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Sobram fogos; falta pulso


Do Diário do Grande abc

09/10/2019 | 10:28


Pela primeira vez desde que este Diário revelou com absoluta exclusividade, em 29 de janeiro de 2018, que a Suzantur opera em Mauá com menos ônibus que o exigido em contrato, representante da empresa finalmente reconheceu o óbvio: a veracidade da informação. Ontem, na solenidade que marcou a entrega de 53 coletivos que irão substituir os que estão além da idade máxima permitida, o executivo Robson de Jesus Francisco, responsável pela gerência operacional da concessionária, reconheceu o deficit de veículos. Ao lado dele, o prefeito Atila Jacomussi (PSB) ignorou a confissão.


O comportamento do chefe do Executivo na primeira cerimônia pública após retornar ao cargo pela quarta vez – ele foi preso duas vezes e sofreu processo de impeachment, revertido na Justiça, por ser alvo de duas operações da Polícia Federal que investigam desvio de dinheiro público – chamou a atenção. Além de fazer ouvidos de mercador à revelação do representante da Suzantur, Atila ironizou os vereadores de oposição que defendem a instauração de CPI para apurar a atuação da concessionária no município e ainda patrocinou queima de fogos para ‘celebrar’ a entrega dos ônibus.


Compreende-se o esforço do prefeito em querer impulsionar seu governo nos meses que lhe restam de mandato. É legítimo ao chefe do Executivo promover festa quando concessionária tão criticada pelos usuários pela falta de qualidade no serviço prestado entrega 53 novos ônibus. Faz parte do jogo e da política. O que não se entende é a falta de pulso de Atila ante confirmação tão grave feita pelo representante da Suzantur.


Robson de Jesus Francisco argumentou que está discutindo na Justiça a exigência do número mínimo de ônibus necessários para atender à demanda em Mauá, como se o simples fato de questionar juridicamente um contrato desobrigasse o litigante de cumpri-lo! Falácia! O descumprimento de cláusula tão importante deveria fazer com que o prefeito cobrasse imediatamente da empresa a recomposição da frota. Mas Atila Jacomussi, como se viu, preferiu soltar rojões. 



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Sobram fogos; falta pulso

Do Diário do Grande abc

09/10/2019 | 10:28


Pela primeira vez desde que este Diário revelou com absoluta exclusividade, em 29 de janeiro de 2018, que a Suzantur opera em Mauá com menos ônibus que o exigido em contrato, representante da empresa finalmente reconheceu o óbvio: a veracidade da informação. Ontem, na solenidade que marcou a entrega de 53 coletivos que irão substituir os que estão além da idade máxima permitida, o executivo Robson de Jesus Francisco, responsável pela gerência operacional da concessionária, reconheceu o deficit de veículos. Ao lado dele, o prefeito Atila Jacomussi (PSB) ignorou a confissão.


O comportamento do chefe do Executivo na primeira cerimônia pública após retornar ao cargo pela quarta vez – ele foi preso duas vezes e sofreu processo de impeachment, revertido na Justiça, por ser alvo de duas operações da Polícia Federal que investigam desvio de dinheiro público – chamou a atenção. Além de fazer ouvidos de mercador à revelação do representante da Suzantur, Atila ironizou os vereadores de oposição que defendem a instauração de CPI para apurar a atuação da concessionária no município e ainda patrocinou queima de fogos para ‘celebrar’ a entrega dos ônibus.


Compreende-se o esforço do prefeito em querer impulsionar seu governo nos meses que lhe restam de mandato. É legítimo ao chefe do Executivo promover festa quando concessionária tão criticada pelos usuários pela falta de qualidade no serviço prestado entrega 53 novos ônibus. Faz parte do jogo e da política. O que não se entende é a falta de pulso de Atila ante confirmação tão grave feita pelo representante da Suzantur.


Robson de Jesus Francisco argumentou que está discutindo na Justiça a exigência do número mínimo de ônibus necessários para atender à demanda em Mauá, como se o simples fato de questionar juridicamente um contrato desobrigasse o litigante de cumpri-lo! Falácia! O descumprimento de cláusula tão importante deveria fazer com que o prefeito cobrasse imediatamente da empresa a recomposição da frota. Mas Atila Jacomussi, como se viu, preferiu soltar rojões. 

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