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Obra de cineasta de Diadema concorre em festivais internacionais

Martim Weismeier/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Filme de Marcelo Felipe Sampaio vai para Estados Unidos e Bielorrússia


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

09/10/2019 | 07:00


Reconhecimento é algo que faz cada gota de suor e dedicação em cima de um trabalho valer a pena. Ao menos é assim para o cineasta de Diadema Marcelo Felipe Sampaio. Ele teve seu filme, Eldorado-Mengele Vivo ou Morto?, produzido de forma independente, indicado para dois festivais internacionais de cinema.

Um é o Eau Claire World Film Festival, que será realizado dia 8 de novembro, em Winscosin, nos Estados Unidos. O outro em Minsk, capital da Bielorrússia, no Kinoduel International Film Festival, previsto para 22 de novembro.

Em ambos o longa do diademense concorre como melhor documentário internacional. “É uma vitória não só para mim, como para o cinema independente brasileiro. É a prova de que um filme totalmente independente pode quebrar barreiras”, afirma Sampaio.

O cineasta recorda que Eldorado-Mengele Vivo ou Morto? foi feito ‘na raça’, “pelo simples desejo de contar uma história”.

O documentário desmembra toda a pesquisa de 14 anos de Sampaio sobre um senhor, chamado Pedro – que também usava o nome Wolfgang Gerhard –, morto em 1979, em Bertioga, Litoral de São Paulo, e que viveu perto da Represa Billings, em Diadema.

Na verdade, a pessoa era Josef Mengele (1911-1979), médico responsável por cometer atrocidades nos campos de concentração durante regime de Adolf Hitler na Alemanha (1934-1945). Para ilustrar o trabalho o cineasta se cerca de diversas entrevistas com pessoas que conviveram com Pedro (Mengele). A obra já faturou no primeiro semestre prêmio de melhor documentário no FestCine de Pedra Azul, realizado no Espírito Santo.

“O dia que você descobre que o criminoso de guerra mais procurado do mundo era seu vizinho, um psicopata assassino que usava crianças no seu laboratório e que todo mundo o via como ‘o bom velhinho’. Isso, se não fosse real, (o cinema de) Hollywood não pensaria”, acredita. “E de fato não é (filme feito) por dinheiro. É uma história contada por amor ao cinema”, diz.

O cineasta ainda não sabe se estará nos eventos. “Quando é muito longe, como no caso da Bielorússia, com 28 horas de viagem, é quase impossível”, diz. Quero muito ir. Alguns lugares mandam passagens”, explica ele, ansioso.

Além de Eldorado-Mengele Vivo ou Morto?, Sampaio também comemora o fato de outro filme seu, La Plata Yvyguy – Enterros e Guardados, ter sido indicado como melhor documentário para o Officine, festival de cinema independente que acontece em dezembro em Varginha, Minas Gerais.



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Obra de cineasta de Diadema concorre em festivais internacionais

Filme de Marcelo Felipe Sampaio vai para Estados Unidos e Bielorrússia

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

09/10/2019 | 07:00


Reconhecimento é algo que faz cada gota de suor e dedicação em cima de um trabalho valer a pena. Ao menos é assim para o cineasta de Diadema Marcelo Felipe Sampaio. Ele teve seu filme, Eldorado-Mengele Vivo ou Morto?, produzido de forma independente, indicado para dois festivais internacionais de cinema.

Um é o Eau Claire World Film Festival, que será realizado dia 8 de novembro, em Winscosin, nos Estados Unidos. O outro em Minsk, capital da Bielorrússia, no Kinoduel International Film Festival, previsto para 22 de novembro.

Em ambos o longa do diademense concorre como melhor documentário internacional. “É uma vitória não só para mim, como para o cinema independente brasileiro. É a prova de que um filme totalmente independente pode quebrar barreiras”, afirma Sampaio.

O cineasta recorda que Eldorado-Mengele Vivo ou Morto? foi feito ‘na raça’, “pelo simples desejo de contar uma história”.

O documentário desmembra toda a pesquisa de 14 anos de Sampaio sobre um senhor, chamado Pedro – que também usava o nome Wolfgang Gerhard –, morto em 1979, em Bertioga, Litoral de São Paulo, e que viveu perto da Represa Billings, em Diadema.

Na verdade, a pessoa era Josef Mengele (1911-1979), médico responsável por cometer atrocidades nos campos de concentração durante regime de Adolf Hitler na Alemanha (1934-1945). Para ilustrar o trabalho o cineasta se cerca de diversas entrevistas com pessoas que conviveram com Pedro (Mengele). A obra já faturou no primeiro semestre prêmio de melhor documentário no FestCine de Pedra Azul, realizado no Espírito Santo.

“O dia que você descobre que o criminoso de guerra mais procurado do mundo era seu vizinho, um psicopata assassino que usava crianças no seu laboratório e que todo mundo o via como ‘o bom velhinho’. Isso, se não fosse real, (o cinema de) Hollywood não pensaria”, acredita. “E de fato não é (filme feito) por dinheiro. É uma história contada por amor ao cinema”, diz.

O cineasta ainda não sabe se estará nos eventos. “Quando é muito longe, como no caso da Bielorússia, com 28 horas de viagem, é quase impossível”, diz. Quero muito ir. Alguns lugares mandam passagens”, explica ele, ansioso.

Além de Eldorado-Mengele Vivo ou Morto?, Sampaio também comemora o fato de outro filme seu, La Plata Yvyguy – Enterros e Guardados, ter sido indicado como melhor documentário para o Officine, festival de cinema independente que acontece em dezembro em Varginha, Minas Gerais.

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