% de aumento em relação a 2018


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

11/10/2019 | 07:23


Com a retomada da confiança do consumidor, ainda que em ritmo lento, alguns setores da economia começam a sentir impactos positivos. A construção civil vem retomando o número de lançamentos e, principalmente, as reformas em residências estão voltando a acontecer, o que reflete nas lojas de materiais de construção, que projetam aumento de até 10% nas vendas neste ano, em comparação com 2018.

O otimismo também é impulsionado pela liberação dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). De acordo com o sócio-diretor da Casa Rossi – loja de materiais de construção que possui quatro unidades no Grande ABC, sendo uma recém-inaugurada na Vila Luzita, em Santo André –, Marcos Rossi, seu maior público é o consumidor que faz pequenas ou grandes reformas em casa.

“O nosso maior perfil de consumidor é aquele que precisa pintar algum cômodo em casa ou fazer uma reforma. Trabalhamos muito com piso, azulejo e tintas. Parece que devagar está melhorando, e nós temos muita fé no dinheiro do FGTS para impulsionar as vendas ainda neste ano”, disse.

Segundo ele, a expectativa é que 2019 feche com crescimento de 8% a 10% em relação ao ano passado. Mesmo que a retomada ainda não esteja consolidada, a melhora é visível em relação aos anos anteriores. “Nos últimos anos, tivemos problemas políticos que acabaram impactando na economia. Agora, o consumidor está voltando a se sentir confiante, mas está mais esperto e pagando mais à vista”, avaliou Rossi.

De acordo com dados da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), em setembro as vendas cresceram 2% em relação a agosto e o crescimento nos últimos 12 meses chega a 4,5%. “Tem sido um ano com demonstrações positivas, ainda que tímidas”, afirmou o presidente da entidade Cláudio Conz.

A expectativa é que o setor feche o ano com crescimento de 5% e, “para isso, precisamos de 6% de alta, em média, neste três últimos meses. Para o próximo ano esperamos crescer 9,5%”, disse Conz.

Apesar de citar a construção civil como fundamental para o desenvolvimento do País, o presidente da Anamaco afirmou que 80% das vendas das lojas são para reformas e, 20%, para obras novas, o que demonstra a importância desse tipo de consumidor, que não necessariamente adquiriu imóvel novo, mas está reformando ou construindo. “O varejo de material de construção se beneficia com o mercado aquecido. As reformas são feitas o ano todo. Imóveis precisam de manutenção, independentemente se são novos ou velhos”, relatou. “O consumidor está mais confiante, o empresariado também. A retomada econômica já é uma realidade para o nosso setor.”

A autônoma Gabriela Galdino Viana, 22 anos, moradora de Diadema, que trabalha atualmente cuidando da casa de uma família, resolveu sair do aluguel no ano passado. Ela e o marido, que é auxiliar de produção, começaram a construir uma casa ao lado da do sogro. “Analisamos que o valor que pagávamos com o aluguel (cerca de R$ 480 por mês) não ia voltar para nós. Começamos a juntar dinheiro e entramos nessa empreitada para construir a nossa casa”, relatou ela.

A obra, que contempla uma casa com quarto, sala, cozinha, lavanderia e banheiro, teve início em novembro de 2018 e deve terminar até o fim deste ano. “Vamos muito nas lojas de construção. Nem que seja para comprar um pincel, praticamente toda a semana precisamos de algo.”

Os recursos que ela receberá do FGTS no início do ano que vem também deve ser aplicado na obra. “Todo dinheiro que entrar vai para a casa. E mesmo que já tenha terminado, sempre tem retoques finais”, disse. 



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Comércios de materiais de construção retomam vendas

Com liberação do FGTS, segmento deve fechar ano com até 10% de aumento em relação a 2018

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

11/10/2019 | 07:23


Com a retomada da confiança do consumidor, ainda que em ritmo lento, alguns setores da economia começam a sentir impactos positivos. A construção civil vem retomando o número de lançamentos e, principalmente, as reformas em residências estão voltando a acontecer, o que reflete nas lojas de materiais de construção, que projetam aumento de até 10% nas vendas neste ano, em comparação com 2018.

O otimismo também é impulsionado pela liberação dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). De acordo com o sócio-diretor da Casa Rossi – loja de materiais de construção que possui quatro unidades no Grande ABC, sendo uma recém-inaugurada na Vila Luzita, em Santo André –, Marcos Rossi, seu maior público é o consumidor que faz pequenas ou grandes reformas em casa.

“O nosso maior perfil de consumidor é aquele que precisa pintar algum cômodo em casa ou fazer uma reforma. Trabalhamos muito com piso, azulejo e tintas. Parece que devagar está melhorando, e nós temos muita fé no dinheiro do FGTS para impulsionar as vendas ainda neste ano”, disse.

Segundo ele, a expectativa é que 2019 feche com crescimento de 8% a 10% em relação ao ano passado. Mesmo que a retomada ainda não esteja consolidada, a melhora é visível em relação aos anos anteriores. “Nos últimos anos, tivemos problemas políticos que acabaram impactando na economia. Agora, o consumidor está voltando a se sentir confiante, mas está mais esperto e pagando mais à vista”, avaliou Rossi.

De acordo com dados da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), em setembro as vendas cresceram 2% em relação a agosto e o crescimento nos últimos 12 meses chega a 4,5%. “Tem sido um ano com demonstrações positivas, ainda que tímidas”, afirmou o presidente da entidade Cláudio Conz.

A expectativa é que o setor feche o ano com crescimento de 5% e, “para isso, precisamos de 6% de alta, em média, neste três últimos meses. Para o próximo ano esperamos crescer 9,5%”, disse Conz.

Apesar de citar a construção civil como fundamental para o desenvolvimento do País, o presidente da Anamaco afirmou que 80% das vendas das lojas são para reformas e, 20%, para obras novas, o que demonstra a importância desse tipo de consumidor, que não necessariamente adquiriu imóvel novo, mas está reformando ou construindo. “O varejo de material de construção se beneficia com o mercado aquecido. As reformas são feitas o ano todo. Imóveis precisam de manutenção, independentemente se são novos ou velhos”, relatou. “O consumidor está mais confiante, o empresariado também. A retomada econômica já é uma realidade para o nosso setor.”

A autônoma Gabriela Galdino Viana, 22 anos, moradora de Diadema, que trabalha atualmente cuidando da casa de uma família, resolveu sair do aluguel no ano passado. Ela e o marido, que é auxiliar de produção, começaram a construir uma casa ao lado da do sogro. “Analisamos que o valor que pagávamos com o aluguel (cerca de R$ 480 por mês) não ia voltar para nós. Começamos a juntar dinheiro e entramos nessa empreitada para construir a nossa casa”, relatou ela.

A obra, que contempla uma casa com quarto, sala, cozinha, lavanderia e banheiro, teve início em novembro de 2018 e deve terminar até o fim deste ano. “Vamos muito nas lojas de construção. Nem que seja para comprar um pincel, praticamente toda a semana precisamos de algo.”

Os recursos que ela receberá do FGTS no início do ano que vem também deve ser aplicado na obra. “Todo dinheiro que entrar vai para a casa. E mesmo que já tenha terminado, sempre tem retoques finais”, disse. 

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