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Perto de 90% do PIB mundial deve desacelerar em 2019, aponta FMI

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


08/10/2019 | 11:49


Perto de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial deve desacelerar em 2019, pois a economia global está em sincronizada redução de velocidade, uma situação bem diferente da registrada há dois anos, quando 75% do PIB do planeta apresentava expansão, apontou Kristalina Georgieva, a nova diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), em seu primeiro discurso no cargo.

"A ampla desaceleração significa que o crescimento (global) neste ano atingirá o nível mais baixo desde o começo da década", destacou Kristalina no texto preparado para o pronunciamento. "Na próxima semana, iremos divulgar (o relatório) Perspectiva Econômica Mundial que irá mostrar redução das previsões para 2019 e 2020."

De acordo com a diretora-gerente do FMI, o mundo passa por uma situação complexa, pois ao mesmo tempo em que os Estados Unidos e a Alemanha apresentam taxas de desemprego em patamares muito baixos, há perda de vigor das suas economias, o que também ocorre em toda a zona do euro e Japão. "Em alguns dos maiores mercados emergentes, como a Índia e o Brasil, a desaceleração é ainda mais pronunciada neste ano." No caso da China, ela destaca que o PIB está gradualmente reduzindo seu ritmo.

Para Kristalina Georgieva, a diminuição da velocidade do PIB global está relacionada com um conjunto de fatores que tem como ponto comum o que classificou de "fraturas". Ela ponderou que a expansão do comércio internacional "está quase parada".

"A atividade manufatureira e o investimento enfraqueceram substancialmente em parte devido a tensões comerciais", apontou a búlgara. "Há sérios riscos de que serviços e consumo poderão ser afetados logo." Segundo ela, incertezas geradas por pelas disputas no comércio global e também pelo Brexit e por questões geopolíticas estão coibindo o potencial de expansão do mundo.

"Mesmo com a retomada do crescimento em 2020, as fendas atuais podem levar a mudanças que vão durar uma geração - cadeias de fornecedores quebradas, setores de comércio isolados, um muro de Berlim digital que forçará países a escolher entre sistemas de tecnologia", ressaltou Kristalina.

"Todos perdem com uma guerra comercial", apontou a diretora-gerente do Fundo. Para ela, os conflitos nesta área podem significar uma perda próxima a US$ 700 bilhões em 2020 ou 0,8 ponto porcentual do PIB global, aproximadamente o tamanho da economia da Suíça. Por outro lado, ela ponderou que os países precisam enfrentar preocupações legítimas com práticas comerciais, especialmente em relação a subsídios, propriedade intelectual e transferência de tecnologias.

Kristalina Georgieva destacou que para avançar o crescimento global e tornar as economias de países mais resilientes são necessárias cooperação internacional e "ações sincronizadas de políticas."



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Perto de 90% do PIB mundial deve desacelerar em 2019, aponta FMI


08/10/2019 | 11:49


Perto de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial deve desacelerar em 2019, pois a economia global está em sincronizada redução de velocidade, uma situação bem diferente da registrada há dois anos, quando 75% do PIB do planeta apresentava expansão, apontou Kristalina Georgieva, a nova diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), em seu primeiro discurso no cargo.

"A ampla desaceleração significa que o crescimento (global) neste ano atingirá o nível mais baixo desde o começo da década", destacou Kristalina no texto preparado para o pronunciamento. "Na próxima semana, iremos divulgar (o relatório) Perspectiva Econômica Mundial que irá mostrar redução das previsões para 2019 e 2020."

De acordo com a diretora-gerente do FMI, o mundo passa por uma situação complexa, pois ao mesmo tempo em que os Estados Unidos e a Alemanha apresentam taxas de desemprego em patamares muito baixos, há perda de vigor das suas economias, o que também ocorre em toda a zona do euro e Japão. "Em alguns dos maiores mercados emergentes, como a Índia e o Brasil, a desaceleração é ainda mais pronunciada neste ano." No caso da China, ela destaca que o PIB está gradualmente reduzindo seu ritmo.

Para Kristalina Georgieva, a diminuição da velocidade do PIB global está relacionada com um conjunto de fatores que tem como ponto comum o que classificou de "fraturas". Ela ponderou que a expansão do comércio internacional "está quase parada".

"A atividade manufatureira e o investimento enfraqueceram substancialmente em parte devido a tensões comerciais", apontou a búlgara. "Há sérios riscos de que serviços e consumo poderão ser afetados logo." Segundo ela, incertezas geradas por pelas disputas no comércio global e também pelo Brexit e por questões geopolíticas estão coibindo o potencial de expansão do mundo.

"Mesmo com a retomada do crescimento em 2020, as fendas atuais podem levar a mudanças que vão durar uma geração - cadeias de fornecedores quebradas, setores de comércio isolados, um muro de Berlim digital que forçará países a escolher entre sistemas de tecnologia", ressaltou Kristalina.

"Todos perdem com uma guerra comercial", apontou a diretora-gerente do Fundo. Para ela, os conflitos nesta área podem significar uma perda próxima a US$ 700 bilhões em 2020 ou 0,8 ponto porcentual do PIB global, aproximadamente o tamanho da economia da Suíça. Por outro lado, ela ponderou que os países precisam enfrentar preocupações legítimas com práticas comerciais, especialmente em relação a subsídios, propriedade intelectual e transferência de tecnologias.

Kristalina Georgieva destacou que para avançar o crescimento global e tornar as economias de países mais resilientes são necessárias cooperação internacional e "ações sincronizadas de políticas."

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