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Oferta de ações na Bolsa pode alcançar R$ 20 bilhões em outubro

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


07/10/2019 | 07:15


O volume de ofertas de ações na B3, a Bolsa de São Paulo, em outubro tem potencial para alcançar R$ 20 bilhões, com o impulso da oferta subsequente (follow on) do Banco do Brasil, que deve chegar perto dos R$ 8 bilhões. Além dessa emissão "jumbo", a Bolsa brasileira deverá ser palco de três estreias, com as ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) da rede de joalheria Vivara, a varejista C&A e o Banco BMG.

No mês passado, quando a janela para emissões se abriu após o fim do período de férias no Hemisfério Norte, o volume de ofertas subsequentes somou pouco mais de R$ 3,6 bilhões, com o Banco Pan, as incorporadoras Trisul e EzTec, a empresa de tecnologia Sinqia (ex-Senior Solution) e a empresa de energia Ômega. O Banrisul também fez sua tentativa, mas sofreu resistência por parte sos investidores e cancelou sua oferta.

Agora, para outubro, além do BB, estão na fila as ofertas da Cyrela Commercial Properties (CCP), Positivo Tecnologia e Lopes, mas o número ainda deve crescer, dado o alto número de empresas que já contrataram o sindicato de bancos para realizarem suas ofertas. O momento bastante otimista para essas emissões tem chamado a atenção de um grupo cada vez maior de companhias.

A captação líquida dos fundos locais tem garantido, até aqui, demanda para as ofertas, em um momento em que o investidor estrangeiro ainda demonstra cautela em relação ao Brasil. A indústria de fundos de investimento acumula captação líquida de R$ 205,7 bilhões em 2019 até setembro, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Com isso, os gestores seguem em busca de oportunidades no mercado, analisando com atenção as ofertas de ações.

O volume das ofertas neste ano pode superar já neste mês os R$ 70 bilhões, o mesmo valor atingido em 2007, ano de ouro do mercado de capitais no Brasil. Em 2010 o volume foi superior ao de 2007, mas contou com a megacapitalização da Petrobrás, de mais de R$ 120 bilhões, o que distorceu o dado.

As ofertas em setembro já começaram a mostrar uma tendência que também será observada em algumas ofertas em outubro. Apesar de a operação do BB ser exclusivamente secundária, com a Caixa Econômica Federal vendendo suas ações, além de papéis detidos na própria Tesouraria do BB, as outras ofertas contarão com a presença do componente primário, com recursos sendo destinados ao caixa das empresas e sendo direcionados para investimentos.

Além do IPO da Vivara, cuja ação terá o valor definido no início desta semana, a agenda de outubro ainda conta com a estreia da C&A e do BMG na B3.

A Iguá Saneamento, que também protocolou seu pedido de oferta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), deve postergar sua operação, dado que não chegou a um entendimento com os investidores sobre o preço da companhia para o IPO. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Oferta de ações na Bolsa pode alcançar R$ 20 bilhões em outubro


07/10/2019 | 07:15


O volume de ofertas de ações na B3, a Bolsa de São Paulo, em outubro tem potencial para alcançar R$ 20 bilhões, com o impulso da oferta subsequente (follow on) do Banco do Brasil, que deve chegar perto dos R$ 8 bilhões. Além dessa emissão "jumbo", a Bolsa brasileira deverá ser palco de três estreias, com as ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) da rede de joalheria Vivara, a varejista C&A e o Banco BMG.

No mês passado, quando a janela para emissões se abriu após o fim do período de férias no Hemisfério Norte, o volume de ofertas subsequentes somou pouco mais de R$ 3,6 bilhões, com o Banco Pan, as incorporadoras Trisul e EzTec, a empresa de tecnologia Sinqia (ex-Senior Solution) e a empresa de energia Ômega. O Banrisul também fez sua tentativa, mas sofreu resistência por parte sos investidores e cancelou sua oferta.

Agora, para outubro, além do BB, estão na fila as ofertas da Cyrela Commercial Properties (CCP), Positivo Tecnologia e Lopes, mas o número ainda deve crescer, dado o alto número de empresas que já contrataram o sindicato de bancos para realizarem suas ofertas. O momento bastante otimista para essas emissões tem chamado a atenção de um grupo cada vez maior de companhias.

A captação líquida dos fundos locais tem garantido, até aqui, demanda para as ofertas, em um momento em que o investidor estrangeiro ainda demonstra cautela em relação ao Brasil. A indústria de fundos de investimento acumula captação líquida de R$ 205,7 bilhões em 2019 até setembro, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Com isso, os gestores seguem em busca de oportunidades no mercado, analisando com atenção as ofertas de ações.

O volume das ofertas neste ano pode superar já neste mês os R$ 70 bilhões, o mesmo valor atingido em 2007, ano de ouro do mercado de capitais no Brasil. Em 2010 o volume foi superior ao de 2007, mas contou com a megacapitalização da Petrobrás, de mais de R$ 120 bilhões, o que distorceu o dado.

As ofertas em setembro já começaram a mostrar uma tendência que também será observada em algumas ofertas em outubro. Apesar de a operação do BB ser exclusivamente secundária, com a Caixa Econômica Federal vendendo suas ações, além de papéis detidos na própria Tesouraria do BB, as outras ofertas contarão com a presença do componente primário, com recursos sendo destinados ao caixa das empresas e sendo direcionados para investimentos.

Além do IPO da Vivara, cuja ação terá o valor definido no início desta semana, a agenda de outubro ainda conta com a estreia da C&A e do BMG na B3.

A Iguá Saneamento, que também protocolou seu pedido de oferta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), deve postergar sua operação, dado que não chegou a um entendimento com os investidores sobre o preço da companhia para o IPO. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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