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‘Falta política para pessoas desaparecidas’, diz Luiz Fernando

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Autor de frente sobre o assunto, deputado cobra sistema integrado para facilitar buscas


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/10/2019 | 07:00


O deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT), com base eleitoral em São Bernardo e autor da Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas Desaparecidas no Estado, reclamou da falta de políticas públicas efetivas na solução dos casos.

Ele lança oficialmente hoje, a partir das 14h, o bloco, com objetivo de discutir ações que podem ser adotadas para aumentar o número de resolutividade de episódios, seja encontrando os indivíduos desaparecidos ou esclarecendo casos com morte.

Ele citou, por exemplo, a inexistência de banco de dados integrado, algo que poderia auxiliar na comunicação de relatos. “Muitas vezes a pessoa desaparecida foi presa, seja em São Paulo ou em outro Estado. Sua família registrou o BO (Boletim de Ocorrência) por sua procura. Mas o sistema da Secretaria de Assistência Penitenciária não conversa com o da Secretaria de Segurança Pública. É algo inconcebível”, contestou. “Não existe trabalho mais consistente no Estado nem no Brasil sobre a busca dessas pessoas.”

O petista comentou que, no Estado, média de 60 pessoas desaparecem diariamente e que, na Capital, esse número é de 20 desaparecidos diariamente. O índice de resolução dos casos, segundo ele, é ínfimo.

A atuação começou antes mesmo da implantação formal da frente. Luiz Fernando comentou que esteve com o secretário paulista de Segurança Pública, coronel João Camilo Pires de Campos, e que foi à DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), na Capital, onde está situado o setor de procura de desaparecidos. “Também estivemos na Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado), já que os softwares do governo são feitos lá. Conversamos sobre a importância de interligar esses sistemas”, disse.

“Esse assunto sempre foi tratado como questão de direitos humanos, assim ninguém dava importância devida. Entendemos que não é problema só de direitos humanos, mas de segurança pública. Obviamente que envolve o debate sobre direitos humanos. Mas é segurança pública. Esse menino pode ter sido raptado, morto, ter entrado na rota do tráfico de órgãos, de prostituição, ter sido sequestrado, estar trabalhando de maneira escrava.” 



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‘Falta política para pessoas desaparecidas’, diz Luiz Fernando

Autor de frente sobre o assunto, deputado cobra sistema integrado para facilitar buscas

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/10/2019 | 07:00


O deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT), com base eleitoral em São Bernardo e autor da Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas Desaparecidas no Estado, reclamou da falta de políticas públicas efetivas na solução dos casos.

Ele lança oficialmente hoje, a partir das 14h, o bloco, com objetivo de discutir ações que podem ser adotadas para aumentar o número de resolutividade de episódios, seja encontrando os indivíduos desaparecidos ou esclarecendo casos com morte.

Ele citou, por exemplo, a inexistência de banco de dados integrado, algo que poderia auxiliar na comunicação de relatos. “Muitas vezes a pessoa desaparecida foi presa, seja em São Paulo ou em outro Estado. Sua família registrou o BO (Boletim de Ocorrência) por sua procura. Mas o sistema da Secretaria de Assistência Penitenciária não conversa com o da Secretaria de Segurança Pública. É algo inconcebível”, contestou. “Não existe trabalho mais consistente no Estado nem no Brasil sobre a busca dessas pessoas.”

O petista comentou que, no Estado, média de 60 pessoas desaparecem diariamente e que, na Capital, esse número é de 20 desaparecidos diariamente. O índice de resolução dos casos, segundo ele, é ínfimo.

A atuação começou antes mesmo da implantação formal da frente. Luiz Fernando comentou que esteve com o secretário paulista de Segurança Pública, coronel João Camilo Pires de Campos, e que foi à DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), na Capital, onde está situado o setor de procura de desaparecidos. “Também estivemos na Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado), já que os softwares do governo são feitos lá. Conversamos sobre a importância de interligar esses sistemas”, disse.

“Esse assunto sempre foi tratado como questão de direitos humanos, assim ninguém dava importância devida. Entendemos que não é problema só de direitos humanos, mas de segurança pública. Obviamente que envolve o debate sobre direitos humanos. Mas é segurança pública. Esse menino pode ter sido raptado, morto, ter entrado na rota do tráfico de órgãos, de prostituição, ter sido sequestrado, estar trabalhando de maneira escrava.” 

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