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Suzantur admite operar em Mauá com ônibus a menos

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Representante da concessionária diz que firma põe na rua 223, enquanto edital exige 248


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

09/10/2019 | 07:00


A Suzantur admitiu ontem que opera em Mauá com total de ônibus menor que o exigido em contrato. Diretor da concessionária, Robson de Jesus Francisco afirmou ao Diário que a firma põe na rua 223 veículos, enquanto que o acordo de concessão estabelece a necessidade de 248.

A declaração foi feita durante ato em que o prefeito Atila Jacomussi (PSB), ao lado do representante da Suzantur, entregou 53 novos ônibus para substituir parte da frota. Questionado sobre os motivos do deficit, o diretor da empresa não soube ou não quis explicar. “Essa é uma questão que está sendo tratada juridicamente. Vim aqui porque minha parte é a gerência operacional, vim só para a apresentação dos coletivos”, alegou.

A apresentação dos ônibus ocorreu no estacionamento do Paço, ontem à tarde, com os veículos enfileirados. A cerimônia, primeira de Atila após retornar ao cargo com a anulação do impeachment, foi preparada como festa, com direito a queima de fogos e transmissão ao vivo nas redes sociais. Durante o discurso, Atila chegou a alfinetar a Câmara, que tem questionado o descumprimento do contrato por parte da Suzantur e que chegou a propor CPI para investigar a atuação da concessionária – foi barrada, mas a oposição busca reverter na Justiça. “Fiz questão de que todos os ônibus ficassem enfileirados para que os vereadores contassem um a um”, disparou o socialista. O ato, realizado concomitantemente à sessão no Legislativo, foi acompanhado por apenas seis vereadores.

Confrontado, Atila contemporizou as irregularidades da Suzantur e negou que haja deficit de veículos, tema que já é alvo de inquérito no Ministério Público desde 2018. “São 223 rodando e 248 ônibus (contando) com a carga reserva. Temos toda a carga na rua, todos os ônibus circulando no horário de pico e alternativos.”

Ao contrário do que o próprio prefeito informou, o diretor da Suzantur disse aos jornalistas que a empresa conta com 223 veículos em operação, mais 10% desse total, ou seja, mais 22 coletivos, destinados à frota reserva. Ainda assim, o total (245) é abaixo do exigido no capítulo 7º, item 28 do edital de concorrência em que a Suzantur sagrou-se vencedora, em 2014, e abocanhou a concessão do transporte público de Mauá pelo período de dez anos, pelo valor de R$ 6,2 milhões.

DIREITO DE MINORIA
Na noite de segunda-feira, os oposicionistas Adelto Cachorrão (Avante) e Fernando Rubinelli (PDT) ingressaram na Justiça de Mauá com mandado de segurança, com pedido de liminar, para vingar a instauração da CPI para investigar a atuação da Suzantur. A ação é escorada no artigo 58º da Constituição Federal, que estabelece a instalação da comissão diante de requerimento de um terço dos parlamentares. O caso está nas mãos da juíza Maria Eugenia Pires Zampol, da 1ª Vara Cível.  



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Suzantur admite operar em Mauá com ônibus a menos

Representante da concessionária diz que firma põe na rua 223, enquanto edital exige 248

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

09/10/2019 | 07:00


A Suzantur admitiu ontem que opera em Mauá com total de ônibus menor que o exigido em contrato. Diretor da concessionária, Robson de Jesus Francisco afirmou ao Diário que a firma põe na rua 223 veículos, enquanto que o acordo de concessão estabelece a necessidade de 248.

A declaração foi feita durante ato em que o prefeito Atila Jacomussi (PSB), ao lado do representante da Suzantur, entregou 53 novos ônibus para substituir parte da frota. Questionado sobre os motivos do deficit, o diretor da empresa não soube ou não quis explicar. “Essa é uma questão que está sendo tratada juridicamente. Vim aqui porque minha parte é a gerência operacional, vim só para a apresentação dos coletivos”, alegou.

A apresentação dos ônibus ocorreu no estacionamento do Paço, ontem à tarde, com os veículos enfileirados. A cerimônia, primeira de Atila após retornar ao cargo com a anulação do impeachment, foi preparada como festa, com direito a queima de fogos e transmissão ao vivo nas redes sociais. Durante o discurso, Atila chegou a alfinetar a Câmara, que tem questionado o descumprimento do contrato por parte da Suzantur e que chegou a propor CPI para investigar a atuação da concessionária – foi barrada, mas a oposição busca reverter na Justiça. “Fiz questão de que todos os ônibus ficassem enfileirados para que os vereadores contassem um a um”, disparou o socialista. O ato, realizado concomitantemente à sessão no Legislativo, foi acompanhado por apenas seis vereadores.

Confrontado, Atila contemporizou as irregularidades da Suzantur e negou que haja deficit de veículos, tema que já é alvo de inquérito no Ministério Público desde 2018. “São 223 rodando e 248 ônibus (contando) com a carga reserva. Temos toda a carga na rua, todos os ônibus circulando no horário de pico e alternativos.”

Ao contrário do que o próprio prefeito informou, o diretor da Suzantur disse aos jornalistas que a empresa conta com 223 veículos em operação, mais 10% desse total, ou seja, mais 22 coletivos, destinados à frota reserva. Ainda assim, o total (245) é abaixo do exigido no capítulo 7º, item 28 do edital de concorrência em que a Suzantur sagrou-se vencedora, em 2014, e abocanhou a concessão do transporte público de Mauá pelo período de dez anos, pelo valor de R$ 6,2 milhões.

DIREITO DE MINORIA
Na noite de segunda-feira, os oposicionistas Adelto Cachorrão (Avante) e Fernando Rubinelli (PDT) ingressaram na Justiça de Mauá com mandado de segurança, com pedido de liminar, para vingar a instauração da CPI para investigar a atuação da Suzantur. A ação é escorada no artigo 58º da Constituição Federal, que estabelece a instalação da comissão diante de requerimento de um terço dos parlamentares. O caso está nas mãos da juíza Maria Eugenia Pires Zampol, da 1ª Vara Cível.  

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