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Ricardo Lísias aciona Ministério Público por censura em um de seus livros

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Escritor teve um de seus livros impedido de ser lido em unidade do Sesi em Santo André


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

09/10/2019 | 07:00


Depois de ter o livro O Céu Dos Suicidas (Alfaguara, 2012) impedido de ser lido em sala de aula por alunos do 3º ano do ensino médio da Sesi-SP de Santo André, unidade do Parque Jaçatuba, no primeiro semestre, o escritor paulistano Ricardo Lísias enviou esta semana documento denunciando o caso ao Ministério Público. O veto à sua publicação foi noticiado pelo Diário em setembro.

A leitura, que, como o nome sugere, fala sobre suicídio, foi indicação de um professor, que foi demitido tempos depois. Segundo o Sesi, a causa dessa decisão não teria sido em razão da sugestão do livro pelo docente.
Para a equipe de reportagem, o escritor explica que resolveu acionar o Ministério Público após ter tido uma reunião com o coordenador geral do Sesi, segundo ele, uma pessoa muito simpática e atenciosa. Na ocasião, ele pediu a recontratação do professor demitido. “A diretora da escola e o coordenador pedagógico-geral que foram hostis”, explica. “Me retirei da reunião ontem (segunda) quando notei que havia ali formada uma estrutura autoritária”, afirma.

Ele espera que o Ministério Público tome uma ação preventiva para que esse tipo de situação não aconteça de novo. “Ao mesmo tempo em que as comissões de direitos humanos nos garantam o cumprimento da Constituição e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garantem pluralidade de ideias sem punição ao trabalhador.”

Por meio de nota, o Sesi afirma que as diretrizes da proposta pedagógica do Sesi-SP aplicadas ao ensino médio são planejadas de acordo com fundamentos da Base Nacional Comum Curricular e de material didático próprio. “O plano escolar das nossas unidades é elaborado por comissões de docentes e especialistas em educação e o uso de livros paradidáticos é incluído pelos professores no planejamento escolar a cada bimestre. É importante esclarecer que o livro em questão não constava da lista apresentada previamente.”

E acrescenta: “No mês passado, por exemplo, foram intensificadas ações em todo o Estado na campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio. Não compactuamos com a censura a temas ou a obras, pois esta prática contraria frontalmente a concepção de educação da rede”. Quanto à demissão do docente, disse promoverem mudanças da equipe de colaboradores quando julgam necessário.



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Ricardo Lísias aciona Ministério Público por censura em um de seus livros

Escritor teve um de seus livros impedido de ser lido em unidade do Sesi em Santo André

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

09/10/2019 | 07:00


Depois de ter o livro O Céu Dos Suicidas (Alfaguara, 2012) impedido de ser lido em sala de aula por alunos do 3º ano do ensino médio da Sesi-SP de Santo André, unidade do Parque Jaçatuba, no primeiro semestre, o escritor paulistano Ricardo Lísias enviou esta semana documento denunciando o caso ao Ministério Público. O veto à sua publicação foi noticiado pelo Diário em setembro.

A leitura, que, como o nome sugere, fala sobre suicídio, foi indicação de um professor, que foi demitido tempos depois. Segundo o Sesi, a causa dessa decisão não teria sido em razão da sugestão do livro pelo docente.
Para a equipe de reportagem, o escritor explica que resolveu acionar o Ministério Público após ter tido uma reunião com o coordenador geral do Sesi, segundo ele, uma pessoa muito simpática e atenciosa. Na ocasião, ele pediu a recontratação do professor demitido. “A diretora da escola e o coordenador pedagógico-geral que foram hostis”, explica. “Me retirei da reunião ontem (segunda) quando notei que havia ali formada uma estrutura autoritária”, afirma.

Ele espera que o Ministério Público tome uma ação preventiva para que esse tipo de situação não aconteça de novo. “Ao mesmo tempo em que as comissões de direitos humanos nos garantam o cumprimento da Constituição e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garantem pluralidade de ideias sem punição ao trabalhador.”

Por meio de nota, o Sesi afirma que as diretrizes da proposta pedagógica do Sesi-SP aplicadas ao ensino médio são planejadas de acordo com fundamentos da Base Nacional Comum Curricular e de material didático próprio. “O plano escolar das nossas unidades é elaborado por comissões de docentes e especialistas em educação e o uso de livros paradidáticos é incluído pelos professores no planejamento escolar a cada bimestre. É importante esclarecer que o livro em questão não constava da lista apresentada previamente.”

E acrescenta: “No mês passado, por exemplo, foram intensificadas ações em todo o Estado na campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio. Não compactuamos com a censura a temas ou a obras, pois esta prática contraria frontalmente a concepção de educação da rede”. Quanto à demissão do docente, disse promoverem mudanças da equipe de colaboradores quando julgam necessário.

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