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Descaso com o futuro do País


Do Diário do Grande ABC

08/10/2019 | 13:59


Educar as crianças é garantir o futuro do País. Impossível e ignorar esse lema. Ele serve de justificativa e mote a milhares de leis apresentadas e aprovadas Brasil afora, projetos sociais tocados por igrejas e organizações não governamentais laicas e a discursos proferidos desde a alta autoridade da Nação aos cidadãos comuns reunidos com amigos na conversa de boteco. Na prática, todavia, a realidade é outra. O descaso com os menores de idade ficou evidente, no domingo, com a baixa adesão de eleitores à eleição dos conselheiros tutelares nas sete cidades do Grande ABC. Menos de 4% dos moradores das sete cidades com direito a voto compareceram às urnas.

Como esperar que prefeitos, sempre em busca de holofotes para viabilizar-se à próxima eleição, empenhem-se verdadeiramente em causa que, a despeito de sua importância para o futuro, merece tão pouca atenção da maior parte do eleitorado? Pelo contrário. Quanto menos interesse da sociedade, mais fácil se movimentar para controlar os conselhos tutelares, como bem lembrou o advogado e integrante do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), Ariel de Castro Alves.

Difícil dizer que os argumentos do especialista estão equivocados. O baixo (para não dizer inexistente) envolvimento popular na definição dos eleitos, de fato, abre espaço para o aparelhamento dos conselhos tutelares. Prefeitos e vereadores se aproveitam do descaso da sociedade para preencher as vagas com representantes mais alinhados com suas políticas públicas, comprometendo assim uma das funções mais importantes dos grupos, qual seja, a de denunciar abusos ou negligências do governo de turno aos direitos das crianças e dos adolescentes.

Passado o processo de escolha dos conselheiros tutelares, a sociedade ainda pode colaborar para o bom andamento dos grupos, cobrando os eleitos para que cumpram à risca o papel de garantir a observação dos direitos de crianças e adolescentes. É difícil que, ausente do pleito, a sociedade agora se dê conta de sua importância no processo, porém, há que se ter esperança. 



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Descaso com o futuro do País

Do Diário do Grande ABC

08/10/2019 | 13:59


Educar as crianças é garantir o futuro do País. Impossível e ignorar esse lema. Ele serve de justificativa e mote a milhares de leis apresentadas e aprovadas Brasil afora, projetos sociais tocados por igrejas e organizações não governamentais laicas e a discursos proferidos desde a alta autoridade da Nação aos cidadãos comuns reunidos com amigos na conversa de boteco. Na prática, todavia, a realidade é outra. O descaso com os menores de idade ficou evidente, no domingo, com a baixa adesão de eleitores à eleição dos conselheiros tutelares nas sete cidades do Grande ABC. Menos de 4% dos moradores das sete cidades com direito a voto compareceram às urnas.

Como esperar que prefeitos, sempre em busca de holofotes para viabilizar-se à próxima eleição, empenhem-se verdadeiramente em causa que, a despeito de sua importância para o futuro, merece tão pouca atenção da maior parte do eleitorado? Pelo contrário. Quanto menos interesse da sociedade, mais fácil se movimentar para controlar os conselhos tutelares, como bem lembrou o advogado e integrante do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), Ariel de Castro Alves.

Difícil dizer que os argumentos do especialista estão equivocados. O baixo (para não dizer inexistente) envolvimento popular na definição dos eleitos, de fato, abre espaço para o aparelhamento dos conselhos tutelares. Prefeitos e vereadores se aproveitam do descaso da sociedade para preencher as vagas com representantes mais alinhados com suas políticas públicas, comprometendo assim uma das funções mais importantes dos grupos, qual seja, a de denunciar abusos ou negligências do governo de turno aos direitos das crianças e dos adolescentes.

Passado o processo de escolha dos conselheiros tutelares, a sociedade ainda pode colaborar para o bom andamento dos grupos, cobrando os eleitos para que cumpram à risca o papel de garantir a observação dos direitos de crianças e adolescentes. É difícil que, ausente do pleito, a sociedade agora se dê conta de sua importância no processo, porém, há que se ter esperança. 

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