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Nada a celebrar


Do Diário do Grande ABC

10/10/2019 | 09:39


Em movimento raríssimo no País que, em passado nem tão remoto, era conhecido pela hiperinflação, os preços registraram queda no Brasil no mês de setembro. De acordo com o governo, no mês passado houve redução de 0,04% no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Não há, todavia, motivo para comemoração. Pelo contrário. A deflação, segundo especialistas ouvidos pelo Diário, decorre do pessimismo dos cidadãos brasileiros com o futuro do País. Com dúvidas em relação ao que pode ocorrer com a economia, adiam planos e freiam o consumo.

Coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, o professor Ricardo Balistiero foi preciso na análise do cenário. Como há mais dúvidas que certezas no horizonte econômico nacional, mesmo quem está empregado pensa duas vezes antes de tomar decisão de consumo. Esse comportamento causa o fenômeno da deflação, caracterizada pela queda no conjunto de preços do País. Há saída, mas ela está condicionada à recuperação da confiança dos cidadãos no governo de turno.

O grande problema é que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) parece ainda não ter compreendido a importância da economia no sucesso de seu governo. Com comportamento de palanque, contraproducente após o fechamento das urnas, o chefe da Nação, que é incapaz de abandonar a belicosidade com que conduziu a campanha eleitoral, contribui para a manutenção do clima de incerteza que abala a credibilidade no País.

A conclusão da reforma da Previdência, para que na sequência se ataquem os empecilhos tributários que atravancam o desenvolvimento do Brasil, passou a ser o grande fiador do governo federal. O futuro da Nação reside no desenvolvimento econômico e não no aumento da coleção de bravatas distribuídas pelas redes sociais. Dizer somente que os preços caíram não esgota a verdade dos fatos. Afinal, de que adianta os produtos baixarem de valor nas prateleiras dos supermercados se os consumidores não têm o mínimo na carteira para comprá-los?



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Do Diário do Grande ABC

10/10/2019 | 09:39


Em movimento raríssimo no País que, em passado nem tão remoto, era conhecido pela hiperinflação, os preços registraram queda no Brasil no mês de setembro. De acordo com o governo, no mês passado houve redução de 0,04% no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Não há, todavia, motivo para comemoração. Pelo contrário. A deflação, segundo especialistas ouvidos pelo Diário, decorre do pessimismo dos cidadãos brasileiros com o futuro do País. Com dúvidas em relação ao que pode ocorrer com a economia, adiam planos e freiam o consumo.

Coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, o professor Ricardo Balistiero foi preciso na análise do cenário. Como há mais dúvidas que certezas no horizonte econômico nacional, mesmo quem está empregado pensa duas vezes antes de tomar decisão de consumo. Esse comportamento causa o fenômeno da deflação, caracterizada pela queda no conjunto de preços do País. Há saída, mas ela está condicionada à recuperação da confiança dos cidadãos no governo de turno.

O grande problema é que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) parece ainda não ter compreendido a importância da economia no sucesso de seu governo. Com comportamento de palanque, contraproducente após o fechamento das urnas, o chefe da Nação, que é incapaz de abandonar a belicosidade com que conduziu a campanha eleitoral, contribui para a manutenção do clima de incerteza que abala a credibilidade no País.

A conclusão da reforma da Previdência, para que na sequência se ataquem os empecilhos tributários que atravancam o desenvolvimento do Brasil, passou a ser o grande fiador do governo federal. O futuro da Nação reside no desenvolvimento econômico e não no aumento da coleção de bravatas distribuídas pelas redes sociais. Dizer somente que os preços caíram não esgota a verdade dos fatos. Afinal, de que adianta os produtos baixarem de valor nas prateleiras dos supermercados se os consumidores não têm o mínimo na carteira para comprá-los?

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