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Acessibilidade melhora vida de alunos em escola pública

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

EE Inah de Mello, de Sto.André, foi contemplada com sinalização e piso específico; unidade tem 16 estudantes deficientes visuais


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

09/10/2019 | 07:00


 “Sempre que chegava na escola, precisava esperar alguém me acompanhar até a sala de aula. Agora, consigo andar pelos corredores sem precisar de ajuda.” O relato de Matheus Pereira, 13 anos, aluno do 7° ano do ensino fundamental refere-se ao fato de a unidade de ensino onde estuda, a EE Professora Inah de Mello, no Parque das Nações, em Santo André, ter recebido intervenções de acessibilidade, como superfície tátil e placas com descrições em Braile.

As melhorias, que visam tornar a escola acessível e dar aos estudantes a autonomia necessária para garantir o processo de aprendizagem, foram viabilizadas pelo projeto Mount Sua Escola, idealizado por grupo de amigos com a parceria da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e UFABC (Universidade Federal do ABC). A ação conta com a participação de designers, arquitetos e professores que, há três anos, desenvolvem a parceria.

Sem a necessidade de obras complexas, a unidade de ensino – que tem 16 alunos com deficiência visual – ganhou, além dos 130 metros lineares de piso com grama sintética acessíveis, dois tótens táteis para sinalização de toda escola, oito bancos para lazer que se transformam em mesa, jogos lúdicos já adaptados aos deficientes visuais e setorização com sinalizações nos pilares da escola.

Matheus destaca que, por mais que já conhecesse a escola, onde estuda há dois anos, sentia falta da sinalização acessível para circular pelo local sozinho. O garoto ainda elogia a instalação de piso linear com grama sintética. “Na minha antiga escola, o piso era de borracha e descolava com facilidade, inclusive já caí depois de tropeçar. Esse é bem melhor”, destaca.

“O viés do projeto é colocar o aluno no centro de todo processo, ou seja, ele participa e define como tudo vai funcionar. Neste ano, o desafio foi ainda maior, já que essa escola é um polo de acolhimento de deficientes visuais, então projetamos tudo do jeito que seria fundamental para eles”, comenta um dos organizadores do Mount Sua Escola, o design Antônio Tokio.

O organizador da ação ressalta que os alunos da unidade que são cegos ou apresentam baixa visão não tinham autonomia para caminhar pelos corredores do colégio e precisavam de auxílio dos funcionários. “O ponto-chave da nossa atuação aqui foi buscar essa autonomia”, observa.

Um dos pontos altos do projeto foi a criação de espaço lúdico onde os deficientes têm a possibilidade de interagir com o ambiente durante o intervalo, por exemplo. “Percebemos que o ponto de encontro deles (alunos deficientes) era em uma mesa no pátio, onde esperavam pelos inspetores e resolvemos transformar essa realidade”, ressalta Tokio.

Intervenções tiveram início em 2018; comunidade opinou no projeto

Antes do início do projeto na EE Professora Inah de Mello, no bairro Parque das Nações, em Santo André, em 2018, foram distribuídos formulários aos 1.300 estudantes da unidade – sendo 720 do ensino fundamental II (6º ao 9º ano) e 600 alunos do ensino médio – para que a comunidade escolar opinasse sobre as melhorias necessárias para se ter uma escola mais feliz. Como resultado, de forma geral, os alunos destacaram que deveriam ser construídos espaços de lazer.

O diretor da EE Professora Inah de Mello, João Batista Oliveira, promete que, após o término das intervenções por parte da Mount, as medidas de gestão para uma escola mais feliz vão continuar. “O trabalho da Mount terminou. Agora começam nossas atividades educativas de passar a informação tanto aos nossos alunos deficientes quanto aos que não são em relação à conservação destes itens e entendimento de todo esse cenário.”

Para o estudante do 8° ano do ensino fundamental Ryan Christian, 14, o projeto é importante para os alunos sem deficiência entenderem que os deficientes precisam das adaptações para ter qualidade de vida. “Vamos conseguir andar com mais facilidade pelos corredores. Por mais que no intervalo fique cheio de pessoas, vamos conseguir visualizar o espaço e eles vão respeitar mais as nossas necessidades.”



