Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 16 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Internacional

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Novo delator aponta pressão de Trump à Ucrânia

Official White House Photo by Joyce N. Boghosian Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


07/10/2019 | 07:41


Um segundo delator garante ter evidências da pressão do presidente Donald Trump sobre o governo ucraniano para investigar um rival político, o democrata Joe Biden, e seu filho Hunter Biden. O novo personagem, também um agente de inteligência, pode dar aos democratas novos elementos para a investigação que pretende levar ao impeachment do presidente.

O advogado Mark Zaid, que representa os dois informantes, disse que o segundo deles pode corroborar informações prestadas pelo primeiro. O agente já falou a órgãos de apuração internos. A queixa do primeiro delator, apresentada ao inspetor-geral em 12 de agosto, citava informações recebidas de autoridades americanas que expressaram a preocupação de que Trump usava o cargo para solicitar interferência estrangeira em sua busca por um segundo mandato em 2020. Zaid afirma que o segundo agente "também fez uma delação protegida sob a lei e não pode sofrer retaliação".

Há suspeita de que Trump usou US$ 391 milhões, destinados a assistência, como barganha para assegurar uma promessa do presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, de investigar Biden e seu filho, que trabalhou como diretor em uma companhia energética ucraniana, a Burisma. "Meu escritório e minha equipe representam múltiplos delatores ligados às divulgações de 12 de agosto de 2019 ao inspetor-geral da comunidade da inteligência", disse Andrew Bakaj, um segundo advogado, em publicação no Twitter. A Casa Branca é acusada de acobertar o caso.

Mensagens de texto do Departamento de Estado revelaram outros detalhes, incluindo a promessa de que o presidente ucraniano seria recebido em Washington se ajudasse na investigação. Zelenski visitou a Casa Branca em setembro e, na semana passada, o novo procurador-geral ucraniano, Ruslan Ryaboshapka, disse que reabrirá a investigação sobre o caso. Trump e seus aliados alegam que não fizeram nada errado. O presidente pediu publicamente que a China também ajude apurar suspeitas envolvendo a família Biden.

Quem tem se beneficiado dessas acusações mútuas é a senadora democrata Elizabeth Warren, que em algumas pesquisas já aparece à frente de Biden como principal pré-candidata democrata. A política de Massachusetts tem um discurso mais à esquerda em relação a Biden, um moderado que foi vice de Barack Obama.

Trump admite que os democratas na Câmara têm votos suficientes para fazer o processo de impeachment avançar, mas ressalta que a maioria republicana no Senado deve impedir sua destituição. A Câmara precisa de uma maioria simples de 218 legisladores para enviar as acusações ao Senado. Os democratas ocupam 235 cadeiras das 435.

No Senado, o pedido deve ter o apoio de dois terços da Casa, ou seja, 67. Hoje, há 53 republicanos, 45 democratas e 2 independentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Novo delator aponta pressão de Trump à Ucrânia


07/10/2019 | 07:41


Um segundo delator garante ter evidências da pressão do presidente Donald Trump sobre o governo ucraniano para investigar um rival político, o democrata Joe Biden, e seu filho Hunter Biden. O novo personagem, também um agente de inteligência, pode dar aos democratas novos elementos para a investigação que pretende levar ao impeachment do presidente.

O advogado Mark Zaid, que representa os dois informantes, disse que o segundo deles pode corroborar informações prestadas pelo primeiro. O agente já falou a órgãos de apuração internos. A queixa do primeiro delator, apresentada ao inspetor-geral em 12 de agosto, citava informações recebidas de autoridades americanas que expressaram a preocupação de que Trump usava o cargo para solicitar interferência estrangeira em sua busca por um segundo mandato em 2020. Zaid afirma que o segundo agente "também fez uma delação protegida sob a lei e não pode sofrer retaliação".

Há suspeita de que Trump usou US$ 391 milhões, destinados a assistência, como barganha para assegurar uma promessa do presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, de investigar Biden e seu filho, que trabalhou como diretor em uma companhia energética ucraniana, a Burisma. "Meu escritório e minha equipe representam múltiplos delatores ligados às divulgações de 12 de agosto de 2019 ao inspetor-geral da comunidade da inteligência", disse Andrew Bakaj, um segundo advogado, em publicação no Twitter. A Casa Branca é acusada de acobertar o caso.

Mensagens de texto do Departamento de Estado revelaram outros detalhes, incluindo a promessa de que o presidente ucraniano seria recebido em Washington se ajudasse na investigação. Zelenski visitou a Casa Branca em setembro e, na semana passada, o novo procurador-geral ucraniano, Ruslan Ryaboshapka, disse que reabrirá a investigação sobre o caso. Trump e seus aliados alegam que não fizeram nada errado. O presidente pediu publicamente que a China também ajude apurar suspeitas envolvendo a família Biden.

Quem tem se beneficiado dessas acusações mútuas é a senadora democrata Elizabeth Warren, que em algumas pesquisas já aparece à frente de Biden como principal pré-candidata democrata. A política de Massachusetts tem um discurso mais à esquerda em relação a Biden, um moderado que foi vice de Barack Obama.

Trump admite que os democratas na Câmara têm votos suficientes para fazer o processo de impeachment avançar, mas ressalta que a maioria republicana no Senado deve impedir sua destituição. A Câmara precisa de uma maioria simples de 218 legisladores para enviar as acusações ao Senado. Os democratas ocupam 235 cadeiras das 435.

No Senado, o pedido deve ter o apoio de dois terços da Casa, ou seja, 67. Hoje, há 53 republicanos, 45 democratas e 2 independentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;