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Nova recessão mundial?


Simpi

09/10/2019 | 07:21


Desde o ano passado, a chamada ‘guerra comercial’ entre os Estados Unidos e a China vem trazendo instabilidade e grandes prejuízos às duas maiores potências econômicas do mundo. Segundo o professor do Insper e especialista em economia internacional Roberto Dumas Damas, essa tensão já deixou de ser uma mera disputa comercial, evoluindo para o patamar de crise geopolítica, por envolver desde casos de manipulações cambiais até acusações de espionagem e roubo de propriedade intelectual. “Foi o que aconteceu recentemente, no caso da Huawei, quando Donald Trump decidiu impedir que empresas norte-americanas negociem com essa gigante chinesa, justamente a maior fornecedora de equipamentos para redes e telecomunicações do planeta, alegando questões de segurança nacional”, afirma ele.

Em entrevista ao programa de TV do Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo) A Hora e a Vez da Pequena Empresa, Dumas Damas demonstrou nítida preocupação com o prolongamento dessa crise, cujas consequências poderão ser muito mais sérias. “Desde 2018, quando começou o acirramento das animosidades entre as duas superpotências, foram encaminhadas diversas tentativas de negociação e acordo, que geraram tréguas que sempre acabaram em rompimentos, com anúncios e ameaças de novas retaliações, frustrando todas as expectativas de uma solução no curto prazo. O maior problema é que, enquanto a China quer um acordo de igual para igual, Donald Trump não abre mão de reverter seu deficit comercial nessa balança. Então, vai ser difícil que eles consigam entrar num acordo”, diz o professor, esclarecendo que, de todo modo, essa queda de braço já está impactando sensivelmente todo o comércio internacional. “Trata-se da colisão entre duas enormes placas tectônicas, um embate feroz entre dois rinocerontes, cujos efeitos atingiram em cheio a economia alemã que, praticamente, já se encontra em recessão técnica, assim como está toda a zona do Euro, situação essa que foi agravada ainda mais pela pendência do Brexit”, explica ele. “Também, como a China compra muito da Coreia, Taiwan e do Japão, a desaceleração do crescimento chinês também irá afetar negativamente toda a economia asiática, freando o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) mundial. Assim, o mundo inteiro está caminhando rumo a uma tempestade perfeita, num efeito cascata que poderá levar a uma nova recessão mundial”, argumenta o especialista. “Como não há promessas, tampouco perspectivas consistentes do encerramento dessa disputa, a queda da atividade econômica global já está acontecendo, e isso só tende a piorar”, conclui ele.

Carteira de trabalho digital

Prevista na Lei 13.874/2019 (Liberdade Econômica), a CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social) em meio eletrônico foi regulamentada pelo governo federal, através de portaria da SEPRT (Secretaria Especial de Previdência e Trabalho) número 1.065/2019, e publicada no DOU (Diário Oficial da União) em 24 de setembro de 2019. Segundo um dos especialistas jurídicos do Simpi, Piraci Oliveira, essa nova ferramenta digital é extensão da CTPS impressa que, além de agilizar a solicitação desse documento, visa modernizar o acesso às informações da vida laboral do trabalhador, através da integração de diversos bancos de dados do governo federal. “Um documento físico a menos! De modo resumido, é equivalente à CTPS física; não se equipara ou substitui outros documentos, como o RG ou CPF; e será previamente emitida a todos os inscritos no CPF, sendo necessária sua habilitação”, diz o advogado, esclarecendo ainda que o acesso, pelo cidadão, deverá ser realizado por meio de aplicativo específico, a Carteira de Trabalho Digital, que já está disponível nas versões iOS, Android e web. 



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Nova recessão mundial?

Simpi

09/10/2019 | 07:21


Desde o ano passado, a chamada ‘guerra comercial’ entre os Estados Unidos e a China vem trazendo instabilidade e grandes prejuízos às duas maiores potências econômicas do mundo. Segundo o professor do Insper e especialista em economia internacional Roberto Dumas Damas, essa tensão já deixou de ser uma mera disputa comercial, evoluindo para o patamar de crise geopolítica, por envolver desde casos de manipulações cambiais até acusações de espionagem e roubo de propriedade intelectual. “Foi o que aconteceu recentemente, no caso da Huawei, quando Donald Trump decidiu impedir que empresas norte-americanas negociem com essa gigante chinesa, justamente a maior fornecedora de equipamentos para redes e telecomunicações do planeta, alegando questões de segurança nacional”, afirma ele.

Em entrevista ao programa de TV do Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo) A Hora e a Vez da Pequena Empresa, Dumas Damas demonstrou nítida preocupação com o prolongamento dessa crise, cujas consequências poderão ser muito mais sérias. “Desde 2018, quando começou o acirramento das animosidades entre as duas superpotências, foram encaminhadas diversas tentativas de negociação e acordo, que geraram tréguas que sempre acabaram em rompimentos, com anúncios e ameaças de novas retaliações, frustrando todas as expectativas de uma solução no curto prazo. O maior problema é que, enquanto a China quer um acordo de igual para igual, Donald Trump não abre mão de reverter seu deficit comercial nessa balança. Então, vai ser difícil que eles consigam entrar num acordo”, diz o professor, esclarecendo que, de todo modo, essa queda de braço já está impactando sensivelmente todo o comércio internacional. “Trata-se da colisão entre duas enormes placas tectônicas, um embate feroz entre dois rinocerontes, cujos efeitos atingiram em cheio a economia alemã que, praticamente, já se encontra em recessão técnica, assim como está toda a zona do Euro, situação essa que foi agravada ainda mais pela pendência do Brexit”, explica ele. “Também, como a China compra muito da Coreia, Taiwan e do Japão, a desaceleração do crescimento chinês também irá afetar negativamente toda a economia asiática, freando o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) mundial. Assim, o mundo inteiro está caminhando rumo a uma tempestade perfeita, num efeito cascata que poderá levar a uma nova recessão mundial”, argumenta o especialista. “Como não há promessas, tampouco perspectivas consistentes do encerramento dessa disputa, a queda da atividade econômica global já está acontecendo, e isso só tende a piorar”, conclui ele.

Carteira de trabalho digital

Prevista na Lei 13.874/2019 (Liberdade Econômica), a CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social) em meio eletrônico foi regulamentada pelo governo federal, através de portaria da SEPRT (Secretaria Especial de Previdência e Trabalho) número 1.065/2019, e publicada no DOU (Diário Oficial da União) em 24 de setembro de 2019. Segundo um dos especialistas jurídicos do Simpi, Piraci Oliveira, essa nova ferramenta digital é extensão da CTPS impressa que, além de agilizar a solicitação desse documento, visa modernizar o acesso às informações da vida laboral do trabalhador, através da integração de diversos bancos de dados do governo federal. “Um documento físico a menos! De modo resumido, é equivalente à CTPS física; não se equipara ou substitui outros documentos, como o RG ou CPF; e será previamente emitida a todos os inscritos no CPF, sendo necessária sua habilitação”, diz o advogado, esclarecendo ainda que o acesso, pelo cidadão, deverá ser realizado por meio de aplicativo específico, a Carteira de Trabalho Digital, que já está disponível nas versões iOS, Android e web. 

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