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Acessibilidade melhora vida de alunos em escola pública

EE Inah de Mello, de Sto.André, foi contemplada com sinalização e piso específico; unidade tem 16 estudantes deficientes visuais

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

09/10/2019 | 07:00


 “Sempre que chegava na escola, precisava esperar alguém me acompanhar até a sala de aula. Agora, consigo andar pelos corredores sem precisar de ajuda.” O relato de Matheus Pereira, 13 anos, aluno do 7° ano do ensino fundamental refere-se ao fato de a unidade de ensino onde estuda, a EE Professora Inah de Mello, no Parque das Nações, em Santo André, ter recebido intervenções de acessibilidade, como superfície tátil e placas com descrições em Braile.

As melhorias, que visam tornar a escola acessível e dar aos estudantes a autonomia necessária para garantir o processo de aprendizagem, foram viabilizadas pelo projeto Mount Sua Escola, idealizado por grupo de amigos com a parceria da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e UFABC (Universidade Federal do ABC). A ação conta com a participação de designers, arquitetos e professores que, há três anos, desenvolvem a parceria.

Sem a necessidade de obras complexas, a unidade de ensino – que tem 16 alunos com deficiência visual – ganhou, além dos 130 metros lineares de piso com grama sintética acessíveis, dois tótens táteis para sinalização de toda escola, oito bancos para lazer que se transformam em mesa, jogos lúdicos já adaptados aos deficientes visuais e setorização com sinalizações nos pilares da escola.

Matheus destaca que, por mais que já conhecesse a escola, onde estuda há dois anos, sentia falta da sinalização acessível para circular pelo local sozinho. O garoto ainda elogia a instalação de piso linear com grama sintética. “Na minha antiga escola, o piso era de borracha e descolava com facilidade, inclusive já caí depois de tropeçar. Esse é bem melhor”, destaca.

“O viés do projeto é colocar o aluno no centro de todo processo, ou seja, ele participa e define como tudo vai funcionar. Neste ano, o desafio foi ainda maior, já que essa escola é um polo de acolhimento de deficientes visuais, então projetamos tudo do jeito que seria fundamental para eles”, comenta um dos organizadores do Mount Sua Escola, o design Antônio Tokio.

O organizador da ação ressalta que os alunos da unidade que são cegos ou apresentam baixa visão não tinham autonomia para caminhar pelos corredores do colégio e precisavam de auxílio dos funcionários. “O ponto-chave da nossa atuação aqui foi buscar essa autonomia”, observa.

Um dos pontos altos do projeto foi a criação de espaço lúdico onde os deficientes têm a possibilidade de interagir com o ambiente durante o intervalo, por exemplo. “Percebemos que o ponto de encontro deles (alunos deficientes) era em uma mesa no pátio, onde esperavam pelos inspetores e resolvemos transformar essa realidade”, ressalta Tokio.

Intervenções tiveram início em 2018; comunidade opinou no projeto

Antes do início do projeto na EE Professora Inah de Mello, no bairro Parque das Nações, em Santo André, em 2018, foram distribuídos formulários aos 1.300 estudantes da unidade – sendo 720 do ensino fundamental II (6º ao 9º ano) e 600 alunos do ensino médio – para que a comunidade escolar opinasse sobre as melhorias necessárias para se ter uma escola mais feliz. Como resultado, de forma geral, os alunos destacaram que deveriam ser construídos espaços de lazer.

O diretor da EE Professora Inah de Mello, João Batista Oliveira, promete que, após o término das intervenções por parte da Mount, as medidas de gestão para uma escola mais feliz vão continuar. “O trabalho da Mount terminou. Agora começam nossas atividades educativas de passar a informação tanto aos nossos alunos deficientes quanto aos que não são em relação à conservação destes itens e entendimento de todo esse cenário.”

Para o estudante do 8° ano do ensino fundamental Ryan Christian, 14, o projeto é importante para os alunos sem deficiência entenderem que os deficientes precisam das adaptações para ter qualidade de vida. “Vamos conseguir andar com mais facilidade pelos corredores. Por mais que no intervalo fique cheio de pessoas, vamos conseguir visualizar o espaço e eles vão respeitar mais as nossas necessidades.”

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